sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CONFERÊNCIA | «Spring Forward for Women» | Nov | 5 | 9:00 às 18:30




«Spring forward for women - conference»

The conference "Spring forward for women", co-organised by UN women and the European Commission, takes place on 5 November 2014 from 9:00 to 18:30 and will be hosted by the Women's Rights and Gender Equality Committee of the European Parliament. The conference aims to bring together women parliamentarians from the Arab States region and members of the European Parliament to foster expertise, experience sharing and networking around key issues of gender equality and women’s empowerment in both the European Union and the Arab States region.

SAIBA MAIS.



O ORÇAMENTO DE ESTADO TEM GÉNERO ?




Numa altura em que se está a discutir o Orçamento de Estado, talvez uma boa ocasião para se refletir o que é designado por GENDER BUDGETING. E ter como finalidade  responder à pergunta que é  titulo deste post - O Orçamento de Estado tem Género ? Como sugestão, o documento da imagem - da página 26 à 46, a nosso ver,  bom material de partida. De lá:

Budget is the most powerful governmental tool to plan future policies and actions. Budgets are not gender neutral: spending and revenue activities result in discriminatory effects on men and women.40 On the other hand, a gender sensitive budgetary process, i.e. the socalled ‘gender budgeting’, could be used to set concrete horizontal gender equality goals across different policy areas. Similarly, the budgetary process provides an opportunity for reflection on the success of gender equality goals.41 Thus, ‘gender budgeting’ forms an indispensible part of gender mainstreaming.
According to guidelines of different institutions and women’s rights organisations, the basic good practices of gender budgeting include the following:43 all state authorities, particularly those in charge of the budget, should be actively involved in gender budgeting; Civil society organisations and external experts should support the process by providing technical expertise and transparency; Officials involved in spending and revenue decisions should receive gender budgeting training; Gender budgeting should target all policies resulting in trade-offs between groups of individuals as well as policies that involve direct spending and revenue-making; Gender equality should be incorporated also into the audit and parliamentary discharge processes as a reflective mechanism to assess the success of gender equality targets.44 To secure the commitment and cooperation of necessary state authorities, it should be underlined that gender budgeting represents a tool for achieving good governance standards (e.g. transparency and accountability)45 as well as general macroeconomic goals (e.g. growth and efficiency).46 However, this should not result in the overshadowing of gender equality by other policy goals.
(...)
Thus, for an effective gender mainstreaming process across the EU, Member States should also follow a gender budgeting approach. Gender budgeting experiences across the Member States have been patchy (see appendix II): unsurprisingly, Member States with a strong welfare state, including the Nordic states, Germany, Austria and Belgium have been pioneers of gender budgeting, whereas in Southern European states, such as Spain and Italy, there have been a few local initiatives without a national follow-up.
Positive experiences of the Member States, particularly those of the Nordic states, could be used as a model in the design of gender budgeting at the EU level. The EU does not have the necessary competences to require the Member States to make gender budgeting a part of the national budgetary process. Incentive structures could be introduced using the Structural Funds to encourage gender budgeting at the national level. Likewise, gender budgeting could be promoted using soft cooperation mechanisms, imitating the mechanisms of the Open Method of Coordination. A gender budgeting network between the Member States could be established as a policy learning mechanism, imitating the Nordic model. (...).

E a propósito lembremos o Plano Nacional  Para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação 2014-2017:  na Área Estratégica 1 - Integração da Perspetiva da Igualdade de Género na Administração Pública Central e Local, a Medida 4: Promover iniciativas de orçamentos sensíveis ao género.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

LAURIE HOLDEN | A atriz norte-americana participou no resgate de 55 raparigas

Na revista do semanário Expresso de 25 OUT 2014
E saiba mais sobre o resgate da notícia da imagem.

COLÓQUIO INTERNACIONAL | «Prevenir e Combater o Tráfico de Seres Humanos» | Outubro | 31 | 9:30 - 17:00 | Centro de Estudos Judiciários | Lisboa


Tendo como principais destinatários juízes e magistrados do Ministério Público, advogados e outros profissionais da área forense, visa o aprofundamento das temáticas relacionadas com o tráfico de seres humanos, numa perspetiva multidisciplinar.

Programa 
Ficha de Inscrição-não Magistrados
Documentação Relevante






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

«EM MEMÓRIA DAS 32 MULHERES ASSASSINADAS ESTE ANO» | Novembro | 1 | 15:00H | Junto à Maternidade Alfredo da Costa | Lisboa





ELAS CONTINUAM A SER AS MAIORES VÍTIMAS



Recorte do trabalho da revista Sábado

A comunicação social há poucos dias divulgou mais uma tragédia: «(...)  O cenário de aparência banal mudou na madrugada de segunda-feira, quando António esfaqueou múltiplas vezes a mulher e as duas filhas em casa, utilizando uma faca de cozinha. O horror aconteceu apenas meia hora depois de António e Fernanda terem feito uma caminhada com um casal amigo, em Soure, para aproveitar a noite de verão, segundo soube o DN com fonte da GNR (...). + no DN. A revista Sábado de 23 de Outubro dá-lhe capa: 




e é de lá a imagem inicial e a que se segue:

Saiba mais no Relatório da Direção- Geral da Administração Interna:






Reyhaneh Jabbari foi enforcada | A carta de despedida


«Reyhaneh Jabbari em seu julgamento (Reprodução / Anistia Internacional/VEJA)» 

Comovente: a carta de despedida da iraniana que foi enforcada

Reyhaneh Jabbari foi enforcada no Irão por ter morto o homem que a teria violado. De nada valeram os apelos de clemência, ignorados pelas autoridades. Deixou uma carta comovente à sua mãe. Leia no jornal Observador.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

PRÉMIO SAKHAROV | Denis Mukungere Mukwege | «deste congolês de 59 anos, é imperioso falar-se dos direitos negados às mulheres, meninas e bebés que ele continua a assistir e a salvar»





«O melhor médico do mundo

O Prémio Sakharov deu finalmente reconhecimento ao ginecologista Denis Mukwege. E ele bem o merece


Denis Mukungere Mukwege podia trabalhar nas melhores clínicas de Paris, Londres e Nova Iorque. E ganhar fortunas. Mas este ginecologista prefere viver no hospital de Panzi, em Bukavu, na República Democrática do Congo (RDC). É essa a sua casa desde 1999, o local onde, dia após dia, se supera e bate um macabro recorde mundial: mais de 45 mil vítimas de violação foram operadas por este médico a quem o Parlamento Europeu atribuiu o Prémio Sakharov, galardão que distingue pessoas e organizações que lutam pela "liberdade de espírito" e pelos direitos do homem. No caso deste congolês de 59 anos, é imperioso falar-se dos direitos negados às mulheres, meninas e bebés que ele continua a assistir e a salvar. Afinal, limita-se a cumprir o juramento de Hipócrates, a fazer milagres médicos no pior país do mundo para o sexo feminino e a denunciar o horror da violação como arma de guerra.

O pior é que as suas denúncias de pouco têm servido para eliminar este flagelo. Em 2011, um estudo do American Journal of Public Health contabilizava um milhar de ataques sexuais por dia no antigo Zaire, quase meia centena por hora. Números brutais que Denis Mukwege prefere não discutir, preferindo antes descrever o sofrimento do mundo que conhece: "Vi vaginas onde espetaram pedaços de madeira, de vidro, de aço. Vaginas laceradas por lâminas de barbear, por facas, por baionetas. Vaginas queimadas com borracha em brasa, com soda cáustica. Vaginas em que deitaram gasolina e depois pegaram fogo"». Continue a ler na Visão online.




«O mais pertinente não será entrar na discussão sobre o género (...)»




O post   Elas na TV - de Patrícia Reis, no blogue Delito de Opinião - até poderia ser ponto de partida para uma conferência no Congresso Arte e Género? a que nos temos vindo a referir em posts recentes. Apetece comentar,  e pessoas que têm que dizer aqui tão perto! Começa assim:

«Há cerca de dez anos, era comum lerem-se entrevistas a actrizes norte-americanas sobre a falta de papéis interessantes. Hoje, as actrizes têm papéis interessantes e estão a mudar a face de uma certa forma de se fazer televisão. Há dez anos, fazer televisão não era considerado prestigiante. Hoje, é um caminho.
Shonda Rimes (produtora) é uma das protagonistas da mudança. Começou com a Anatomia de Grey (o nome deriva do apelido da personagem que faz voz off e conta a história, Meredith Grey, interpretada por Ellen Pompeo), depois Scandall (com Olivia Pope - a actriz Keira Washington - a dar cartas no mundo da política e da espionagem) e agora surge com How to get away with murder ( Viola Davis a fazer de Annalise Keating, advogada e professora). Além destas séries, podemos ainda ver (abençoado cabo e internet) Madam Secretary (Tea Leoni na Casa Branca, Bess McCord) e Segurança Nacional (Claire Danes a fazer de Carrie Mathison e a lutar na CIA para que o mundo seja mais... qualquer coisa).
O mais pertinente não será entrar na discussão sobre o género, será reconhecer que é possível entregar a actrizes, produtoras, guionistas, todas com com enorme qualidade, séries de televisão que conseguem ter boa audiência e que reflectem o mundo na perspectiva das mulheres». Continue a ler. 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 3.º Dia | E para além dele ...




Na última sexta-feira, o terceiro dia do Congresso da imagem, no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, a que nos temos vindo a referir:  neste post e  neste  e, uma vez mais, aqui e agora, uns apontamentos. 
Embora não fizesse parte do Programa, no debate, o tema apareceu e com, na nossa leitura,  inesperado bom acolhimento, e que registamos deste modo:   «as politicas públicas na esfera das artes na ótica de género», para o que, lá,  adiantamos, como ilustração, a existência de um critério no regulamento dos apoios pontuais às artes de 2014 em torno da igualdade de género.Lembremos:


 

Mas podiamos ter dito também que a dimensão existe no regulamento do Programa Pegada Cultural. 
E à volta do assunto, já durante o intervalo, soubemos mais sobre o que acontece no Brasil: há apoios específicos. Apenas tínhamos conhecimento dos destinados à temática LGBT em São Paulo  a que nos tínhamos referido,anteriormente, aqui, donde:



E o processo, disseram-nos participantes Brasileiras no congresso, não foi isento de polémica. Depois, assinalemos a conferência «Como promover as mulheres artistas do século XX no século XXI? De exposições a web sites», de Camille Morineau, que nós ampliamos para todos os séculos. De facto, prende-se com matéria que muito temos abordado no Em Cada Rosto Igualdade: a visibilidade do passado, do presente, e no futuro, em torno do género e, em particular, das mulheres na cultura e nas artes. E como recuperar o tempo perdido. Do resumo da  intervenção da conferencista: «a visibilidade oferecida pelos museus ainda não é suficiente  para "tornar visivel", a maioria das mulheres artistas do seculo XX. A minha resposta para esse problema é a criação de AWARE (Archive of Women Artists, Research and Exhibition).
Mas comecemos com a exposição subjacente à apresentação -  elles@centrpompidou 2009-2011, um projeto de dois anos que foi mostrando as mulheres artistas da coleção do museu e que teve edições internacionais nos EUA e no Brasil. O site do projeto, e o blogue.  Dos Estados Unidos, por acaso, já no Em Cada Rosto Igualdade, o post de dezembro de 2013: 75 MULHERES ARTISTAS DE 1907 A 2007. Do Brasil, pode ver o catálogo aqui. Camille Morineau, como decorre do titulo da sua conferência, quis sublinhar o papel das novas tecnologias, nomeadamente dos sites e dos blogs, na preservação da memória. Não podiamos estar mais de acordo. Qualquer pessoa pode ir para a internet e através de motores de busca confirmar isso mesmo. Foi assim, mas ao acaso,  que chegámos, por exemplo, à bienal da imagem seguinte sobre mulheres artistas.



Mas, claro, preservar a memória com recursos às novas tecnologias, e por maior força de razão numa lógica institucional, não quer dizer colocar na internet informação desgarrada a que se chega, ou não,  recorrendo ao google ou a um outro motor de busca, com mais ou menos dificuldade. E andar toda a gente a fazer a sua «basezinha de dados», a sua plataforma. As potencialidades das TI nesta sociedade da informação do sec. XXI não param de nos surpreender, estamos naquilo que especialistas designam por Terceira Plataforma - onde qualquer projeto de aqui estamos a escrever não pode hoje deixar de ter presente coisas como estas: cloud computing, big data, redes sociais, os mobiles, ... E cada projeto assente em estratégia clara, e com equipas pluridisciplinares. Já nada é possivel se não for assim. Mas o conceito é claro, e deve começar-se por saber o que existe por esse mundo fora. Então acrescentemos ao que temos vindo a identificar - veja-se na coluna à direita deste blogue - um pouco mais sobre a WARE já que esteve «em cima da mesa» no congresso Arte e Género ?
E da nossa coluna à direita, um pequeno levantamento:

ENDEREÇOS | Memória e Conhecimento





ASSOCIAÇÃO DE MULHERES JURISTAS | «a prática sexual não se esgota ou reconduz de modo exclusivo à procriação»




E uma das muitas noticias da comunicação social, na circunstância no Público, sobre o assunto, onde se pode ler:
«(...)
Especialistas contactados então pelo PÚBLICO criticaram a decisão dos juízes. “São afirmações que estão erradas do ponto de vista científico. Uma larga percentagem de mulheres tem uma vida erótica mais satisfatória entre os 50 e os 60 anos do que antes, porque se sente mais liberta de tabus”, defendeu o sexólogo Júlio Machado Vaz, que faz questão de distinguir qualidade de quantidade. “Pode ser infinitamente mais gratificante uma relação erótica bissemanal aos 50 e poucos do que uma frequência diária aos 30”, diz.
Também a investigadora do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida e ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, Ana Carvalheira se mostrou “chocada” com a decisão. “Ilustra muitíssimo bem o modelo de sexualidade infelizmente ainda vigente na nossa sociedade, que negligência a saúde feminina e valoriza a saúde reprodutiva”, criticou».

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 2.º dia




Mais um dia - o segundo - do Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? Hoje decorreu no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva. Da avalanche de temas tratados,  assinalamos por agora:
- Mulheres artistas que não fazem parte da nossa memória, e que merecem ser conhecidas ou mais conhecidas. Por exemplo, além dos/as especialistas, quem sabe sobre Ofélia Marques?
- Mulheres artistas cujo trabalho fala de invisibilidades, e das que foram referidas escolhemos a brasileira Rosana Paulino - «Desde o início de sua carreira Rosana vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco principal a posição do negro e, principalmente, da mulher negra dentro da sociedade brasileira». +

E fez-se apresentação sobre Salette Tavares e os seus diálogos criativos, e a boa notícia,  na Gulbenkian, no CAM,  está neste momento Salette Tavares: Poesia Espacial.

 
E ao mesmo tempo: «A arte tem género? para mim não tem», ouviu-se duma conferencista; e numa outra intervenção - «é uma escrita feminina, sem dúvida»; ...
E lembrou-se  Lisa Chaves Ferreira (já gora, hoje Lisa Santos Silva, e a viver em Paris). Não se viram no Congresso, mas na internet há imagens de obras suas  -  por exemplo aqui, donde:


 E o papel de Ernesto de Sousa esteve lá, e ... questionou-se o binário «homem-mulher», e ...  Enfim, um dia cheio!

AS MULHERES NAS TI



Certamente movida pela notícia recente sobre 0 pagamento da congelação de óvulos a funcionárias por empresas de TI, a que se refere este post,   tentámos saber mais sobre o «estado da arte» no que diz respeito às mulheres nas TI, e neste labor, entre outras,  encontrámos a organização da imagem acima, e lá o relatório abaixo, que na apresentação começa assim:


«women in it: the facts 

About This Report

The technology industry is one of the fastest-growing industries in the U.S. 
The United States Department of Labor estimates that by 2018 there will be 
more than 1.4 million total new computing-related job openings when
considering growth and replacement needs. Technology job opportunities
are predicted to grow at a faster rate than all other jobs in the professional
sector, or up to 22 percent over the next decade.1
Highly-qualified women are well-positioned to move into these open jobs, 
yet the industry is failing to attract this talent. Furthermore, women already 
employed in the technology industry are leaving at staggering rates. Failing 
to capitalize on this talent threatens U.S. productivity, innovation, and 
competitiveness. To further strengthen the U.S. position as a technical 
leader we need to examine the reasons why the industry is not attracting 
more people with varied backgrounds and take action to stem the 
current tide».  Continue a ler.






É como se pode conferir um documento muito claro com que, a nosso ver,  se pode aprender,  recheado de estatísticas,  que termina assim (destaque nosso):




Conclusion
The coming decades present grand challenges and exciting opportunities for the 
technology industry. Technological innovation will play a crucial role in almost 
every facet of society and the global economy. Meanwhile, women and other 
groups currently underrepresented in technology will increasingly
 influence technological purchases and consumption. Companies that capitalize on diverse perspectives to improve technological invention will be well-poised to benefit 
from the perspectives of a diverse range of talent, to appeal to diverse markets, 
and ultimately to become and remain leaders in the technology industry. Realizing 
these benefits, however, requires careful planning and attention to reform. Such 
reform may not be easy, but it is necessary and well worth the effort.


 O documento é sobre a realidade dos USA, mas, a propósito,  no V PLANO NACIONAL PARA A IGUALDADE DE GÉNERO CIDADANIA E NÃO-DISCRIMINAÇÃO 2014-2017  está previsto (medida 21):

«Elaborar um estudo sobre a participação
 das mulheres nos cursos na área das TIC».

Ou seja, o problema está longe de ser uma coisa localizada, e tudo aponta para que deva fazer parte das AGENDAS de «Género».




quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 1.º dia


 
Como de há muito temos vindo a divulgar (veja-se, por exemplo, na coluna da direita do blogue),  desde hoje até sexta-feira está a decorrer o «I Congresso Internacional Arte e Género ?». Hoje as sessões tiveram lugar na Fundação Calouste Gulbenkian e os temas tratados podem ser  vistos aqui. Estivemos lá.
É  um congresso de  académicos/as, o que  não significa,  a nosso ver, que não seja útil a outros  profissionais, nomeadamente aos que estão em atividade nas «organizações  das artes» e, em especial, das que integram as Administrações Públicas. E a partir daqui uma das reflexões que nos ocorreu ao longo das diversas intervenções - mas no fundo é  clássica - prende-se, precisamente, com a articulação entre  a academia  e o designado mundo laboral. Como usufruir e colocar no dia-a-dia o que a universidade vai reflectindo e teorizando? Muito do que lá acontece ainda fica «entre muros». Por outro lado, as necessidades e prioridades sentidas no terreno demoram a chegar aos investigadores. Dito isto, e «a quente», e não se querendo fazer nenhuma ata, por exemplo, na conferência inaugural, Nancy G. Heller fez sinteses, fixou perguntas e encaminhou respostas, que não é muito frequente presenciar naquela forma «tão tranquila».  De memória: «o feminismo é ainda relevante?»; «como é que o género afecta a arte feita por mulheres?».  Faz perguntas, terá  dúvidas, e não é peremptória nas respostas. Mas tem a sua. E é cristalina quando avança que a maneira como o feminismo afecta as nossas vidas depende da condição económica, do sitio onde vivemos, da educação que tivemos, de ... Não escamoteia os problemas que o feminismo enfrenta.
Correndo o risco de não estarmos a fazer justiça às demais intervenções - mas não as vamos esquecer e certamente que mais tarde ou mais cedo darão posts no  Em Cada Rosto Igualdade - lembremos a de Ana Maria Delgado - «Os filmes "Scopitone" e a questão de género na canção francesa dos anos 1960». Do resumo, este excerto: «(...) Partindo muito embora de uma concepção de videoclip baseada num aproveitamento sexista da imagem da mulher, acaba por questionar o entendimento unilateral dos papeis tradicionalmente atribuidos ao masculino/feminino, reinvindica-se igualdade para a mulher, afirma-se a feminilidade como papel de poder, faz-se humor com novos costumes e com as diferenças de género. (...)». E, a propósito: 
 
 
«Comic Strip» -  Serge Gainsbourg e a BB»
 
 
Não sabemos se no Congresso  o ponto de interrogação associado ao titulo vai ter resposta explicita. Mas se os próximos dias  forem semelhantes ao de hoje estamos em crer que cada participante ficará mais apetrechado/a a encontrar a sua resposta, ou, no minimo, a contribuir para alguma.
 


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PRÉMIO MUNICIPAL VIVER EM IGUALDADE | Sessão Pública de Atribuição do Prémio | Outubro | 24 | Pelas 15:00h | Museu da Cidade | Campo Grande | Lisboa



CONFERÊNCIA NACIONAL | Tráfico de Seres Humanos e Mendicidade Forçada | OUTUBRO | 23 | 14:00H | Auditório Atmosfera M | PORTO




Conferência Nacional
 Tráfico de Seres Humanos e Mendicidade Forçada


23  Outubro 2014
 Auditório da Atmosfera M
 Rua Júlio Dinis, nº 158/160, às 14:00 h
 Porto 


Organização Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal. 


Este encontro, no qual o OTSH (Observatório  do Tráfico de Seres Humanos) estará presente, terá como objetivo a apresentação dos principais resultados da investigação desenvolvida sobre o tráfico de seres humanos e a mendicidade em Portugal, assim como a promoção de uma reflexão alargada sobre a intervenção junto do fenómeno da mendicidade forçada, os seus desafios e propostas de atuação. +

«NÃO SE DEIXE APANHAR NO TRÁFICO HUMANO | Proteja-se e Denuncie»


A Propósito: 


Conforme se pode ler no site da CIG, para assinalar pela oitava vez o Dia Contra o Tráfico de Seres Humanos (18 de outubro), a União Europeia editou um conjunto de documentação sobre este tema, testemunho do compromisso e prioridade dados a este flagelo. O pacote inclui um relatório intercalar (Mid-term Report on Trafficking in Human Beings) sobre a implementação da Estratégia da UE contra o Tráfico de Seres Humanos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

MARIA ANTÓNIA PALLA + Patrícia Reis | «Viver Pela Liberdade» | LANÇAMENTO | Outubro | 29 | 18:30h | Biblioteca Ana de Castro Osório | Lisboa






«Esta é a história de uma mulher que fez da escrita a sua arma, na luta pela Liberdade, pela Democracia e pela Igualdade. Maria Antónia Palla não é só a jornalista que alguém disse que «escrevia como um homem».

Aos 80 anos, Maria Antónia Palla é uma testemunha de alguns dos momentos mais importantes da história de Portugal nos últimos 60 anos. Apoiou a candidatura à Presidência de Humberto Delgado, defendeu uma solução para a paz em Angola, lutou pelos direitos das mulheres e pela liberdade de imprensa. Deu voz a quem não a tinha. Este livro, escrito em parceria com a jornalista Patrícia Reis, dá-nos conta de algumas dessas memórias, em que o fio condutor foi sempre a palavra LIBERDADE». + 



«FROM WORDS TO ACTION»



Disponível neste endereço: “1995-2015: From Words to Action


O Relatório da imagem foi lançado em Lisboa pela EWL, no encontro que divulgámos aqui, post  onde se pode saber, em português,  do seu conteúdo e do seu contexto, nomeadamente:


«O relatório examina o estado de arte relativo à implementação das 12 áreas de ação ao nível europeu, incluindo progressos e lacunas existentes, contemplando uma análise rigorosa sobre a situação das mulheres e das raparigas na Europa. Apresenta, ainda, recomendações e desafios por forma a constituir-se como referência a decisoras políticas e decisores políticos bem como instrumento de consciencialização sobre Pequim +20 particularmente dirigido a gerações mais novas e aos media».

No site da organização (em inglês) pode ler-se: 

«Lisbon, 10 October 2014] Today, the European Women’s Lobby (EWL) launched its report  which assesses the implementation of the Beijing Platform for Action in Europe, 20 years after its adoption by the international community. The launch of EWL Beijing+20 report took place in the context of the Annual Meeting of the European Women’s Lobby, the largest umbrella organisation for women’s rights in Europe.

Adopted two years after the 1993 Vienna World Conference on Human Rights, the Beijing Platform for Action aimed to bring into light the structural inequalities and human rights violations faced by all women and girls on the planet, and setting the ground for concrete action to realise de jure and de facto equality between women and men. The report of the European Women’s Lobby provides a picture of the situation of women and girls in the European Union (EU), based on the collective assessment of its 2000 member organisations.
EWL President Viviane Teitelbaum said: “20 years later, much has been achieved, but much remains to be done. While we should be celebrating the implementation of the Beijing Platform for Action, our report shows that women and girls still face inequality, violence, discrimination and insecurity. Women and girls can’t wait 20 more years to enjoy their full human rights.”

Hosted by the Lisbon Municipality, the event gathered strong statements from: Executive Director of UN Women Phumzile Mlambo-Ngcuka; Portuguese Secretary of State of Parliamentary Affairs and Equality Teresa Morais; representatives of the Italian Presidency of the EU; Director of the European Institute for Gender Equality Virginija Langbakk; and Member of the European Parliament Ana Gomes.

The celebration of Beijing+20 comes at a strategic time for the women’s movement and the EU policies on gender equality. In 2015, a new international framework for development will be adopted, with new Sustainable Development Goals, amongst which women’s rights and gender equality will be the subject of a standalone goal. At EU level, a new strategy for gender equality needs to be adopted from 2016 on».

Saiba mais.


Imagem do encontro em Lisboa



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

9.º CONGRESSO MDM | «Pelos Direitos e Dignidade das Mulheres» | outubro | 25 | Fórum Lisboa


http://www.mdm.org.pt/



O MDM realiza o seu 9.º CONGRESSO. É apresentado como  «um espaço de reflexão que convida à participação e ao reforço da organização das mulheres em torno da defesa dos seus direitos, da valorização do seu potencial e do reconhecimento do seu papel e estatuto social.
Com uma história de lutas que acompanha o percurso social e identitário da mulher portuguesa há mais de 40 anos, o MDM prossegue, com a força da vida, a luta pela emancipação, pelos direitos e a dignidade das mulheres, contando com muitos e muitas que connosco engrandecem a luta emancipadora e a solidariedade internacional por um mundo de Igualdade e de Paz».



  

 «(...)


O Congresso do MDM é um acontecimento único no país, a maior reunião de mulheres de todo o País e das regiões autónomas que a esta tribuna trazem de viva voz os seus problemas e anseios. Tem ainda maior relevância esta magna reunião por se realizar num contexto político, económico e social marcado por profundos retrocessos nos direitos e na qualidade de vida das mulheres, retrocessos de índole civilizacional. Nesses retrocessos estão a perda de direitos e a acentuação das desigualdades e discriminações, a aguda exploração, a injustiça e mesmo a exclusão social de grande maioria de mulheres. A esta degradação soma-se toda a multiplicidade de violências em que as mulheres são particularmente atingidas, desde a violência domestica e sexual à violência no trabalho com o assedio moral a assumir proporções descaradas.

Mas no Congresso será seguramente enaltecido o papel das mulheres na defesa dos seus direitos, a sua elevada qualificação profissional com destaque na investigação cientifica e entre os diplomados e doutorados, o seu relevante papel no poder local e na intervenção social e colectiva. O Congresso vai eleger o Conselho Nacional do Movimento e o seu Conselho Fiscal e vai aprovar a Resolução e a Carta dos Direitos da Mulher que norteará os próximos 4 anos da intervenção do MDM tanto no plano nacional como local.
No congresso, estarão presentes organizações de Mulheres da Palestina, do Sahara Ocidental, de Cuba, Itália, Grécia, Cabo Verde, Brasil, entre outras, traduzindo a importância que o MDM dá à solidariedade com as mulheres que no mundo lutam pelos seus direitos, autodeterminação e paz.
Para demonstrar a solidariedade activa do MDM e para estabelecer pontes com demais organizações portuguesas, em torno da urgente tarefa de solidariedade com os povos e as mulheres que vivem sob situações dramáticas de guerras e conflitos intermináveis, anunciamos a Noite de Solidariedade com a Palestina e o Sahara Ocidental, na Casa do Alentejo, que começando com o jantar às 20:30H para o qual vos convidamos, será aberta ao público a partir das 21.30 horas, com apontamentos das várias organizações estrangeiras e com a presença da cantora Maria Anadon e da fadista Fernanda Vila Cova. (...)». (Destaque nosso).




ADIAR A MATERNIDADE EM BENEFÍCIO DA CARREIRA PROFISSIONAL | «Facebook e Apple pagam congelação de óvulos às funcionárias»





Nos últimos dias o tema fez o seu caminho na comunicação social, por exemplo, no jornal Público o trabalho do recorte da imagem. Enfim, possibilidades cientificas e tecnológicas e, associado, novas problemáticas. Quem pensaria que a causa nobre do equilibrio entre o trabalho e a vida pessoal e familiar nos levaria até aqui! Excertos do Público:  

«As mulheres que trabalham no Facebook e na Apple, nos Estados Unidos, e queiram adiar a maternidade e continuar a apostar na carreira podem optar pela criopreservação de ovócitos agora de forma gratuita. As duas empresas estão dispostas a pagar os custos associados ao congelamento de óvulos.
A Apple está disponível para assumir os custos do procedimento a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, mas apenas para as suas funcionárias a trabalhar nos Estados Unidos. "Queremos dar poder às mulheres na Apple para fazerem o melhor trabalho das suas vidas enquanto cuidam dos seus entes queridos e criam as suas famílias", explicou a empresa num comunicado enviado à ABC News.
A empresa de tecnologia californiana sublinha que esta decisão vem reforçar os benefícios que oferece às suas trabalhadoras, nomeadamente através do prolongamento da licença de maternidade e da criopreservação de ovócitos, como parte do seu apoio aos tratamentos de infertilidade. Além destas comparticipações, a Apple realça também que oferece um programa de assistência à adopção de crianças, com a empresa a reembolsar os funcionários pelas despesas inerentes ao processo.
(...)
A razão que suporta a decisão das suas empresas pode ser explicada com a tentativa de equilibrar os géneros no seu pessoal. Números avançados este ano pela Apple e Facebook indicam que cerca de 70% dos seus trabalhadores são homens. Há ainda a possibilidade de com medidas como esta se cativar mais mulheres e talentos femininos a pensarem em entrar no mercado de trabalho da área da tecnologia.
Por outro lado, surge também a questão se as empresas não estarão a exigir demasiada dedicação às suas funcionárias, ao adiarem a maternidade em benefício da companhia, ou se estas têm a responsabilidade de entregarem todos os esforços à entidade empregadora e deixar a família para um segundo plano.
Kellye Sheehan, da organização norte-americana Women in Technology, admitiu ao USA Today que este incentivo é positivo, nomeadamente para mulheres sem capacidade financeira, mas questiona se não se estará a pressionar a mulher a alterar as suas prioridades. “Concordo que as mães têm muito com o que lidar. Mas não podemos deixar o nosso empregador forçar-nos a algo que não corresponde aos nossos valores e escolhas pessoais”. (...)». Leia na integra.
Sobre este assunto um outro trabalho, agora do jornal Expresso, também online

"Não é aceitável mandar as funcionárias congelar os óvulos"

donde:  «(...) Além de considerar a medida "eticamente inaceitável" e "discriminatória" dos direitos da mulheres, Miguel Oliveira diz ainda que não é garantia de ter uma gravidez saudável mais tarde. "O que interessa ter um óvulo jovem num útero com problemas, cheio de miomas, por exemplo?" O médico sublinha que, do ponto de vista biológico, um útero não é o mesmo aos 30 anos do que aos 40, por isso, de nada vale ter óvulos jovens. "Não é minimamente aceitável mandar as funcionárias retirar os óvulos e congelá-los. As pessoas têm de se unir para combater esta atitude"", reforça. (...)». +.
Ainda sobre esta questão,  escolhemos o post Deja para mañana la maternidad   do blogue Mujeres do El País.