sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

MULHERES EM DESTAQUE | Regina Pessoa | «Kali, o pequeno vampiro» património cultural internacional pela ONU

  



Anteriormente, Regina Pessoa já tinha sido uma das nossas Mulheres Em Destaque: veja aqui. Agora, outra vez, por isto: O filme «Kali, o pequeno vampiro», da realizadora Regina Pessoa, foi considerado «património cultural internacional» pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e será exibido em Paris em junho.

De acordo com o produtor Abi Feijó, o premiado filme de animação de Regina Pessoa será exibido em Paris, no âmbito do Panorama of Golden Nights, uma mostra marcada para os dias 16 a 18 de junho, organizada pela UNESCO com filmes que considera «património cultural internacional».

O Panorama of Golden Nights apresentará em Paris 48 curtas-metragens de 25 países, incluindo a de Regina Pessoa, que tenham sido premiadas por academias de cinema de todo o mundo desde 2013. Continue a ler.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

JAPÃO | «Lugar onde as mulheres brilhem» | PRIMEIRO Ministro do Japão EM DAVOS





«(...)
Japan must become a place where women shine. By 2020, we want women to occupy 30% of leading management positions – a goal that presupposes a more flexible working environment, as well as support from foreign workers to take over domestic and personal services. (...)». LEIA MAIS.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

«MENINO JESUS FEMININO» | Josefa de Óbidos



A imagem foi retirada da edição impressa do Público, mas o trabalho, da jornalista Lucinda Canelas,   também está online, e como pode verificar começa assim:
«Não é difícil imaginá-la no seu universo feminino, fora da oficina, rodeada de crianças que não eram suas, talvez na cozinha, a fazer bolos ou a escolher os frutos e flores que mais tarde haveria de pintar. Não é difícil imaginar alguém a chamar-lhe tia Josefa, diz Anísio Franco, conservador do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), frente à obra que acaba de ser exposta. É um Menino Jesus Peregrino que Josefa de Óbidos terá pintado já no auge da sua carreira — invulgar para uma mulher do século XVII —, nas décadas de 1660 ou 70, que reúne uma série de traços característicos da sua obra, femininos».  E mais adiante sobre a autora  da pintura - JOSEFA DE ÓBIDOS:

«Uma mulher singular
Na época, e apesar de uma clientela fiel, ainda que “restrita e muito regional”, esta artista que se formara na oficina do pai, o pintor Baltazar Gomes Figueira, não tinha a mesma projecção de outros colegas de profissão e havia até quem a acusasse de erros de perspectiva elementares. Anísio Franco lembra que não era comum no antigo regime uma mulher solteira, sem descendência directa e, ainda por cima, capaz de se sustentar. “Isso devia incomodar muita gente.” ». Mas leia na integra e veja o video que acompanha o artigo.  E depois, claro, nada substitui a ida ao museu. 





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! TALVEZ LHES INTERESSE (25) | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância | ILUSTRARTE


 


16 janeiro a 13 abril 2014
Lisboa
Museu da Eletricidade
Entrada gratuita

ILUSTRARTE
«O Museu da Eletricidade recebe, uma vez mais, a Ilustrarte, exposição da Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, que mobiliza alguns dos mais consagrados ilustradores e novos criadores da literatura infantil ilustrada. Uma parceria entre a Fundação EDP e a Ver pra Ler.
A esta VI edição concorreram quase 2000 ilustradores oriundos de 72 países, cujos trabalhos foram avaliados por um júri internacional.
A ilustradora alemã Johanna Benz é a grande vencedora com um trabalho que conta a história do acordeonista Pacho Rada, célebre músico popular colombiano. Para o júri “são imagens de grande originalidade e força plástica, uma verdadeira festa de cor, editadas em livro pelo Instituto das Artes do Livro de Leipsig”.
As duas menções especiais foram para o ilustrador argentino Diego Bianki e para a ilustradora polaca Urszula Palusinka. O júri internacional, constituído por Chiara Carrer (ilustradora italiana), Caril Cneut (ilustrador belga), Valerio Vidali (ilustrador italiano e vencedor da Ilustrarte 12) e Ewa Stiasny (editora e designer polaca), salientou "a elevada qualidade dos trabalhos a concurso"». Continue a ler. E veja imagens das obras que fazem parte da exposição aqui.  Esta por exemplo:
 


 
 
E descobrimos  uma outra exposição, também sobre ilustração,  de que podemos saber pela internet  (é em Pádua, Itália) - A viagem :
 
 
 
E sobre a exposição em português:
«A viagem" é o tema da 7.ª exposição internacional de ilustração "As cores do sagrado", dirigida às crianças, que o museu diocesano de Pádua, em Itália, acolhe entre este sábado e 2 de junho.
«Como falar do sagrado às crianças? É desta pergunta que nasce a ideia de uma mostra de ilustração para a infância, com o objetivo ambicioso de narrar o sagrado entre o sinal e a cor», lê-se no site da iniciativa, que conta com a participação do ilustrador português João Vaz de Carvalho, entre dezenas de artistas dos cinco continentes.
Os organizadores estão convencidos de que «as imagens desempenham um papel fundamental na transmissão de mensagens e de conceitos», especialmente na criança, que «antes de ler aprende a olhar, para escutar é importante ver, e é através dos olhos que passa a maior parte das informações que depois se tornarão num património consolidado para toda a vida». Continue a ler, e a ver imagens da exposição, por exemplo estas:
 
 


 
 
 
 


 
 
 
E o site da exposição é neste endereço.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

UNIVERSIDADE FEMINISTA |Correntes Feministas | FEVEREIRO 2014 | 18:30H





«NO LIMITE DA DOR» | Ana Aranha





«"No Limite da Dor" é uma série de programas com testemunhos de vários ex-presos políticos que foram torturados pela PIDE e submetidos a todo o tipo de torturas: espancamentos muito violentos, privação do sono, isolamento, chantagem emocional.

São pessoas de diferentes formações políticas: do PCP à FAP, passando pelo MRPP e pelos Católicos Progressistas.
Todos, cada um à sua maneira, queriam um país livre e melhor.  

Alguns nunca prestaram declarações à polícia política, outros acabaram por falar quer em nomes de outros companheiros, quer sobre a organização a que pertenciam.

Nas conversas com Ana Aranha, estes homens e mulheres vão ao fundo dessas memórias, um exercício nem sempre fácil e por vezes doloroso.
Falam dos sofrimentos, dos medos, mas também da coragem que sentiram na época e da forma como têm vivido e convivido com esta parte do seu passado».


Na Antena 1: Sábado às 09:08 H. Repete ao Sábado às 23:08 H


E sobre o Programa um excerto do artigo de Valdemar Cruz na revista Atual - Expresso de 18 de janeiro de 2014: 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MULHERES EM DESTAQUE | Anne Teresa de Keersmaeker


«Anne Teresa de Keersmaeker em Lisboa» é um livro de ensaios, da Imprensa Nacional Casa da Moeda, lançado recentemente, para, nas palavras sobre a matéria no jornal DN, de Maria João Caetano, «recordar a primeira edição da bienal Artista na Cidade». A sinopse que pode ser vista no site da Imprensa Nacional Casa da Moeda:

«2012 foi o ano em que todos os grandes palcos de Lisboa se juntaram num esforço inédito para receber Anne Teresa de Keersmaeker, a sua primeira artista na cidade. Foram revisitados 30 anos na carreira de uma bailarina e coreógrafa cujo impacto não é apenas artístico: Envolve uma dimensão profundamente cultural, com uma ética de trabalho e um alcance político que exige um olhar CULTURAL, um pensamento, mas também ferramentas de interpretação. 
Este livro procura testemunhar esse legado e essa exigência».

O destaque do artigo referido:



E para saber mais veja  Quem é Anne Teresa de Keersmaeker?, também de Maria João Caetano, que começa assim: «Para os mais distraídos, Anne Teresa de Keersmaeker é apenas a coreógrafa que Beyoncé plagiou num dos dos seus últimos videoclipes. Mas ela é muito mais do que isto. Estamos perante uma dos nomes incontornáveis na dança contemporânea.
Anne Teresa de Keersmaeker apresentou a sua primeira criação aos 20 anos, depois de ter estudado na Mudra, a escola do coreógrafo Maurice Béjart, em Bruxelas, e de ter passado uma temporada na Tisch School, em Nova Iorque».






quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CARTAS PORTUGUESAS | Mariana Alcoforado



  
«Um dos mais belos romances Epistolares, ilustrado com desenhos de Modigliani».

*
«Com muitos cuidados e dificuldades achei meio de recuperar uma cópia correcta da tradução de cinco Cartas Portuguesas, escritas a um distinto gentil-homem que servia em Portugal. Com tanto empenho todos os entendidos em sentimentos as louvavam ou as procuravam que achei que lhes daria singular prazer se as imprimisse. Não conheço o nome daquele a quem foram escritas, nem o de quem fez a respectiva tradução, mas pareceu-me que não havia de lhes desagradar se as tornasse públicas». (Notas ao Leitor da primeira edição).
*
«Esta edição de Cartas Portuguesas pretende trazer de volta aos leitores a controversa obra de Soror Mariana Alcoforado. O prefácio de Maria Teresa Horta e a magnífica tradução de Pedro Tamen enriquecem este clássico da literatura do século XVII, ilustrado com nus de Modigliani.».

O «GÉNERO» ESTÁ NA AGENDA DO FÓRUM ECONÓMICO DE DAVOS | 22 a 25 janeiro






«(...)
Fewer than 5% of Fortune 500 CEOs are women. In the world’s biggest economies, just over double that percentage hold boardroom positions. The world’s political leadership is only marginally more representative, with 17% of ministerial positions held by women. Just 11% of heads of government or state are women.
Reliable global data is hard to come by in other sectors, but US data shows that in the media fewer than 10% of the top managers in newspapers are female. Of the largest NGOs, 12% are woman-led. In education, an outlier, a quarter of university and college presidents are female.

So gender is on the agenda at Davos as a major global challenge. There are six programme sessions specifically focused on gender, and many more touch upon the subject within the context of other topics, such as ageing or education, so that the issue gains wide exposure among participants. This includes a major BBC debate that takes a systemic view of gender parity. (...). Leia o post completo « The hard facts on gender».







E também este: «Behind every great woman is a great man» que começa assim:

«Gender is once again on the World Economic Forum’s agenda. At this year’s Annual Meeting, a series of sessions will focus on the desirability of advancing the rights and economic power of women and girls around the world, and of continuing to close the gender gap in Western C-suites, boardrooms, parliaments and presidencies. These discussions will build on the Global Gender Gap Report 2013, published last November. Although many countries, including developed countries, still have far to go, the proportion of women CEOs of Fortune 500 companies is inching upwards. Indeed, the appointment of Mary Barra, the first woman CEO of General Motors, gives new meaning to the old American line: “What’s good for GM is good for the country.”
The part of the story that does not get told, however, is that behind almost every female CEO mother is a man who is a primary caregiver. Reports, panel discussions and media reports still focus overwhelmingly on measuring the participation of women in what has traditionally been the world of men. But it is equally important to measure the participation of men in what has traditionally been the world of women.».

E mais endereços: O PROGRAMA DO FÓRUM 2014   e para outra  informação o Women Leaders and Gender Parity .

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CLAUDIO ABBADO






Claudio Abbado morreu. Fazendo nossas  palavras de outros:
 

Maestro ... obrigado por fazer música maravilhosa  tornar-se  ainda mais maravilhosa.


E em jeito de homenagem, recordemos, por exemplo, o concerto da imagem com 
Maria João Pires:

 
«Fruto de uma junção sublime, a grande interpretação dos concertos nº 20 & 27 de Mozart por Maria João Pires e pela Orquestra Mozart, presidida por Claudio Abbado, é agora apresentada pela Deutsche Grammophon, um dos grandes momentos musicais do ano.
Este excepcional encontro entre dois gigantes musicais do nosso tempo pauta-se pelo génio do piano de Maria João Pires e a fabulosa condução de Abbado, com a habitual fluidez de tom e emoção da Orquestra Mozart.
Maria João Pires mostra uma interpreção ímpar tanto dos momentos dramáticos, escuros e cheios de tensão, como nos momentos sublimes de luminosidade, e sempre com a simplicidade que faz das suas interpretações de Mozart supremas». Pode ouvir excertos aqui - FAIXAS DO ÁLBUM.


WORLD ECONOMIC FORUM |«Global Risks 2014» | O RISCO SOCIAL




Há poucos dias foi publicado o relatório da imagem. Sobre ele o Press Release em português (do Brasil) neste endereço  onde podemos ler que, segundo os  700 especialistas que contribuíram para a sua elaboração, «A disparidade crônica entre as rendas dos cidadãos mais ricos e as dos mais pobres representa o maior risco para o mundo na próxíma década». Lá pode saber também, de entre os 31 riscos globais,  sobre os 10  maiores da imagem seguinte:



E no Relatório podemos constatar que «persisting gender inequalities» estão entre as tendências que devem continuar sob observação.  E um outro aspeto que no estudo prendeu a nossa atenção, a valorização da pesrpetiva de género, como o mostra a montagem a seguir a partir da informação constante da página 18.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

DAS «FACES DA GUERRA» a Lorraine Hansberry



Louie Palu (Canadian, b. 1968). U.S. Marine Gysgt. Carlos "OJ" Orjuela, age 31, Garmsir District, Helmand Province, Afghanistan, from Project: Home Front, 2008. Inkjet print, artist's proof, 21½ x 14¼ in. (54.6 x 36.2 cm). The Museum of Fine Arts, Houston, gift of Joan Morgenstern. © Photographer Louie Palu.

Fizemos uma incursão na web procurando « A maior (e melhor) exposição de sempre de fotografias de (e à volta da) guerra, cobrindo  166 anos de história em seis continentes», no dizer de Jorge Calado (revista Atual do Expresso de 11 de Janeiro),  que está no Brooklyn Museum  NY,  de que (não podendo ir lá)  pode saber aqui  
E, de repente, Lorraine Hansberry:


Unknown photographer. Portrait of dramatist Lorraine Hansberry, circa 1950s. Gelatin silver print. Photographs and Prints Division, Schomburg Center for Research in Black Culture, The New York Public Library, Astor, Lenox and Tilden Foundations

De facto, sem procurar lá estava também:  Twice Militant: Lorraine Hansberry’s Letters to “The Ladder” November 22, 2013–March 16, 2014 Elizabeth A. Sackler Center for Feminist Art, Herstory Gallery, 4th Floor. Que bom pretexto para escrevermos sobre Lorraine Hansberry:
«In the late 1950s, the fight for gay rights was developing alongside the growing Civil Rights and feminist movements. An important voice in the Civil Rights struggle was author, essayist, and activist Lorraine Hansberry (1930–1965), the award-winning playwright of A Raisin in the Sun. This exhibition explores a largely unknown but significant aspect of Hansberry’s biography connecting her to the gay rights movement: the letters she wrote in 1957 to The Ladder, the first subscription-based lesbian publication in the United States. In these provocative letters, Hansberry drew on her own identity and life experiences to articulate the interconnected struggles of women, lesbians, and African Americans during the period. She pointed to her identification with the burgeoning feminist movement in a 1959 interview with Studs Terkel, saying that "the most oppressed group of any oppressed group will be its women," adding that those who are "twice oppressed" often become "twice militant."». Continue a ler.


E, claro, uma chamada de atenção particular para o Center for feminist Art  a que havemos de voltar.
Por agora, e  para terminarmos Nina Simone, porque  "To Be Young, Gifted and Black" is a song by Nina Simone with lyrics by Weldon Irvine. It was written in memory of Simone's late friend Lorraine Hansberry, author of the play Raisin in the Sun. The song was originally recorded by Simone for her 1970 album Black Gold, and was a Civil Rightsanthem. It was released as a single, it became a Top Ten R&B hit peaking at number eight and number seventy-six on the Hot 100 ». 




domingo, 19 de janeiro de 2014

«MIGRANTES E REFUGIADOS: RUMO A UM MUNDO MELHOR» | Papa Francisco

 
 
Vadim Ghirda/AP
 
Hoje, 19 de janeiro, a Igreja assinala o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. A mensagem  do Papa Francisco pode ser lida na integra aqui. E excertos selecionados pela Pastoral da Cultura neste endereço, onde pode ler, por exemplo:
 
«Fugindo de situações de miséria ou de perseguição em vista de melhores perspectivas ou para salvar a sua vida, milhões de pessoas embarcam no caminho da migração e, enquanto esperam encontrar a satisfação das expetativas, muitas vezes o que encontram é suspeita, fechamento e exclusão; quando não são golpeados por outros infortúnios, muitas vezes, mais graves e que ferem a sua dignidade humana.»
«A realidade das migrações, com as dimensões que assume na nossa época de globalização, precisa ser tratada e gerida de uma maneira nova, justa e eficaz, o que exige, acima de tudo, uma cooperação internacional e um espírito de profunda solidariedade e compaixão. É importante a colaboração em vários níveis, com a adoção unânime de instrumentos de regulamentação para proteger e promover a pessoa humana.»
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

«EU NÃO SOU MULHER ?» | Sojourner Truth | NA UNIVERSIDADE KWANE TURE | 18 e 19 janeiro




«História, Movimento Negro e Lutas Políticas
18 e 19 de janeiro de 2014, Centro de Formação e Documentação Tomkiewicz, Biblioteca António Ramos Rosa. Moinho da Juventude, Cova da Moura, Buraca
Enquadramento
A Universidade Kwame Ture enquadra-se no programa de formação política da plataforma Gueto cujo principal objetivo é a formação duma base de entendimento político para a luta de emancipação de negros e negras. Este espaço é de discussão, partilha de ideias e, principalmente, de cultivo de saberes que nos auxiliarão na transformação da nossa condição. Esta edição é organizada em conjunto com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e conta com a participação especial de Ruthie Gilmore (City University of New York), Hakim Adi (University of Chichester) e António Alves (Colectivo Mumia Abu Jamal).
Coorganização: Plataforma Gueto e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra».

Ao contactarmos com esta iniciativa, em particular, ao lermos o Programa, chegámos à célebre Ain’t I a Woman’ de Sojourner Truth. Recorrendo à wikipedia:






"Ain't I A Woman?" (em em português"E não sou mulher?") foi o nome dado a um discurso feito de improviso pela ex-escrava Sojourner Truth, (1797-1883, nascida Isabella em Nova York). Pouco depois de conquistar a liberdade em 1827, tornou-se uma conhecida oradora abolicionista. O discurso foi proferido na Women's Convention em AkronOhio, em 1851. Continue a ler

E saiba mais sobre a iniciativa da imagem inicial  no site CES. onde pode ler no programa :  «Apresentação da Tradução de ‘Ain’t I a Woman’ de Bell Hooks – Raquel Levy».





AS MULHERES E A ARTE | Visão sobre a mulher árabe na obra de Laila Shawa | 23 JANEIRO


WORKSHOP | As mulheres e o trabalho na época pré-industrial - mitos a desconstruir | 30 JANEIRO

«(...)
Continuamos a ler em obras de Sociologia e de História da Idade Contemporânea (já para não referir a imprensa escrita e oral) que as mulheres entraram no mercado laboral durante o século XX ou em finais do XIX e que até então estavam confinadas ao espaço doméstico. Trata-se de um mito que urge erradicar. À exceção das ordens/classes privilegiadas, que eram uma ínfima parte da população, as mulheres portuguesas e europeias que viveram antes do século XX inseriam-se no mundo de trabalho remunerado.
Tanto no campo como na cidade, produziam, transformavam, comercializavam, vendiam serviços. Assim sendo, também não faz sentido afirmar-se, sem mais explicações, que o Estado Novo pugnou pelo "regresso ao lar" das mulheres portuguesas. (...)».



As mulheres e o trabalho na época pré-industrial – mitos a desconstruir
Maria Antónia Lopes (FLUC)

30 de janeiro de 2014, 17h00, Sala 2, CES-Coimbra

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CALENDÁRIO EIGE 2014 | Mulheres e homens que inspiram a Europa

O Calendário da EIGE para 2014 tem uma particularidade, inclui um Homem,  o Ministro para a Igualdade de Género da Dinamarca  -  Manu Sareen - que começa por dizer que a questão da igualdade de género não diz respeito apenas às mulheres:  

«As a male minister for gender equality, I can serve as a role model. I can show that gender equality not only concerns women but also men and that men play an important role in debating and promoting gender equality in society».


 O Calendário na integra aqui 

E nem de propósito, também da Dinamarca, o Ministro do DesenvolvimentoRasmus Helveg-Petersen -, numa entrevista à UN Women,  do dia 10 último,  fala sobre a questão da igualdade de género no Governo de que faz parte, dizendo nomeadamente :

«1) Why is gender equality important to your Government?
It is a central objective of the Danish strategy for Development Cooperation that Denmark will work to promote all human rights – economic, social, cultural, civil and political – with a special focus on women’s rights and equal access to decision-making, resources and opportunities. Everybody, regardless of gender, should be given equal opportunities in all spheres of life. Furthermore, I believe that gender equality is an integral part of a modern and diverse society as well as a precondition for sustainable economic growth. In Denmark, women and men are ensured formal equality, however, in some areas, women and men still face gender barriers, and we will continue to work on these challenges». Continue a ler.





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

«HIGH HOPES» | Bruce Springsteen




(Destaques nossos)
«(...)
High Hopes, o álbum que acaba de editar, arranca com a canção título. É uma canção poderosa, confluência de metais soul, rock’n’roll em tangente à música latina e coro a erguer-se para acentuar a interpretação de Springsteen: “Give me help, give me strength / give the soul a night of fearless sleep / Give me love, give me peace / don’t you know these days you pay for everything / Got high hopes.”
(...)
Ouvimos uma versão eléctrica, em modo rock bombástico de The ghost of Tom Joad, ouvimo-lo a flirtar com a música tradicional britânica, como já ouvíamos em Wrecking Ball (e juntam-se gaitas-de-fole a This is your sword) ou a recuperar a sua canção-denúncia da violência de Estado, American skin (41 shots), relato do assassinato pela polícia americana do imigrante guineense Amadou Diallo, em 1999, e que ecoa agora o caso de Trayvon Martin, tomado por assaltante e baleado pelo simples facto de ser negro e envergar um capuz.(...)».  Continue a ler no Público online.



COMUNIDADE DE LEITORES | A arte de envelhecer | CULTURGEST



Rembrandt, Autorretrato,
 1660 · Pintura a óleo no Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque (pormenor)


«É um dado largamente difundido e verificado – embora não universalmente reconhecido – que a esperança de vida aumentou exponencialmente, nas últimas décadas. Um largo número de pessoas no planeta, com idade avançada, vivem mais intensamente e, os que podem, aproveitam com avidez esse tempo extra que lhes é proporcionado. Rembrandt foi um dos artistas que pintou a idade madura com mais nobreza e poder, evidenciando a dignidade da senescência.
Encontrar-se-á este fenómeno, também, na Literatura? Será possível criar heróis e heroínas trôpegos, senis, distraídos, engelhados, confusos? Ou ficámo-nos com a ideia romântica, recuperada na década de 50 do século XX, da eterna e solar juventude – por isso era tão importante morrer cedo – dos corpos sem mácula dos jovens efebos e das donzelas sensuais e voluptuosas?
As obras que propomos para este ciclo colocam estas e outras questões: da estranha simetria entre o livro de Banville e o de Schlink, com as óbvias distâncias, à meditação sobre a glória e a inveja ironicamente tratadas por Lodge, na sua recriação do ocaso de Henry James, recuperadas ainda por Bellow, em Ravelstein; da trágica e cómica situação de Edna, no livro de Savage, ao conflito de gerações e hábil trama do curto romance de Welty, tudo leva a crer que este território da ficção, das memórias e da biografia romanceada (Autor, Autor) é digno de análise e de discussão».

QUINTAS-FEIRAS
DE 16 DE JANEIRO
A 20 DE MARÇO
18:30H

16 de janeiro
Luz Antiga, John Banville, ed. Porto Editora
 23 de janeiro
Recordações de Edna, Sam Savage, ed. Planeta
 13 de fevereiro
Autor, Autor, David Lodge, ed. Asa
 20 de fevereiro
A Filha do Optimista, Eudora Welty, ed. Relógio D’Água
 13 de março
Ravelstein, Saul Bellow, ed. Quetzal
 20 de março
O Leitor, Bernhard Schlink, ed. Asa 



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MAIS VALIA | Depois dos 55 anos













A colega Mónica Guerreiro (DGARTES)  sinalizou a notícia da imagem que pode ler aqui,  e que começa assim:
«A Fundação Calouste Gulbenkian criou um projecto que pretende conciliar voluntariado e envelhecimento activo. Depois da selecção e formação, já há 60 pessoas prontas para partir
António Raposo, 62 anos, sempre disse que, quando chegasse à reforma, ia retribuir o que a vida lhe deu. Foi oficial da Armada portuguesa e acha que agora é que tem tempo para poder dar aos outros. Foi por isso que esteve cerca de um mês em Luanda, Angola, numa missão de voluntariado.
Em 2011, pôs-se a enviar emails para organizações nacionais e internacionais de voluntariado, mas nada: "Acho que não respondem por causa da idade, pensam que os mais velhos não têm capacidade", diz. Finalmente soube do projecto Mais Valia da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), um programa de voluntariado para maiores de 55 anos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Foi escolhido para ir para Luanda: durante cerca de um mês, trabalhou com a Fundação Fé e Cooperação, a fazer um levantamento das organizações sociais angolanas e das necessidades que têm ao nível da formação». Continue a ler.
Mas saiba mais sobre o Projeto Mais Valia da Gulbenkian: neste endereço. Quem sabe pode ir de encontro à vontade de seniores que  passam por aqui, pelo Em Cada Rosto Igualdade. E, com conhecimento de causa, a nosso ver, seja-se sénior ou júnior,  trabalhar para o desenvolvimento - e o Programa da Gulbenkian onde o «Mais Valia» está integrado  designa-se Parcerias Para o Desenvolvimento -  tem retorno garantido além do que o financeiro traduz para qualquer bom profissional. E se é em regime de voluntariado certamente que será acrescido. 
E lembrei-me  dos OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL que irão substituir os Objetivos do Milénio e, a propósito, a publicação da imagem abaixo disponível aqui.  
Mas para saber desde o princípio, por exemplo, esta notícia.




E a Sustainable Development Solutions Networkuma iniciativa das Nações Unidas. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

INGMAR BERGMAN NAS SALAS DE CINEMA | Oportunidade para ver mulheres que ficaram na memória



Desde o dia 9 que na sala do cinema NIMAS pode ser visto um ciclo de cinema dedicado a INGMAR BERGMAN:
 
INGMAR BERGMAN NO ESPAÇO NIMAS
09 de Janeiro - A PRISÃO
10 e 11 de Janeiro - MORANGOS SILVESTRES
12 e 13 de Janeiro - FANNY & ALEXANDER
14 e 15 de Janeiro - MÓNICA E O DESEJO

16 de Janeiro - O OLHO DO DIABO
17 e 18 de Janeiro - SONATA DE OUTONO
19 e 20 de Janeiro - A MÁSCARA
21 e 22 de Janeiro – O SÉTIMO SELO

23 de Janeiro - UM VERÃO DE AMOR
24 e 25 de Janeiro - CENAS DA VIDA CONJUGAL
26 e 27 de Janeiro - EM BUSCA DA VERDADE
28 e 29 de Janeiro - SORRISOS DE UMA NOITE DE VERÃO

30 de Janeiro – UMA LIÇÃO DE AMOR
31 de Janeiro e 01 de Fevereiro - LÁGRIMAS E SUSPIROS
02 de Fevereiro - DA VIDA DAS MARIONETAS
03 de Fevereiro - RITUAL
04 e 05 de Fevereiro - O SILÊNCIO

Horários: 13h30; 15h30; 17h30; 19h30; 21h30
Excepto “Fanny & Alexandre” e “Cenas da Vida Conjugal”: 14h00; 17h30; 21h00


Depois vai estar no Campo Alegre no Porto. SAIBA MAIS.

  


 A revista ACTUAL do  EXPRESSO desta semana  dá-lhe capa e ampla matéria,  onde se pode ler, por exemplo: «17 filmes de Ingmar Bergman desaguam em Lisboa e depois no Porto - é um acontecimento com direito a fanfarra»; «Bergman foi,  pelo menos para uma geração, o rastilho para que comecássemos a olhar o cinema com uma gravidade que, antes, não supunhamos adequada».  E sobre uma das atrizes de Bergman - Harriet Andersson - em «Mónica e o Desejo»: «Extraordinária atriz descoberta por Bergman aos 20 anos, foi um ícone erótico para gerações de espectadores e deu ao desejao um rosto que inspirou   o cinema moderno». Atrevemo-nos a dizer que não só esta actriz ficou na  memória de muitas  das espectadoras e espectadores, há todas as outras. Por isso uma boa oportunidade para rever ou ver pela primeira vez «As Mulheres de Bergman». Por acaso, encontramos na internet, no Blogue Cinema Europeu, uma série de posts precisamente sob a designação As Mulheres de Ingmar Bergman. Começa aqui. E continua aqui onde tem links para todos.
De seguida um video onde Bergman fala sobre as mulheres.