terça-feira, 31 de dezembro de 2013

«RECEITA DE ANO NOVO» | Carlos Drumond de Andrade






RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade



ALBINO AROSO | «fina diplomacia, inteligência, elegância, sabedoria»


Como foi largamente noticiado, por exemplo aqui,  ALBINO AROSO faleceu no passado dia 26. Não podíamos deixar de o assinalar, e de lhe prestarmos também a nossa pequena homenagem. Para isso escolhemos  divulgar o artigo de opinião seguinte, de Miguel Oliveira da Silva,  publicado no jornal Expresso. Tão cheio de vida! 




segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ÍNDICE DE IGUALDADE DE GÉNERO | Para não o esquecermos no próximo ano



Leia Aqui.
No site do Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu de onde tirámos o quadro da imagem acima pode ainda ler-se:
O "Índice da Igualdade de Género", cuja versão traduzida para português se disponibiliza, foi construído pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género. Consiste numa ferramenta de monitorização da igualdade de género no âmbito da política da União Europeia, permitindo medir o conceito nos diversos Estados Membros. Os resultados desta medição, reportada a 2010, foram oficialmente apresentados numa conferência da União Europeia, realizada em Bruxelas, no dia 13 de junho de 2013.
A União Europeia desempenha um papel fundamental na disseminação do princípio da igualdade de género. Ao longo do tempo e em diversas áreas, têm sido desenvolvidas políticas específicas para melhorar a igualdade de género na União Europeia e nos Estados Membros, bem como para avaliar o nível da igualdade de género em domínios específicos.
O Índice da Igualdade de Género foi inicialmente introduzido pela Comissão Europeia no Roteiro para a Igualdade entre Mulheres e Homens 2006-2010 e, posteriormente, incluído no plano de ação da Estratégia para a Igualdade entre Mulheres e Homens 2010-2015.
E na  página do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) pode consultar (disponível em inglês):
Access the Gender Equality Index
Read the Gender Equality Index report
Read the Gender Equality Index country profiles



«TRÊS OLHARES NO FEMININO PARA QUATRO DÉCADAS DE UM PAÍS»


O trabalho do jornal Público seguinte  foi-nos assinalado por uma leitora do Em Cada Rosto Igualdade, e em boa hora: 


Alfredo Cunha

«1973-1993-2013: Três olhares no feminino para quatro décadas de um país

Por 
Ana tinha 20 anos em 1973, Mónica nasceu nesse ano e Frederica fez 20 anos em 2013. Por elas passaram as enormes transformações sociais dos últimos 40 anos em Portugal.
Pelos olhos e pelas vidas de Ana, que tinha 20 anos em 1973, de Mónica, que nasceu nesse ano antes da revolução e de Frederica, que fez 20 anos em 2013, passaram as enormes transformações sociais das últimas quatro décadas, que abordamos neste segundo trabalho da série 1973-1993-2013. Os números dão-nos a dimensão da evolução, os relatos da forma como a sociedade se foi transformando. Enquanto os indicadores de saúde e de educação davam corpo a um enorme desejo de progresso e de desenvolvimento, a população envelheceu, a família mudou. Hoje, na recta final do ano, as três protagonistas desta história de quatro décadas partilham um ponto de interrogação sobre os capítulos seguintes das suas vidas». Continue a ler.


sábado, 28 de dezembro de 2013

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! TALVEZ LHES INTERESSE (24 ) | Deixe Prendas e Vá ao Museu


Diário As Beiras - 26 dezembro 2013

E saiba mais sobre o «Menino dos Meninos». E aqui o site do  Museu Nacional Machado de Castro. E neste endereço o Ninho dos Pequenitos.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

«O GRANDE MESTRE» | e Ziyi Zhang como Gong Er






Sobre o filme «O Grande Mestre»: «No mundo das artes marciais existem muitos Mestres, mas o título de Grande Mestre pertence apenas a uma lenda. O professor de Bruce Lee, de nome Ip Man, era um homem de acção que sabia que o último homem a ficar de pé seria o escolhido. Ele acreditava ser esse homem até conhecer uma verdadeira rival; um génio das artes marciais vindo da Manchúria chamada Gong Er que era considerada uma lenda... e uma linda mulher». É agradável ver uma lenda,  e na circunstância  mulher, mesmo que não se saiba nada sobre artes marciais. Mas o filme está para lá disso.



Ainda sobre o filme: «(...)“É um projecto gigante”. É o próprio Wong Kar Wai que o assume. Tal como assume o facto de não saber quase nada sobre artes marciais antes de avançar para este filme. Quando era criança as escolas de artes marciais estavam à sua volta, nas ruas onde cresceu e por onde passava todos os dias. Mas nunca entrou em nenhuma delas. “Nesse tempo a maioria das escolas de artes marciais estava associada às tríades e eram muito misteriosas. Assim, de certa forma, através deste filme, consegui finalmente atravessar essa porta.”, disse o cineasta de Hong Kong à Indiewire.(...)». Leia mais.



domingo, 22 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS 2013



 
Tomámos como nosso o Cartão de Boas Festas que recebemos do Museu Nacional do Teatro,

e com ele desejamos Bom Natal e Bom Ano Novo aos 

leitores do Em Cada Rosto Igualdade

E assim distinguimos também 




sábado, 21 de dezembro de 2013

MULHERES | Memória

Entre muitos dos e-mails e newsletters que se recebem, num deles o anúncio do livro da imagem sobre as «Primeiras Damas» americanas. E, inevitavelmente, ocorre qualquer coisa do estilo: «por detrás de um Presidente ...». Sobre o livro, pode saber mais aqui. E no site da White House temos o espaço The First Ladies.
Estas são sempre ocasiões que nos remetem para a história de mulheres que se distinguiram ao longo dos tempos, e em especial na cultura e nas artes. Neste ambiente, por exemplo, o site sobre Women's History  organizado à volta de várias temáticas. Uma delas: Women's Suffrage Time Line, onde podemos ler:
Women winning the vote was not a quick or easy process. In the U.S. from the 1848 Seneca Falls Convention resolving to gain the vote for women, to the 20th Amendment, was a slow process of state-by-state wins, and then finally action on the federal level. E mostram uma cronologia de momentos através de Países, como pode ver aqui. Uma ilustração:


Não sabemos do rigor do apresentado, mas percebe-se da finalidade e da potencial procura deste tipo de informação. No Em Cada Rosto Igualdade, por exemplo, para as nossas «Mulheres na Cultura» e «Mulheres Em Destaque» sem se querer fazer «História», porque isso tem as suas regras de investigação,  parece «navegar- se nas mesmas águas». De facto, quer  contribuir-se para «uma memória» para que antecipamos utilidade, nomeadamente no trabalho de qualquer pessoa envolvida na execução dos Planos Nacionais em torno da Igualdade. Afinal, a razão de ser do blogue.

E voltando ao principio,o que todos sabemos: nos USA ainda nenhuma Presidenta. Só Presidentes e as suas First Ladies. Revelador, pelo lado da IGUALDADE DE  GÉNERO.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

«NÃO DEIXE OS RÓTULOS APAGAREM O SEU BRILHO»


LEGENDADO EM PORTUGUÊS

E veja o post No soy mandona, soy una jefa  no blog Mujeres que começa assim: «Cuando ellos son jefes, ellas son mandonas; un hombre es persuasivo y una mujer agresiva. La marca de champú Pantene ha elaborado para Filipinas un anuncio que ataca los estereotipos de las mujeres en especial en el ámbito laboral y critica el doble rasero por el que se mide la actitud de una persona o las aptitudes del que ocupa un cargo importante dependiendo de su sexo».


AGENDA FEMINISTA 2014




«Para quem ainda pensa que os feminismos são uma luta que não faz sentido, a Agenda Feminista 2014 dá voz a um conjunto de mulheres que nos ajudam a compreender os desígnios de uma igualdade de género ainda não ganha». Saiba mais no site da UMAR.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

VÍTIMAS DE TRÁFICO DE SERES HUMANOS | O que fazer ?


 Para ler melhor veja neste endereço
do OTSH


E saiba muito mais,  também lá no site do Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH): aqui.  Por exemplo, em Publicações, pode ter conhecimento desta coleção:






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

EUROPA XXI | Mulheres no Poder



http://sicnoticias.sapo.pt/programas/europaxxi/#videoPlayer_Top



 
Veja aqui, na SIC notícias, no Programa Europa XXI, trabalho realizado  aquando do Fórum WIP,  no Parlamento Europeu, em Bruxelas, en fins de novembro último, a que já nos tinhamos referido neste post.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MULHERES NA CULTURA | Maria Velho da Costa





A escritora Maria Velho da Costa já tem sido mencionada no Em Cada Rosto Igualdade, nomeadamente a propósito do livro  Novas  Cartas Portuguesas (ver coluna à direita). Agora foi distinguida com o Prémio Vida Literária APE,  um bom pretexto para vir para a nossa galeria «Mulheres na Cultura». Comecemos pelo retrato que dela se faz no JL de 11 do corrente mês de dezembro:


Como se pode ver, trabalhou  na Administração Pública, nomeadamente  na Cultura, aquando do Governo de Maria de Lurdes Pintasilgo. Conhecê-mo-la nessa altura, claro que os seus livros já vinham detrás, e lembro algum  nervosismo ao estar-se perante «a escritora», e admirar como  se integrava como qualquer outra pessoa naquelas reuniões tão diversas. Mas aquele olhar era especialmente atento. Boas recordações. E voltemos ao prémio e, por exemplo, à intervenção  do Presidente da República:


Prémio entregue na Culturgest

«Entendeu a Associação Portuguesa de Escritores atribuir, este ano, o Prémio Vida Literária à romancista Maria Velho da Costa.
É uma decisão com a qual não posso senão congratular-me, interpretando o sentimento dos seus leitores e admiradores.
O percurso de Maria Velho da Costa, ao longo de quase meio século de publicações e de intervenção no nosso meio cultural, é de facto extraordinário.
Talvez não corresponda ao que vulgarmente se chama uma carreira.
Mas os verdadeiros escritores, como ainda há bem pouco tempo dizia o moçambicano Mia Couto, não têm propriamente uma carreira, pois continuam a vida inteira a experimentar «os mesmos receios e as mesmas preocupações», de cada vez que iniciam um novo livro.
Os escritores como Maria Velho da Costa não têm uma carreira, têm uma obra.
A sua história confunde-se com as histórias que nos deram através da palavra.
É nos livros que escreveram e nas personagens que criaram que está a sua identidade.
É por isso que nós falamos, a propósito de grandes escritores como Maria Velho da Costa, de uma vida literária.
O reconhecimento da obra de Maria Velho da Costa foi praticamente unânime, desde a publicação do seu primeiro romance, Maina Mendes». Continue a ler.

E continuemos   com a imagem  das três Marias,   um «ícone»:


E com este video - MULHERES E REVOLUÇÃO -  das Palavras Ditas de Mário Viegas, onde se diz  obra de Maria Velho da Costa :



Pode ler aqui em texto escrito, donde tirámos:


REVOLUÇÃO E MULHERES

1. RECONSTITUIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO

Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças. Elas enchem lancheiras e tarros e pastas de escola com latas e buchas e fruta embrulhada num pano limpo. Elas lavam os lençóis e as camisas que hão-de suar-se outra vez. Elas esfregam o chão de joelhos com escova de piaçaba e sabão amarelo e correm com os insectos a que não venham adoecer os seus enquanto dormem. Elas brigam nos mercados e praças por mais barato. Elas contam centavos. Elas costuram e enfiam malhas em agulhas de pau com as lãs que hão-de manter no corpo o calor da comida que elas fazem. Elas vêm com um cântaro de água à cinta e um molho de gravetos na cabeça. Continue a ler.



Por fim,  do que disse a escritora na cerimónia da entrega do prémio:

«Num discurso curto, que antecedeu o do Presidente da República, Maria Velho da Costa salientou que a literatura não é só a escrita, mas, igualmente, "o poder da palavra e o seu gosto, descrita ou dita por aqueles que a falaram, escreveram e inscreveram em nós um modo de ser para a escrita".

"A literatura é por certo uma arte, um ofício, com o seu tempo de aprendizagem, treino, de escuta incansável, mas também a palavra no tempo, na história, no apelo do entusiasmo do que pode ser lido ou ouvido, a busca da beleza ou da exactidão ou da graça do sentir", disse, antes de aludir ao carácter repressivo dos regimes totalitários.
"Os regimes totalitários sabem que a palavra e o seu cume de fulgor, a literatura e a poesia, são um perigo. Por isso queimam, ignoram e analfabetizam, o que vem dar à mesma atrofia do espírito, mais pobreza na pobreza", acrescentou». Leia mais.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A ARTE CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | «Faz Escuro nos Olhos» | «Zoo»


imagem da cerimónia no TNDMII tirada daqui.

No passado dia 12, «Os Secretários de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, presidiram à cerimónia de entrega dos prémios «A arte contra a violência doméstica», no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, uma iniciativa no âmbito das II Jornadas Nacionais Contra a Violência Doméstica.
A curta-metragem «Zoo», de Margarida Leitão (na categoria de cinema), e a peça «Faz Escuro nos Olhos», do coletivo GRIOT (na categoria de teatro), foram os vencedores da primeira edição destes prémios cujo objetivo é distinguir trabalhos artísticos nas áreas do cinema, teatro e literatura divulgados entre 2011 e 2013 que abordem a violência doméstica como tema principal.
Jorge Barreto Xavier sublinhou a importância das artes na transmissão e formação de valores: «A atividade artística não é feita especificamente para a denúncia da violência doméstica, mas certamente é feita para a construção do humano. É um elemento crítico e essencial para a interpretação e afirmação do humano, não é só um adjetivo do quotidiano ou um ornamento das sociedades ditas civilizadas; é um exercício absolutamente essencial de construção das sociedades». (sublinhado nosso). Continue a ler no portal do Governo.

Sobre «Faz Escuro nos Olhos», veja aqui,  donde retirámos:  “Faz escuro nos nossos olhos; já não ouvíamos outros passos para além dos nossos. As mãos dele tapam o clarão da lâmpada. Faz escuro nos nossos olhos.” E um cartaz de 2012:



E sobre «ZOO» de Margarida Leitão: «Zoo é a história de uma família do ponto de vista da pequena filha Ana. Ela assiste silenciosamente, por vezes presa, à relação dos pais Maria e Pedro, às suas brigas, aos seus beijos, às discussões, aos estalos, aos gritos, às mentiras e ao amor. Zoo é a história de Animais enjaulados sob o nosso olhar. Uma rotina que se repete vezes sem conta num passeio de família. Por vezes, a relação adulta aos olhos de uma criança pode-se assemelhar a uma selva ou um zoo».




E terminemos destacando as palavras da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade ao congratular-se com as duas obras premiadas: «O filme Zoo e a peça Faz Escuro nos Olhos são dois excelentes exemplos de como através do cinema e do teatro, com toda a liberdade criativa e toda a subjetividade da expressão artística de cada pessoa, se consegue transmitir com talento o que afinal tanta gente pensa, tanta gente vê, sem saber como dizer».
«Estamos, pois, em meu entender, perante dois casos conseguidos de como não se fala de violência apenas com discursos, de como não se intervém contra a violência apenas com a lei, de como não se combate a violência apenas com a intervenção de forças de segurança, de magistrados e de técnicos dos mais diversos sectores da nossa vida coletiva. Também com arte se combate a violência».


domingo, 15 de dezembro de 2013

NO DIA DO ÚLTIMO ADEUS A NELSON MANDELA | Mulheres Africanas



Neste dia, do último adeus a Nelson Mandela, celebremos a vida como é próprio dos africanos. Recordemos a alegria e continuemos com a esperança daquele fevereiro de 1990 em que  Mandela  foi libertado  da prisão de Robben Island: para além da liberdade, e do fim da discriminação com base na cor da pele,  uma sociedade mais igualitária. Permita-se que faça uma referência pessoal, por mero acaso, nesse dia da libertação, estava lá, na África do Sul, e foi o meu segundo 25 de Abril. Havia risos, lágrimas e receios. Sentia-se  o momento histórico, e nós ali quase a não acreditar. Mas a  prova de que  as coisas só são impossíveis até acontecerem. Neste atmosfera de despedida, no Em Cada Rosto Igualdade destaquemos as Mulheres Africanas, e em particular da África do Sul. Desde logo, recorrendo a uma simples TShirt: 


  imagem de Tshirt
  feita por  Paulo Carretas

Depois, a  livros, através de uma pequena seleção, que facilmente pode ser ampliada recorrendo à web.


Para  mais informação, é só   fazer um clique nos títulos seguintes:

Women and Resistance in South Africa

Representation & Reality

e continuar neste endereço para os restantes e muito mais.


E terminemos  com o início do Prefàcio de Nadime Gordimer - escritora africana, Prémio Nobel  em 1991 -  ao livro NELSON MANDELA Uma lição de vida, de Jack Lang (destaques nossos):
«Um personagem de um dos meus romances diz para consigo que viver num país em que ainda existem heróis tem qualquer coisa de muito importante.
Existir no mesmo tempo e no mesmo mesmo lugar que Nelson Rolihlaha Mandela é disso exemplo perfeito. Mesmo na época do «apartheid». Compartilhei esse privilégio com todos os meus companheiros de luta contra esse regime devastador e o pavoroso sofrimento que ele infligia à maioria do povo sul-africano. Se há uma forma de génio específico da qualidade humana, Mandela é possuidor desse génio».E com este fabuloso tributo:



                                        «Woolies and Soweto Gospel Choir: Madiba Tribute»


«It was just a normal Saturday morning in a Woolworths store in Parkview. South Africans were still recovering from the sad news of Nelson Mandela’s passing on 5 December. Then a little magic happened in the aisles of the popular food and clothing store that touched everyone's heart. A flash mob by the Soweto Gospel Choir paid tribute to South Africa’s hero. The results were touching and truly inspiring». Tirado daqui.

sábado, 14 de dezembro de 2013

MULHERES EM DESTAQUE | Maria Manuel Mota




Maria Manuel Mota distinguida com o Prémio Pessoa. «A investigadora do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa) é a vencedora do Prémio Pessoa 2013. A decisão foi hoje anunciada ao final da manhã no Palácio de Seteais, em Sintra, pelo presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.
Maria Manuel Mota, 42 anos, é uma das maiores autoridades mundiais no estudo da malária. Torna-se no mais jovem vencedor do Prémio Pessoa, uma iniciativa conjunta do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos.
Na fundamentação da decisão, o júri lembrou que a malária é hoje "uma das causas principais de mortalidade a nível mundial", salientando que o trabalho liderado por Maria Manuel Mota "tem desenvolvido investigação fundamental com vista a esclarecer os mecanismos pelos quais o parasita se desenvolve no hospedeiro humano."
Francisco Pinto Balsemão sublinhou que "a compreensão dos processos" estudados pela vencedora do Prémio Pessoa 2013 " é indispensável para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e prevenção" da malária , "nomeadamente através da vacinação." Neste ponto o presidente do júri destacou que o trabalho do grupo "recebeu recentemente um financiamento significativo da Fundação Bill & Melinda Gates». Leia mais.




«NATIONAL WOMEN'S HISTORY MUSEUM»



 

É um museu americano que, quem sabe, pode servir de inspiração. Faça uma visita na web - aqui.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

HOJE NA SUBCOMISSÃO DA IGUALDADE | «Saúde e direitos sexuais e reprodutivos»





Hoje, 13 de dezembro, conforme divulgado no site da Assembleia da República,  a Subcomissão de Igualdade da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias  recebe, em audição, a Deputada ao Parlamento Europeu  Edite Estrela, Vice-Presidente da Comissão de Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros do Parlamento Europeu, para apresentar o Relatório "Saúde e direitos sexuais e reprodutivos".  Como pode verificar, da exposição dos motivos:

Anualmente, o PNUD elabora uma classificação dos países de acordo com o seu nível de desigualdade de género. O Índice de Desigualdade de Género assenta nas desigualdades de género em três aspetos da vida: a saúde reprodutiva, a capacitação e o mercado de trabalho(1). O presente relatório centra-se no primeiro aspeto e nos direitos correspondentes, não apenas como uma questão no âmbito dos Direitos Humanos, mas também como meio para alcançar a igualdade de género.

Integrando o grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, os Estados­Membros (EM) ocupam as posições cimeiras na classificação global dos países em função do estado de saúde reprodutiva das suas populações(2). No entanto, os dados disponibilizados pelos Estados­Membros revelam uma disparidade gritante no plano da saúde sexual e reprodutiva das mulheres em toda a Europa.

Em múltiplas ocasiões, o Parlamento Europeu (PE) manifestou o seu apoio ao investimento em saúde e direitos sexuais e reprodutivos (SDSR). A forte posição da UE nesta matéria só será possível com o impulso enérgico desta instituição.

O presente relatório surge num momento deveras importante. O atual contexto político e económico ameaça a observância da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos. Devido à atual crise financeira, à recessão económica e aos concomitantes cortes nos orçamentos dos Estados, verifica-se uma tendência entre os Estados­Membros para acelerar a privatização e diminuir o acesso e o nível qualitativo dos serviços de saúde(3). Além disso, emergiram em toda a Europa posições marcadamente conservadoras em relação à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos. Como claramente se demonstra em países como a Espanha e a Hungria e em fóruns regionais como a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o Comité Europeu dos Direitos Sociais e até mesmo o PE, a oposição ao direito à escolha está a tornar-se cada vez mais forte e ativa. Perante esses ataques, é mais importante do que nunca que o PE defenda os direitos sexuais e reprodutivos como Direitos Humanos e apresente uma síntese útil da atual situação da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos na Europa. Continue a ler.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FAZENDO GÉNERO NO RECREIO | Maria do Mar Pereira




«Como é que um rapaz se torna «respeitado» pelas/os colegas? E o que acontece se não o conseguir? Qual é a diferença entre «pitas» e raparigas «normais»? Que papel desempenha a coscuvilhice na vida das/os adolescentes? E o que mais acontece no recreio das escolas portuguesas? 

Estas são algumas das questões que M. M. Pereira explora nesta obra inovadora na Sociologia e Estudos de Género em Portugal. Tomando como ponto de partida uma etnografia do quotidiano de uma turma de 8.º ano de uma escola lisboeta, problematiza-se a performatividade do género, isto é, o modo como masculinidades e feminilidades são negociadas na interacção. Examinando como é que as/os jovens constroem e contestam fronteiras de género, demonstra-se que, mais do que um traço determinado pela socialização, o género é uma construção diária laboriosa, que produz tanto prazer e união como desconforto e exclusão, e na qual rapazes e raparigas investem de forma activa mas ambivalente.
Aliando uma sofisticada discussão teórica a uma análise rica e acessível do dia-a-dia das/os jovens, esta é uma obra de grande utilidade não só para investigadoras/es e estudantes interessadas/os em género, sexualidade, culturas juvenis, educação, e metodologias feministas e etnográficas, mas também para jovens, pais e professoras/es». +

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

TARDES NO THALIA | A Educação das Mulheres | 13 DEZEMBRO


A Judite, nossa colega (DGARTES)  na reforma, chamou-nos a atenção para a iniciativa da imagem, e à partida que belo tema: A EDUCAÇÃO DAS MULHERES. Mas fomos saber mais, e de acordo com a informação disponível na web: No dia 23 de maio de 2013, no Teatro Thalia, teve início um programa cultural, promovido e organizado pela Unidade de Valorização do Teatro Thalia (UVTT), que funciona na dependência funcional da Direção de Serviços de Documentação e de Arquivo desta Secretaria-Geral, denominado TARDES NO THALIA.
Trata-se de sessões ao fim da tarde  onde serão abordados diversos temas relacionados com o Teatro Thalia, com o Palácio das Laranjeiras e com o espólio documental da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência, e em que haverá alguns apontamentos culturais tais como momentos musicais, projeção de vídeos, exposições, entre outros.  E que belo programa! A memória, uma vez mais. 

E sobre a próxima iniciativa: «Trata-se de uma sessão com um novo horário - ao fim da tarde (18:00 – 19:30), e onde iremos discorrer sobre a educação das mulheres pela voz da Professora Maria João Mogarro, com uma apresentação com o título: Mulheres e Educação: Discursos Femininos no Portugal do Século XX. A tarde terminará com a apresentação do Concerto de Natal do Coro Educ(ant)are». Saiba mais.



«Natal, raizes pagãs, e (re)interpretações» | 13 Dezembro




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

10 DEZEMBRO | DIA DOS DIREITOS HUMANOS





A celebração da data foi escolhida para honrar o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 10 de Dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem.  Para 2013 o tema: 20 Years Working for Your Rights.  E da mensagem do Secretário Geral da ONU:


Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, 
10 de dezembro 2013
O Dia dos Direitos Humanos assinala o aniversário da adoção da histórica Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral. A comemoração deste ano marca ainda os 20 anos desde o corajoso passo em frente na luta de tornar os direitos humanos uma realidade para todos: a adoção da Declaração de Viena e o Programa de Ação pela Conferência Mundial sobre Direitos Humanos. Ao apoiar-se na participação de mais de 800 organizações não-governamentais, instituições nacionais, órgãos de tratados e académicos, os Estados-membros adotaram e criaram o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos ACDH – cumprindo assim um dos mais antigos sonhos da comunidade internacional. Continue a ler.



Hoje, em Portugal, há a  cerimónia de atribuição do Prémio  Direitos Humanos e das medalhas de ouro, presidida pela Presidente da Assembleia da República. Pelas 12 horas, no Salão Nobre do Palácio de S. Bento. Saiba mais.




E pode ler, por exemplo,  aqui a Declaração dos Direitos Humanos. Ou aqui.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

AMOR, MEDO E PODER |Resultados do projeto |10 DEZ |18:30 H




Comecemos pelo projeto: O Projecto “Amor, Medo e Poder: percursos de vida para a não-violência” é acerca da violência de género, especificamente no seio das relações de intimidade, em três vertentes: a avaliação dos serviços de apoio a mulheres vítimas / sobreviventes de violência doméstica; a elaboração de histórias de vida e um trabalho de conscientização; e a co-construção de redes sociais que poderão apoio, consciência e acção colectiva para a mudança social. Para além disto, na medida em que este projecto envolve experiências de mulheres de diferentes grupos etários, portuguesas e imigrantes, e de diferentes regiões de Portugal (Porto, Coimbra, Lisboa/Setúbal e Viana do Castelo), este estudo parte da investigação existente tomando como foco áreas de investigação particularmente escassas. Dada a persistência e pervasiva ocorrência de violência doméstica em Portugal, este estudo pode constituir um contributo crítico para compreender os processos que sustêm este fenómeno, possibilitando ainda reconhecer as necessárias e possíveis intervenções para a irradicação deste problema social. Mais ainda, este estudo pode oferecer um espaço onde as vozes das mulheres podem ser expressas e ouvidas. Continue a ler.

No dia 10 temos os resultados:

 






 

domingo, 8 de dezembro de 2013

TRABALHO DOMÉSTICO | Parece que no essencial as coisas não mudaram muito

  

No The New York Times online  o artigo de opinião The Case for Filth, de 7 de novembro, é sobre o trabalho doméstico e o problema da divisão entre homens e mulheres. Olha-se para o assunto sobre várias óticas, e parece que a situação não se tem vindo a alterar significativamente, pelo menos para as realidades cobertas. Uma ilustração:
 «(...)
A recent, large cross-national study on the subject by an Ohio State sociologist found that “women’s housework did not decline significantly and men’s housework did not increase significantly after the mid-1980s in the United States, the United Kingdom, and the Netherlands.” In the United States, men’s participation in housework topped out at 94 minutes at day in 1998, but by 2003 was down to 81 minutes, not much different than the 76 minutes it was in 1985. (...)». O artigo na integra.
Interessante no artigo é o questionamento sobre os indicadores a utilizar para avaliar o trabalho doméstico: porque há o visível, por exemplo, lavar a loiça, mas há o outro menos perceptível, como será o do planeamento e a responsabilidade de que as coisas aconteçam naquele espaço familiar,  e  o investimento emocional.
Mas no mesmo dia  um outro artigo  desperta atenção: Wall Street Mothers, Stay-Home Fathers.
 Uma passagem:
«(...)
 In an industry still dominated by men with only a smattering of women in its highest ranks, these bankers make up a small but rapidly expanding group, benefiting from what they call a direct link between their ability to achieve and their husbands’ willingness to handle domestic duties. The number of women in finance with stay-at-home spouses has climbed nearly tenfold since 1980, according to an analysis of census data, and some of the most successful women in the field are among them. (...)».
Por outro lado, no artigo é observado que os bancos querem contratar cada vez mais mulheres, mas não é claro se o número de casais em que é o homem  fica em casa está a levar à generalização de igualdade de género, ou se estamos somente face a pequenas mudanças.