sexta-feira, 28 de novembro de 2014

«25 ANOS DA CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA: o mundo é hoje melhor para as crianças?»




A publicação da imagem foi lançada em setembro passado, no âmbito do 25.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança. No site da UNICEF Portugal pode ler-se:

«25 anos da Convenção Sobre os Direitos da Criança: 

O mundo é hoje um lugar melhor para as crianças? 



No âmbito do 25º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) a 20 de Novembro, a UNICEF lançou a 26 de Setembro novos dados sobre tendências e vários artigos e coloca uma questão crucial: “O mundo é hoje um lugar melhor para as crianças?”

A resposta, que resulta da análise da UNICEF é inquestionável – “Sim!” Uma criança nascida em 2014 tem hoje muito maiores probabilidades de viver para além do seu quinto aniversário. As crianças têm hoje muito mais hipóteses de frequentar o ensino primário do que em 1989. O número de crianças entre os 5 e os 17 anos envolvidas em trabalho infantil baixou cerca de 1/3 desde 2000. 
Mas a análise mostra também que os progressos passaram ao lado de milhões de crianças – particularmente das mais pobres, das que pertencem a minorias étnicas, das que vivem em zonas rurais, ou das que são portadoras de deficiência. 
Milhões de crianças continuam a ser privadas de serviços essenciais que poderiam reduzir a sua vulnerabilidade a doenças e à subnutrição, proporcionar-lhes acesso a instalações de água e saneamento melhorados, e dar-lhes a oportunidade de obter uma educação de qualidade. Um número imenso de crianças continua a viver na pobreza extrema. As disparidades entre os agregados familiares de rendimento mais elevado e os de mais baixo rendimento também permanecem – as crianças das famílias mais pobres têm taxas consideravelmente mais altas de mortalidade infantil e de atrasos de crescimento do que os seus pares mais ricos. 
“Os dados sobre tendências mostram que, ao nível global, uma criança nascida hoje tem mais probabilidades de sobreviver e se desenvolver do que há 25 anos. Mas também mostram que em todos os países e regiões do mundo muitas crianças continuam a ficar para trás,” afirmou Yoka Brandt, Directora Executiva Adjunta da UNICEF, num fórum sobre crianças organizado pelo Earth Institute da Universidade de Columbia. “Para cumprir a promessa da Convenção, temos de pensar e agir de forma diferente para pôr em prática os direitos de cada criança, especialmente das mais marginalizadas e às quais é mais difícil chegar». Continue a ler.






quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A UNESCO INSCREVE O CANTE ALENTEJANO NA LISTA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE | O Cante é expressão coletiva inclusiva | Uma referência de paz e serenidade, de solidariedade e fraternidade


Há poucas horas:
 O Cante do Alentejo é Património Mundial

O cantor Vitorino, presente na sede da UNESCO, em Paris: «“O fado é muito solitário e individual. O cante é uma expressão colectiva – ele implica entre 18 e 30 vozes. É inclusiva. É muito atenta ao movimento social.” O cantor, que tem inscrito o cante no seu trabalho musical, acredita que o reconhecimento do mesmo como património da humanidade “vai eternizá-lo”».
Por outro lado: «Na sua intervenção, o comité intergovernamental da UNESCO notou, de forma positiva, que os membros da comunidade e os grupos que praticam o cante coral alentejano estiveram envolvidos na candidatura. E salientou ainda que este canto "feito para aproximar as pessoas" reflecte muitos dos valores que regem este órgão das Nações Unidas, sendo "uma referência de paz e serenidade", de "solidaridade e fraternidade"».

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NELLA MAISSA




Nella Maissa no seu último concerto, em Junho de 2008, na
 Casa da Música. Mário Augusto Carneiro/Arquivo  

(...)

«“Nella Maissa foi uma figura importantíssima da música, uma intérprete de eleição, que dedicou grande parte da sua carreira aos compositores portugueses, como Armando José Fernandes e Fernando Lopes-Graça”, disse ao PÚBLICO o compositor Alexandre Delgado, apanhado de surpresa pelo seu desaparecimento. Ruy Coelho, Luís de Freitas Branco e Joly Braga Santos são outros compositores que a pianista interpretou em palco, e em gravações, e que muitas vezes compuseram de propósito para Maissa.
Alexandre Delgado cita a gravação da integral da música para piano de Domingos Bomtempo como um dos feitos maiores da carreira de Maissa, não esquecendo, também, as primeiras audições que a pianista fez em Portugal de música do século XX, como a peça Ludus Tonnalis, de Paul Hindemith, ou os Prelúdios, de Franck Martin. Messiaen, Prokofiev, Bartók, Dallapicola, Chostakovich e Gershwin são outros compositores».  Leia na integra o artigo de Sérgio C. Andrade disponível no Público online.



JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO - Concerto para Piano, n.º 1 [Allegro Brillante] (Nella Maissa)


BIENAL | «Mulheres d´ Artes» | Espinho | INSCRIÇÕES ATÉ 31 JANEIRO 2015




A notícia da imagem levou-nos ao site da Câmara Municipal de Espinho. Lá encontra-se  anunciada a Bienal e também  o acesso à Ficha de Inscrição e as Regras de Participação: aqui.





EMPREENDEDORISMO FEMININO




Do relatório o quadro seguinte em que se compara mulheres/homens:





No dia 19 de Novembro assinalou-se, uma vez mais, o   Dia Global do Empreendedorismo Feminino, e ao lermos o artigo abaixo transcrito,  de Joana Moura, que o refere, no Jornal Económico, neste endereço,  pensámos que seria interessante não só divulgar o Relatório da imagem como também o trabalho do jornal que tem  o titulo  Mulheres criam 35% dos negócios. O conteúdo:
«Portugal está cada vez menos na cauda Europa no que toca ao empreendedorismo, e prova disso é a percentagem de novos negócios criados por mulheres, em 2013: se na Europa, as mulheres detém um terço dos novos negócios (cerca 33,3%), esse número, em Portugal chega aos 35%. Os dados são do Global Entrepreneurship Monitor 2013 (GEM), um estudo anual da actividade empreendedora no mundo, que será apresentado no próximo mês de Dezembro, mas que foi esta semana antecipado por Maria José Armich, fundadora da comunidade WomenWinWin. Uma plataforma criada com o objectivo de apoiar o empreendedorismo feminino e que, no dia 19 de Novembro – Dia Global do Empreendedorismo Feminino – participou numa iniciativa de discussão sobre o tema na Câmara de Comércio e Indústria de Lisboa. No final do evento, Maria José Armich traçou o quadro do empreendedorismo em Portugal, destacando que são cada vez mais as mulheres a criar o seu próprio emprego, “ainda que, principalmente por necessidade”, mas também por oportunidade, disse. E desafiou a audiência, preenchida quase só por mulheres, a pensar que “apoiar o empreendedorismo feminino é não só uma questão económica, mas fundamentalmente social.” O GEM revela que, “em Portugal, as pessoas acham que têm as capacidades para empreender e que existem oportunidades, contudo têm medo”, como explicou a fundadora da plataforma que pretende apoiar as mulheres empresárias. E isso é ainda mais visível no caso do empreendedorismo feminino: “As mulheres acham que têm menos capacidades e têm mais medo”, continua Maria José Armich. Contudo, são elas quem mais tem criado novos negócios, aproveitando as oportunidades, mas “essencialmente por necessidade”. E é aqui que ainda está o grande ‘handicap’ do empreendedorismo em Portugal. “É que o empreendedorismo por necessidade é um problema quando não consegue trazer nada de novo ao mercado, porque aí está condenado ao fracasso”, garante a oradora. Ainda assim, num país em que o empreendedorismo se caracteriza por ser, essencialmente, virado para a inovação, e cada vez menos com o objectivo de internacionalizar, foram muitas as mulheres que foram ao Women’s Entrepreneurship Day contar o seu caso de sucesso e dar o exemplo de que é possível ser empreendedor. Até porque “o exemplo é tudo”, como disse Maria José Madureira, professora de empreendedorismo da Universidade da Beira Interior. “É com os exemplos destas mulheres que se aprende. São elas que criam as empresas, o emprego. E os casos de sucesso são mesmo para serem partilhados”, diz. Uma opinião partilhada por Marta Giraldes, da StartUp Lisboa: “São muito importantes os exemplos de casos em que as pessoas mostram que erraram e como acabaram por resolver o problema. Muitas vezes, o nosso caminho vai sendo feito através das dificuldades”. Já Sandra Correia, da Pelcor, quis deixar uma palavra de motivação ao dizer que o que a inspira “é conhecer pessoas que, no meio de tantas adversidades, nunca desistiram e pensaram ‘eu também posso fazer aquilo’”. n Joana Moura»


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DEBATE E APRESENTAÇÃO DE RELATÓRIO | «A Igualdade de Género é Um Bom Negócio» | «Relatório IGEN» | NOVEMBRO | 26 | 17:30H | AUDITÓRIO XEROX | LISBOA





«A iniciativa do próximo dia 26 visa colocar na agenda a igualdade de género como uma questão de negócio, de sustentabilidade e de competitividade das empresas, contando com um leque diversificado de perspetivas e olhares». Saiba mais.



RELATÓRIO DA AGÊNCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA UNIÃO EUROPEIA (FRA) | «Violência contra as mulheres: um inquérito à escada da União Europeia»








Para que todos os dias sejam Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no dia seguinte ao que internacionalmente lhe é dedicado - 25 NOVEMBRO -, divulguemos o relatório da imagem que certamente ambiciona  função perene. O seu conteúdo  através do índice: 





terça-feira, 25 de novembro de 2014

ONU | Unidos Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres










DAS INICIATIVAS DO MDM «NO DIA MUNDIAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES» | Viseu | Aveiro





«Num tempo em que a austeridade cada vez mais degrada as condições de vida das mulheres portuguesas, em particular das mulheres das classes sociais mais desfavorecidas, que são também as que menos recursos têm para sua própria protecção, e estando a erradicação da violência intimamente ligada à concretização da igualdade de direitos, o núcleo de Viseu do MDM vai assinalar o Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no dia 25 de Novembro, com uma iniciativa de rua onde vai convidar as pessoas a jogar o “quanto queres”, tendo na lapela todo o dia uma bonequinha negra de lágrima vermelha. Esta iniciativa vai também estender-se a algumas escolas, onde os professores aceitaram levar o jogo até às suas turmas». Mais no site do MDM





«A 25 de Novembro, entre as 12:30 e as 14:30, no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, – o MDM (Movimento Democrático de Mulheres) vai assinalar o Dia Internacional da Eliminação da Violência sobre as Mulheres, com a distribuição de documentos alusivos ao significado da data e com a apresentação pública do videojogo UNLOVE.

Este jogo foi desenvolvido no contexto do projecto Viver Direitos /Vencer Violências – da Escola ao Espaço Público,pelos alunos Sara Alexandra Tuna Ramos, Luís Duarte Marieiro Almeida, Luís Miguel Simões Monteiro e Daniela Grácio Santos, alunos do curso da licenciatura de Novas Tecnologias da Comunicação, sob a orientação dos professores Ana Margarida Almeida, Hélder Caixinha e Pedro Amado». Continue a ler.



UMAR | Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres | NOVEMBRO | 25 | 18:30H | Lisboa



«A luta contra a violência de género tem de ocupar um lugar central na agenda política e na agenda pública. No dia 25 de Novembro todas as iniciativas convocam a sociedade para quebrar o silêncio em torno de todas as formas de violência contra as mulheres. 

Em Lisboa, a UMAR convoca uma Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres em parceria com a APF-Associação para o Planeamento da Família e a Casa do Brasil de Lisboa. Do Cais do Sodré às 18h30 em direcção à Rua Augusta onde Luana Camargo foi brutalmente esfaqueada até à morte pelo marido em Maio deste ano. 


Não somos cúmplices nem indiferentes! BASTA de Violência contra as Mulheres!»

PARA ASSINALAR O DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER | Filme «Noita Escura» | ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA | NOV | 27




«Uma noite escura de inverno algures na província portuguesa.
Uma casa de alterne onde está a começar mais um dia de trabalho para a família que a gere, pai, mãe e duas filhas, as raparigas que entretêm e seduzem os clientes, um mundo de falsas aparências e onde os sonhos de uma outra vida acabarão por se desfazer.
Porque o pai, a quem um negócio correu mal, se verá obrigado a sacrificar a sua filha mais nova, e assim acabará por destruir toda a sua família...».






CONFERÊNCIA | «Violência doméstica e de género - Verdades, mitos e tabus» | NOVEMBRO | 25 | 14:00H | SEIXAL

«Vai realizar-se no dia 25 de novembro (14:30), no auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal (no âmbito das III Jornadas Nacionais contra a Violência Doméstica e de Género), uma conferência sobre «Violência Doméstica e de Género – Verdades, Mitos e Tabus». É promovida pela Câmara Municipal do Seixal e pelo Conselho Consultivo para a Igualdade de Género e Oportunidades do Seixal». Veja o Programa aqui.
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REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA DE GÉNERO ATRAVÉS DA EXPRESSÃO ARTÍSTICA | Espectáculo «Não Interessam as Rosas» | NOVEMBRO | 25 | 14:30H | Exposição «Os Olhos do Medo» | COVILHÃ



«No próximo dia 25 de Novembro, terça feira, é assinalado em todo o mundo o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
São cada vez mais as organizações e pessoas que se comprometem activamente com este combate, que quebram silêncios e se mobilizam em função de acções concretas contra a discriminação social, a violência doméstica, as violações, o tráfico para exploração sexual ou as mutilações genitais, crimes que comprometem os direitos humanos das mulheres.
Associando-se a esta efeméride, a CooLabora e o Teatro das Beiras, em parceria com a Rede Social da Covilhã, propõem uma reflexão sobre a violência de género através da expressão artística.
O programa tem início às 14h30 com o espectáculo do Teatro das Beiras “NÃO INTERESSAM AS ROSAS”, interpretação de Sónia Botelho. Trata-se de um trabalho construído a partir de depoimentos de pessoas idosas de vários lares de 3ª idade do concelho da Covilhã, sobre a violência de género.
Em paralelo decorrerá também a exposição “Os Olhos do Medo”, que resulta do trabalho de dois artistas: Fernando Paulouro Neves é autor do conto “Os Olhos do Medo”, que serviu de mote a João Lourenço, para construir um imaginário de personagens através da ilustração, que dão corpo a esta exposição». Tirado daqui.



GALA SOLIDÁRIA PELA PREVENÇÃO E COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | Teatro Angrense | NOVEMBRO | 29 | 21:30H | Com a colaboração de vários artistas | AÇORES




No dia 29 de Novembro: «A Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória (Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica), com protocolo de cooperação com a Direção Regional da Solidariedade Social, vai promover uma Gala Solidária Contra a Violência Doméstica no Teatro Angrense (21:30).​Esta iniciativa, que contará com a colaboração de vários artistas e profissionais, visa combater este flagelo que atinge, nos Açores, uma em cada cinco famílias». +


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NO DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES | Novembro | 25 | Lançamento da Campanha «NUNCA É TARDE»



























WORKSHOP | «Tomando as rédeas das palavras: feminilidades, masculinidades, novos media e (contra)hegemonia» | NOVEMBRO | 27 | COIMBRA



Um dos textos de partida para 
o workshop



Tomando as rédeas das palavras: feminilidades, masculinidades, novos media e (contra)hegemonia
Sofia José Santos (CES/Promundo)
27 de novembro de 2014, 17h00, Sala 1, CES-Coimbra



«Os  meios  de  comunicação  convencionais,  pela  sua  ubiquidade,  o  seu  poder  discursivo,  tecnológico  e  de  mediação,  são  comumente  identificados  como  um  dos  atores  discursivos  mais  responsáveis  pela  (re)produção  de  representações  sociais  de  género  que  idealizam  a  imagem  da  masculinidade  hegemónica  referenciada  pelas  ideias  de  virilidade,  força,  racionalidade,  liderança  e  heterossexualidade,  por  oposição  a  delicadeza,  feminilidade,  submissão  e  emotividade,  colocadas  habitualmente como características tipicamente femininas.  Estas imagens associadas  e inculcadas ao que significa “ser homem” e “ser mulher” condicionam fortemente o  comportamento  de  todas  as  pessoas  que  estão  expostas  a  estas  representações, independentemente  do  seu  género,  sendo  a  possível  transgressão  a  essas  mesmas  representações  passível  de  exclusão,  marginalização,  condenação  ou subalternização.

Fazendo uso do  mesmo  poder  tecnológico,  discursivo,  de  mediação  e  de  ubiquidade,  os  novos  media  (e.g.  facebook,  twitter,  youtube)  são  uma  das  ferramentas recorrentemente identificadas como cruciais para contrariar e desafiar o  entendimento  hegemónico  e  redutor  do  que  significa  “ser  homem”  e  “ser  mulher”,  uma  vez  que  possibilitam  a  mesma  construção  de  narrativas  –  públicas  e  privadas  – como  os  media  convencionais,  mas  têm  a  possibilidade  de  ser  imunes  à  política  económica  a  que  os  media  convencionais  estão  sujeitos  e  permitem,  gratuitamente, que  cada  pessoa  possa  ser  autora  e  comentadora  no  espaço  e  esfera  públicos  e  não  mais apenas espetadora, ouvinte ou leitora, papeis aos quais  os media convencionais comumente nos reduzem.

Esta oficina pretende  fazer  uma  discussão  sobre  as  possibilidades  e  os  limites  dos  novos  media  como  espaço  de resistência  e  luta  contra-hegemónica  das  masculinidades e feminilidades subalternizadas, marginalizadas e/ou inivisibilizadas». Mais.

«Belle»




Tiago Miranda,  colega da BNP, sugeriu a divulgação do filme em exibição «Belle»,  e cá está. Comecemos  por uma «curiosidade», «Belle» é baseado em factos verdadeiros. Daqui a sinopse: Dido Elizabeth Belle (Gugu Mbatha-Raw) é a filha do capitão britânico John Lindsay (Matthew Goode) com uma escrava africana. Após a morte da mãe, Dido vai morar na Inglaterra com o tio, Lorde Mansfield (Tom Wilkinson), para ser criada como uma dama da aristocracia. A jovem se apaixona pelo advogado John Davinier (Sam Reid), mas esse relacionamento irá enfrentar os preconceitos da sociedade inglesa». E daqui: «sim, o filme lida com racismo, auto-aceitação e questionamentos quanto ao valor da vida humana em uma época em que escravos eram tratados como qualquer outra propriedade, mas o faz de forma bem delicada». Da critica do Expresso/Atual este pormenor: «(...) E, depois, ajuda muito ter actores secundários do calibre de Tom Wilkinsons e Emily Watson para compor o ramalhete: só por eles valeria já a pena espreitar o filme».  E da realizadora, Amma Asante, por exemplo, neste endereço.




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

COLÓQUIO INTERNACIONAL | Violências contra as mulheres: diálogos entre múltiplas opressões | NOVEMBRO | 25 | FACULDADE DE ECONOMIA | COIMBRA




Resumo

A Associação Portuguesa de Estudos Sobre as Mulheres e o Centro de Estudos Sociais estão a organizar, no dia 25 de Novembro, por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, um Colóquio Internacional denominado "Violências contra as mulheres: diálogos entre múltiplas opressões". O Colóquio integra-se no projeto apoiado pela CIG “Cidadania, Políticas Públicas e Igualdade De Género – O Contributo do Desenvolvimento Local e do Ensino Superior no Combate Às Violência(S) De Género" e dos núcleos do CES, DECIDe e POSTRADE, reunindo académicos/as nacionais e internacionais e ONG portuguesas, e pretende discutir: (1) o modo como estas violências têm conhecido, ou não, transformações tendo em conta as mudanças sociais; (2) avaliar o impacto das políticas dirigidas ao combate destas violências; (3); e colocar em diálogo as diferentes manifestações, analisando proximidades e distâncias, quer entre as múltiplas violências, quer para mulheres de vários grupos sociais. Saiba mais.


MARIA DO CÉU GUERRA | Leitura do "O Cântico dos Cânticos" | NA VERSÃO DE FIAMA PAIS BRANDÃO






Do site da Pastoral da Cultura:
«A leitura do livro bíblico do Cântico dos Cânticos, na versão da poetisa Fiama Hasse Pais Brandão, pela atriz Maria do Céu Guerra, abriu a 5.ª Jornada de Teologia Prática que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa.
«A versão da Fiama é um osso duro, que só uma atriz com a dimensão de Maria do Céu Guerra podia aceitar», sublinhou o vice-reitor da Universidade Católica, padre José Tolentino Mendonça, antes da leitura.
Fiama «construiu um texto profundamente literário», «afastando-se da coloquialidade», ao mesmo tempo que introduziu «uma lentidão muito maior» do que o original, o que resultou num «texto admirável na intensidade e temperatura das palavras», assinalou o poeta e biblista.
Maria do Céu Guerra «tem um grande caminho, sobretudo no teatro, que hoje é uma grande arte de solidão e resistência», realçou igualmente José Tolentino Mendonça.
«Cada palavra, cada frase, é um campo, e é suscitar um pouco esse campo que me compete», afirmou Maria do Céu Guerra antes de iniciar a leitura, que apresentamos na íntegra».

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PROJETO | «O Tempo e o Modo - Para um Retrato da Pobreza em Portugal»


Há poucos dias foi apresentado o Projeto «O Tempo e o Modo - Para um Retrato da Pobreza em Portugal». Sobre isso o  jornal Público fez uma matéria disponível online, donde:

"Crónica de um tempo" em que Portugal ficou mais pobre
Por

Mais do que uma exposição visual, O Tempo e o Modo pretende ser uma reflexão, em imagens e palavras, sobre a condição de empobrecimento da sociedade portuguesa. Para ver no Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos, a partir de 16 de Janeiro de 2015.

O conceito de pobreza de hoje não é o mesmo de há 100 ou 40 anos atrás em Portugal. É um conceito em constante mudança e relativização, diz Emília Tavares, conservadora e curadora para a área da Fotografia e Novos Media no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa.
O tema é mais do que "pertinente", completa o artista plástico e comissário de exposições Paulo Mendes sobre um tempo – o de hoje –  de “uma preponderância dos valores económicos sobre os valores mais humanistas e do capital que põe em questão o Estado Social e as conquistas do 25 de Abril”. E isso “não muito devido à crise económica”, ao contrário da imagem transmitida às pessoas, mas mais por uma questão ideológica, defende.
Também por isso, e porque não deve fechar-se os olhos a uma “responsabilidade” de artistas e agentes culturais “sobre a sociedade em que vivem”, Emília Tavares e Paulo Mendes criaram o projecto O Tempo e o Modo – Para um Retrato da Pobreza em Portugal, que foi apresentado nesta sexta-feira em Lisboa.
A exposição abre portas no Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos entre 16 de Janeiro e 27 de Fevereiro de 2015. A ideia, que junta artistas de várias gerações e investigadores, tomou forma com o financiamento aprovado pela Direcção-Geral das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian mas a ideia surgiu há mais de um ano. Continue a ler.

O artigo também foi publicado na edição impressa:

No Jornal Público de 15NOV2014

SEMINÁRIO | Assédio Sexual:Quebrar Invisibilidades. Construir uma Cultura de Prevenção e Intervenção | NOV | 24 | LISBOA



Do site da UMAR: 

«Pelo gosto que teria na sua presença, vem a UMAR convidar à participação no Seminário final Assédio Sexual: Quebrar Invisibilidades. Construir uma Cultura de Prevenção e Intervenção que irá decorrer no dia 24 de novembro de 2014, entre as 9:30 e as 18:00 (programa em anexo), no Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa – CIUL, situado no Picoas Plaza - Rua do Viriato, 13, Núcleo 6-E, 1º andar, 1050-227 Lisboa.
A invisibilidade do assédio sexual enquanto violência de género, as representações sociais despenalizadoras e a falta de respostas adequadas às vítimas mobilizaram a UMAR na promoção deste projeto que possibilitou o trabalho em rede com a CITE, UGT, Escola Profissional Gustave Eiffel, Escola Profissional Agostinho Roseta, associações de imigrantes, associações de desenvolvimento local e diversas autarquias, como as câmaras municipais de Lisboa, Loures, Odivelas, Seixal e Cascais». VEJA MAIS AQUI.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

NA ANÁLISE E SELEÇÃO DAS CANDIDATURAS A FUNDOS COMUNITÁRIOS | O Fator Mulher


DECRETO-LEI N.º 159/2014 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 207/2014, SÉRIE I DE 2014-10-27
Estabelece as regras gerais de aplicação dos programas operacionais e dos programas de desenvolvimento rural financiados pelos fundos europeus estruturais e de investimento, para o período de programação 2014-2020



LANÇAMENTO DO LIVRO «ANA DE CASTRO OSÓRIO (1872-1935)» | De João Esteves | Novembro | 20 | 16:30H | CIG | Lisboa



«A CIG promoverá, no dia 20 de novembro (16:30), o lançamento de mais um livro (o 7.º) da coleção «Fio de Ariana», com o título: «Ana de Castro Osório (1872-1935)». 
Com a presença do autor, João Esteves, e apresentação de Zília Osório de Castro, o lançamento desta obra terá lugar nas instalações da CIG – Biblioteca Madalena Barbosa». 
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E uma boa ocasião para lembrarmos as Publicações da CIG: ver aqui. De facto (destaques nossos): «A atividade editorial desenvolvida pela Comissão, desde os seus primórdios, corresponde a uma das principais estratégias institucionais de divulgação e promoção das questões relativas à igualdade entre mulheres e homens.
As publicações e outros materiais informativos editados pela CIG são disponibilizados gratuitamente mediante envio de e-mail para cid@cig.gov.pt. Neste pedido, deve indicar o seu nome, contacto (morada e telefone), título e número de exemplares das publicações pretendidas e fim a que se destinam».

E quanto à Coleção Fio de Ariana: «Esta coleção tem como finalidade contribuir para a aproximação entre a investigação científica e a prática educativa, através da divulgação da investigação realizada no âmbito dos estudos de género e dos estudos sobre as mulheres. Ao dar visibilidade à participação das mulheres em todas as esferas da atividade humana, pretende-se evidenciar o facto de que mulheres e homens constituem e sempre constituíram, elementos indissociáveis de um mesmo sujeito social, múltiplo e atuante. O primeiro número desta coleção, dedicado à figura de Maria Veleda, foi publicado em 2004».





terça-feira, 18 de novembro de 2014

«TODAS ÍBAMOS A SER REINAS» | Exposição de Sandra Vásquez de la Horra | Galeria João Esteves de Oliveira | Lisboa | Até 22 novembro 2014



Da artista: «Detentora de um notável curriculum, Sandra de la Horra tem trabalhos nas colecções de Desenho de museus do quilate do MoMA, do Art Institute of Chicago, do Morgan Library and Museum, do MNAM – Centre G. Pompidou, do Bonnefantenmuseum de Maastricht, da Pinakothek der Modern, de Munique, entre tantos outros deste nível.  Em 2015 exporá no Museu Albertina, em Viena». +

Da obra, através de recortes do Jornal de Letras de 12 a 25 de novembro: 










SEMINÁRIO | «Convenção de Istambul: um compromisso» | NOVEMBRO | 19 | 9:30h | FACULDADE D DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA


CONVITE


«No âmbito das III Jornadas Nacionais Contra a Violência Doméstica e de Género, realiza-se, no próximo dia 19 de novembro, pelas 09h30, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o Seminário sobre Prevenção e Combate a Todas as Formas de Violência contra as Mulheres e Violência Doméstica - Convenção de Istambul: um compromisso». 

PROGRAMA



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CONGRESSO «Arte e Género?» | Em jeito de prolongamento uma entrevista com Camille Morineau à «ArteCapital»





Aquando do Congresso Arte e Género ? referimo-nos a Camille Morineau, uma das congressistas, e à exposição “Elles@centrepompidou de que foi comissária. Na ocasião deu uma entrevista a Natália Vilarinho  publicada agora na ArteCapital de Novembro e disponível aqui, e pode bem dizer-se que funciona como um prolongamento do Congresso. Começa assim:

NV: Afirmou numa entrevista, respondendo a uma questão relacionada com a exposição elles@centrepompidou, que “nos Estados Unidos pensa-se em arte feita por mulheres. Em França, nunca, não é um assunto, e se o assunto não existe, não há possibilidade de ser discutido”. Mas, por outro lado, afirmou mais tarde que o seu objectivo com essa exposição não foi produzir um evento feminista. Trazer a arte feita por mulheres para um plano em que possa ser discutido não é um assunto feminista?
CM: A exposição foi um evento feminista. O que tentei explicar nessa altura é que no contexto francês teria sido extremamente difícil apresentá-la como tal. A minha estratégia pode ter sido um pouco estranha, mas também interessante na medida em que consegui fazê-lo dizendo que queria expor mulheres artistas na diversidade da sua produção artística: muito poucas com obras de cariz feminista, mas muita arte abstracta… tudo o que tínhamos na colecção. Mas nunca disse que seria algo feminista porque o feminismo não era na altura um conceito fácil em França. Penso que agora as coisas mudaram um pouco, também graças a “elles“, mas naquela altura, até nas minhas conversas com o director do museu e com os meus colegas foi difícil apresentá-lo como um evento feminista, embora fosse! Apenas não foi dessa forma que “vendi” o projecto.
É difícil entender isto de fora, fui muito criticada, as pessoas disseram que eu não estava a ser radical o suficiente em relação ao feminismo, mas eu não podia mesmo sê-lo. A única forma de seguir em frente com a ambição, o âmbito e a duração deste projecto foi apresentá-lo como algo um pouco neutro, afirmando “OK, metade da nossa colecção não foi ainda mostrada porque são mulheres artistas e temos que ser mais precisos com aquilo que estamos a fazer, temos de ser justos e temos de mostrá-las juntas, porque isto nunca aconteceu e temos de ver o que poderá acontecer em termos de movimentos, história de arte e como poderá mudar o modo como olhamos para a história”. (...). Continue a ler.
 Ao lermos a entrevista lembrámo-nos do livro A Arte Sem História de Filipa Lowndes Vicente, aliás,também conferencista no Arte e Género ?,  de que escrevemos neste post.


Apetece terminar observando que são muitos as problemáticas em aberto a precisarem de investigação mas também a serem trazidas junto da generalidade das pessoas, de públicos,  na circunstância, através de mais exposições e de outras iniciativas. 



INDIA | Mulheres morrem na sequência de esterilização

BBC News AsiaConta verificada@BBCNewsAsia11 de nov
India: Eight women dead after botched sterilisation surgery at health camp


Comecemos por referir  os Programas de esterilização em massa que existem na India. Como se pode ler no Observador:
O Governo indiano, preocupado com o rápido crescimento da sua população – que ronda os 1,3 mil milhões de pessoas, só superada pela China – oferece esterilização grátis às mulheres que querem evitar o risco e o custo de ter mais um filho, num país onde centenas de milhares vivem abaixo do limiar da pobreza. Por vezes, as mulheres recebem mesmo um pagamento único como incentivo para fazerem a cirurgia.
Os campos de esterilização são organizados pelo equivalente ao serviço nacional de saúde do país, que diz já ter mandado abrir um inquérito ao incidente. O diretor dos serviços de saúde indianos, Kamalpreet Singh, citado pelo Times of India, explicou que, como é política do Governo, os familiares mais próximos receberão uma compensação financeira pela morte das mulheres das suas famílias, sendo uma parte libertada de imediato. Foi num deste programas que  na semana passada morreram mulheres.  Das notícias mais recentes:
Mulheres indianas morrem devido a medicamentos contaminados
Já morreram 15 mulheres indianas depois de terem sido submetidas a uma cirurgia nos campos de esterilização do país. Aparentemente as mortes terão sido causadas pelo medicamento dado às mulheres depois da operação, noticia o Guardian. O antibiótico contém um composto químico usado nos venenos para ratos. Esta situação coloca em causa o programa de esterilização, mas também a falta de regulamentação do setor farmacêutico no país. Continue a ler.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

«WIMUST | Woman in Music - Uniting Strategies for Talent »


Da publicação (destaques nossos):

«THE PROGRAMME WIMUST has been supported by the Culture Programme of the European Commission and administrated by EACEA. The  project is undertaken by the Fondazione Adkins Chiti: Donne in Musica in collaboration with 65 Women in/for/and Music organisations, Conservatories and Universities, and individual members of the International Honour Committee in 28 European and surrounding countries: Armenia Austria Azerbaijian Belgium Cyprus Czech Republic Denmark Finland Francia Germany Italy Kosovo Liechtenstein Luxembourg Montenegro Netherlands Poland Portugal Rumania Serbia Slovakia Slovenia Spain Sweden Switzerland Turkey Ukraine and the United Kingdom.

The 1995 UNESCO World Commission for Culture and Development identified the relationship between gender and culture as essential for sustainable development. Donne in Musica has been working since 1978 to empower and mainstream the music of women composers and creators while encouraging the mobility of women musicians to enhance professional skills and artistic development through residencies, presentations and live performances, and to increase the circulation of ideas and music across linguistic and national borders. 
Music only exists when performed and its intangibility reflects the invisibility of the women who create. Talent alone is not sufficient for the success of a professional career; therefore, accounting for the representation of men and women in the performing arts would reinvigorate a sector. 
The status of women composers is dramatic. Thanks to the research undertaken by the participating organisations, we are able to confirm that they represent between 35% and 45% of all of the composers and creators of music in any European country but still only a maximum of 1% of their music (traditional, popular, classical, contemporary) is programmed by public funded institutions (in some countries this reaches 5% but the vast majority of European Orchestras of all kinds and festivals are still not programming a consistent number of works by women) while 89% of public arts and culture institutions are directed by men. In some EU countries this number is as high as 98% of all decisional makers in the field of music – and this includes the people heading and running training centres, schools, conservatories and University departments. Throughout Europe, composers are unable to earn a living only from their musical compositions and performing rights. In many countries, the music-generated income is well below national poverty level. Few countries give creativity sabbaticals, stipends, worthwhile commissions, guaranteed number of performances of new works, finance for research, recording, promotion and production, leaving skills and talents unexploited, damaging artistic dynamism, influence and economic development. Look at current music curricula (schools, conservatories, universities) or listen to what public funded organisations (orchestras, festivals, theatres, radio, television, jazz bands) are programming and ask yourself: “where are the women?” 
European policies and programmes for equal opportunities are acknowledged in the general labour market, but rarely applied to arts and culture». Continue a ler.

Saiba mais em Donne in Musica.