quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DEBATE | «Mulheres e Europa» | HOJE | 13 DEZ 2017 | 17:00H | FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS | LISBOA


«O DIREITO DE APRENDER»







Entre 20-24 de novembro de 2017 decorreu a semana «Aprender ao Longo da Vida». Do que se passou o Jornal de Letras de 6 a 19 de dezembro publicou trabalho e de que se pode saber no site da Associação «O Direito de Aprender». Em particular: Literacia Digital e Emprego  e Construindo a autonomia na idade adulta… 
Deste último: «(...)  Superando antinomias, a jornada de construção da autonomia, que torna viável a vida em comum, passa, antes, por ser tributária dos seguintes princípios: é um processo ontogenético que se estende por toda a vida; que se requer apoiado e refletido em permanência; que é multidimensional e multidirecional; que está inserido em diferentes contextos (biográfico, histórico, sociocultural, etário, de género, etc.); que requer uma abordagem interdisciplinar para uma compreensão adequada e uma ação valiosa.
O desenvolvimento da autonomia não chega nunca a ser terminado, dado implicar o desenvolvimento de capacidades, perspetivas e insights de complexidade, profundidade e consciência crescentes. Do ponto de vista neurobiológico, o lobo pré-frontal - estrutura cerebral responsável pelo controlo de numerosas funções, entre as quais o controlo executivo e a autorregulação da pessoa - é o de mais tardio desenvolvimento, maturando apenas entre os 25-30 anos. E as investigações mais recentes apontam no sentido de poder continuar a desenvolver-se ao longo de toda a adultez, sendo um dos ‘nichos’ cerebrais onde mais ocorrem os processos de sinaptogénese e neurogénese, particularmente com práticas meditativas e de mindfulness. Atendendo à dimensão cognitiva, é de sublinhar a trajetória que podemos percorrer, perante ambientes e oportunidades adequadas, e que implica uma reorganização qualitativa das estruturas de pensamento e de atribuição de significado: um movimento de etapas pré-reflexivas, típicas das idades mais precoces, que nos imergem no mundo das dualidades (e.g., certo ou errado, forte ou fraco), passando pelas estruturas quase-reflexivas (a descoberta da incerteza, da subjetividade, e a crença de que todas as opiniões são importantes), até às estruturas reflexivas (ligadas à emergência da reflexividade crítica), em que se toma consciência clara de que nem tudo é igualmente valioso, que é necessário um pensamento interssistémico, assim como aliar à razão o insight e o coração. A ação genuinamente proveniente destas últimas estruturas requer empatia, confiança, solidariedade, segurança, honestidade e integridade, remetendo para a importância da dimensão afetiva e relacional. (...)». Continue a ler.
E do primeiro. «(...)Em Portugal, em 2017, 52 % da população não tem as competências digitais básicas necessárias para aceder eficazmente à Internet, e 30 % não tem quaisquer competências digitais, isto em comparação com uma média da UE de 44 % e 19 %, respetivamente. Pior, 22 % dos adultos da mão de obra ativa não tem competências digitais, o dobro da média da EU.
Estes dados refletem-se no IDES, onde temos as áreas da conetividade, da integração das tecnologias digitais na sociedade e (sobretudo aqui) na componente dos serviços públicos digitais, uma posição do país superior à média europeia, estando, em alguns casos, como o dos serviços públicos digitais, no top europeu. Contudo, quando analisamos a utilização da internet, e, sobretudo, o capital humano, os indicadores descem substancialmente, colocando Portugal no final da tabela.
Em suma, temos uma administração pública digital muito desenvolvida, uma cobertura de rede quase total e uma integração do digital acentuada. Contudo, os nossos cidadãos têm um nível de literacia, digital incluída, muito abaixo do desejável, e em tudo desajustada ao necessário. Um desacerto, portanto.
Recorda-se a origem do problema: as baixas qualificações da população portuguesa. Das cerca de 400.000 pessoas em situação de desemprego, inscritas nos serviços públicos de emprego em final de setembro, cerca de 291.000 têm habilitação escolar até ao 9º ano de escolaridade e baixíssimas qualificações profissionais. (...)». Leia na integra.

ATORES SENIORES |«bolsas no valor de 90 mil euros para ajudar a financiar os salários dos atores portugueses com mais de 65 anos e poucos rendimentos em 2018, procurando promover a contratação destes profissionais para as áreas do cinema e televisão» | PELA GDA E GEDIPE

Leia aqui

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (91) | “Histórias da Ajudaris – Da minha janela, vejo…» | É UM CONCURSO DE LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA PORTUGUESA





«A Ajudaris em parceria com o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, (Camões, I.P.) promovem a 1ª edição do concurso de leitura e escrita em Língua Portuguesa “Histórias da Ajudaris – Da minha janela, vejo….”, em Portugal, território nacional, continente e ilhas e na rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) do Camões, I.P. O concurso pretende estimular a escrita de textos coletivos originais de pequenos grandes autores e dar visibilidade à produção escrita, através da publicação em livro de textos selecionados. Os textos a concurso podem ser elaborados em diferentes contextos de promoção da leitura e da escrita, na sala de aula, em atividades da biblioteca escolar, em workshop ou em atividades extracurriculares». Saiba mais.
E veja o site da Ajudaris.


«SHIFT»


Shift is the leading center of expertise on the UN Guiding Principles on Business and Human Rights.

Our team facilitates dialogue, builds capacity and develops new approaches with companies, government, civil society organizations and international institutions to enable them to implement the Guiding Principles. We are a non-profit, mission-driven organization.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

NATHANIEL HAWTHORNE | «A Letra Encarnada»



«SINOPSE
Depois de ter sido sentenciada como culpada por adultério, Hester Prynne é obrigada a usar a letra vermelha bordada "A" como castigo pelo seu crime. A tradução é de Fernando Pessoa». +.
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Ainda sobre o livro, daqui:
«Embora eu prefira os seus inumeráveis rascunhos, apontamentos, esboços e pequenos textos de toda a ordem, A Letra Encarnada é um livro admirável daquele que foi, a par de Melville, o grande escritor americano do século dezanove. Aliás amigos íntimos (alguns insinuam que mais do que isso) professavam admiração recíproca. Hawthorne era um homem estranho. De beleza física invulgar foi um puritano toda a vida, sujeito a crises de desânimo e insegurança constantes. Valia-lhe o apoio da mulher, muito mais forte psicologicamente do que ele e que se manteve a seu lado numa dedicação inalterável. Este romance dramático e intenso é uma obra- -prima, como praticamente tudo o que o autor deixou. Curioso o facto de uma novela tão americana na sua trama essencial tocar o leitor de cultura muito diferente pelo jogo de emoções e temas. Apesar de, no fundo da alma, Hawthorne ser um moralista severo, é capaz de flagelar com arrebatamento a severidade essa parte de si mesmo, na autocrítica arrepiante a que procedeu toda a sua vida».
António Lobo Antunes


KATRIN JAKOBSDÓTTIR | Aos 41 anos acaba de se tornar chefe do Governo da Islândia



Leia aqui

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

«#MeToo. Elas quebraram o silêncio, e por isso são a personalidade do ano para a TIME»


«A revista norte-americana TIME elegeu como Pessoa do Ano 2017 o movimento que desvendou dezenas de casos de assédio sexual e violação». Leia mais.
 A propósito veja «Todas as 91 figuras do ano da Time», e ... constate quantas foram de mulheres ou sobre mulheres.


MARIA ANTÓNIA PALLA | «Só Acontece aos Outros /Histórias de Violência»


«SINOPSE
Este livro reúne um notável conjunto de reportagens com tratamento literário, casos reais publicados no jornal O Século nos anos 70, antes e depois do 25 de Abril. A impressionante actualidade dos temas e casos abordados faz-nos reflectir sobre a lentidão das mudanças sociais, para lá do voluntarismo da acção política.

Uma menina desaparece da sua aldeia e aparece morta. Lobos, dizem. 
Uma anciã é violada por um jovem, depois de ter alertado a polícia de que o rapaz andava a rondá-la, sem que ninguém a acreditasse. 
Um actor e um futebolista, amantes sucessivos da mesma jovem, actriz do teatro de revista, tornam-se amigos e organizam-se para a espancar e torturar selvaticamente. 
Um rapaz português aparece morto numa cadeia de Espanha. 
Uma menina de três anos é morta a pontapé pelo companheiro da mãe. 
Uma mulher mata o filho recém-nascido. 
Um pensionato onde se amontoam e maltratam crianças e jovens. 
O suicídio de um rapaz de dezoito anos, escravizado pela família. 
Um juiz do Tribunal de Família que reconhece a um homem o direito de gastar em vinho o dinheiro que devia entregar aos filhos. 
Uma mulher que, cansada de maus-tratos, envenena o marido. 
A união e a luta das juvenilíssimas operárias de uma fábrica têxtil por melhores condições de vida, em plena revolução de Abril. 
O julgamento de uma jovem, por crime de aborto, em 1979. 
A condenação súbita de uma mulher à solidão de um lar de idosos, quando deixa de fazer falta à família que criou. 
A vitória sobre a violação e a fome de uma cabo-verdiana emigrada em Portugal. 
Maria Antónia Palla mergulhou em cada um dos universos destas histórias, ouviu intervenientes e testemunhas, e oferece-nos o retrato profundo de uma sociedade ancorada em medos, fragilidades e violências que persistem para lá das mudanças legais e das modernizações aparentes. Oferece-nos também, acima de tudo, a força, os sonhos, a dignidade e a voz desses que nunca são verdadeiramente ouvidos». +.
E um excerto do Prefácio de Helena Matos:



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A 3 DE DEZEMBRO FOI O DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA | Assinalamos a data divulgando a «Plural & Singular»




«São mais de 80 páginas sobre a deficiência e a inclusão, nas quais também falamos dos vários projetos do Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media que gere a marca Plural&Singular. Não deixe de espreitar, por exemplo, o texto sobre a experiência de Cláudia Pires, portuguesa em Bruxelas que “testou” o que tanto se almeja em Portugal, já que é assistente pessoal da inglesa Rebecca Farren... O balanço da Normédica Ajutec 2017, entrevista com Nuno Vitorino Surf Adaptado, a antevisão do 5.º Aniversário da Plural&Singular que hoje decorre no Centro Português de Fotografia (CPF) e muito mais | Leia, partilhe, divulgue... | ».


A DECORRER | «Seminário Final do Programa PT07: Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada»

Saiba mais

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

«ASSIM PERCEBEMOS MELHOR»


«O poema "Menina dos Olhos Tristes" de Reinaldo Ferreira, musicado por José Afonso, abriu o discurso do ministro da Defesa na cerimónia do 1.º de Dezembro. Azeredo Lopes recordou os soldados portugueses que garantem a defesa do país.
"Menina dos olhos tristes / porque estás a chorar / o soldadinho não volta / do outro lado do mar. Assim percebemos melhor aqueles que enfrentam o perigo em Bangiui ou em Bocaranga, na República Centro Africana. Estão a garantir a nossa defesa. Ou no Mali, a bordo de um C-130. Ou perto de Bamako, onde perdeu a vida, já em junho deste ano, o sargento-chefe Benido. Ou, antes, na Bósnia, no Líbano ou no Mediterrâneo, ou na Lituânia. Ou, dentro em breve no Afeganistão. Ou, em Bensmayah, no Iraque", lembrou.(...)». Leia na integra,




É a força da Cultura e das artes !

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

«Um dia quero ser fixe como tu»






Também nós queremos dizer presente neste luto coletivo porque o Zé Pedro morreu, e vamos fazê-lo com palavras de outros. Na circunstância, de outras:

Adeus aos meus amores que me vou p'ra outro mundo de Joana Ribeiro Santos; Não Sou a Única a Olhar o Céu de Helena Margarida; A homenagem de Helena Reis, irmã de Zé Pedro.





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

RAQUEL GASPAR SILVA | «Fábrica de Melancolias Suportáveis»





O critico José Mário Silva na Revista do Expresso sobre o livro começa assim: «Poderosa estreia de Raquel Gaspar Silva na ficção, este romance é um notável exercício narrativo sobre os poderes e limites da memória». E termina deste modo: «Sobre o seu talento e a força da sua voz, porém. não restam dúvidas (basta ler a frase em que uma mulher, após uma tentativa de suicídio , vem "à tona como um lenço de seda amarrotado")».

Ainda sobre o livro como se pode ler aqui:
«Sentada no banco da igreja, na nave central, mesmo no epicentro da cova da fábrica, trabalhando na forja da sua história, ouvindo as outras vozes que ascendiam do entulho dos mortos por baixo de si.» A narradora esperou pela morte dos seus para começar a transformá-los em personagens. Mas Carlota, irmã dedicada, mãe de uma prole a que nunca deu à luz, não morreu. Vive na história, numa cúpula de eternidade indestrutível. Esta história é dela e (talvez) para ela. Foram poucas as vezes em que Carlota contou alguma coisa sem omissões — era assim que se libertava dos outros. Contou que eram seis irmãos e que nunca passaram fome. Dos pais, lembrou a coragem, e à memória que deles tinha acrescentava elogios — mas quando o fazia, recuava ou inclinava o corpo para trás. Quando todas as personagens começaram a morrer, o rebuliço incómodo da escrita surgiu. A ferida. E como saber tudo? Onde está a verdade? Não importa. Na fábrica de memórias suportáveis em que todos nos vemos, em que nos encontramos, nestas páginas sobre o que é ser uma família e o que é recordar, somos todos uma história. Um romance cuja ação decorre no Alentejo, marcado por um registo muito português. Uma estreia literária de maturidade incomum, o romance afirma uma nova voz na literatura portuguesa».




OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (90) | «Cachecóis para aquecer o coração»





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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

terça-feira, 28 de novembro de 2017

«O HUMANO EM PRIMEIRO PLANO»







«Um livro de imagens olha-se, contempla-se. É também o que sucede aqui, mas neste caso o que emerge em cada página não é o património cultural e arquitetónico, mas o património humano. As mulheres e os homens que fazem o Vaticano». Leia mais.




«Gestação para quem? O debate feminista sobre gestação de substituição»





«Resumo

O debate sobre a gestação de substituição está a dividir os feminismos dentro e fora da academia. Em Itália e Espanha, entre outros países, este tema está no centro de polémicas e embates polarizados, que lembram os que dizem respeito à questão do trabalho sexual.
Em Itália, em particular, a gestazione per altri (GPA) foi utilizada como ferramenta de chantagem política por parte das forças conservadoras católicas e de direita no momento da aprovação da lei sobre as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo: de facto, o artigo do projeto de lei que estabelecia a co-adoção teve que ser eliminado, acusado de encorajar o uso da gestação de substituição por parte de homens gays. Nessa altura, o debate fora do Parlamento envolveu também diversas componentes do ativismo feminista e LGBTQ+, situação que continua a verificar-se apesar de terem passado quase dois anos. Diferentemente do que acontece em Espanha e Portugal, uma fratura significativa verificou-se dentro do movimento LGBT institucional, pois a maior associação lésbica do país alinhou-se contra a GPA, sustentando tratar-se, sempre e sem exceção, duma prática de exploração dos corpos das mulheres.
Neste workshop utilizarei dados e informações recolhidas no meu trabalho de investigação em Itália sobre pais gays que recorreram à gestação de substituição, no âmbito do projeto INTIMATE (www.ces.uc.pt/intimate), de modo a estimular uma discussão participativa que tenha em conta as diferentes posições feministas sobre o tema». Saiba mais.


sábado, 25 de novembro de 2017

25 NOVEMBRO | DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES | «Centenas de pessoas, entre as quais deputados e três ministros, marcharam esta tarde, em Lisboa, para pedir que "nem mais uma" mulher seja vítima de violência doméstica e contra a discriminação»



Leia mais no site da TSF.
Sobre a iniciativa veja também, por exemplo,

25 NOVEMBRO | DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES | «O MDM - Movimento Democrático de Mulheres - vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país»


«25 de Novembro é o Dia Internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. O MDM – Movimento Democrático de Mulheres – vai assinalar esta data com iniciativas em vários pontos do país. Entre exposições, debates e projecções de documentários, destacamos a apresentação de uma Aplicação para Smartphone de apoio a vítimas de violência doméstica, desenvolvida no âmbito do Projecto “Mulher Q Vive + aQui”, no distrito de Évora.
O MDM considera que a violência contra as mulheres é um flagelo social, que apesar da legislação, da prevenção e da protecção das vítimas, atingiu, em Portugal, níveis extremos nos últimos anos. Este agravamento da violência não está desligado do empobrecimento e da perda de independência económica das mulheres decorrente das políticas de austeridade.
O MDM apela às mulheres para que exerçam os seus direitos, ao governo para que faça cumprir os direitos das mulheres e à sociedade para que respeite a dignidade das mulheres. Apela à luta por uma vida digna sem opressão nem discriminação, por uma sociedade onde as relações entre as pessoas, entre mulheres e homens, se baseiem no respeito pelos valores da solidariedade, igualdade e companheirismo».




«No âmbito da celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se comemora no dia 25 de novembro foi lançada a campanha #NemMais1MinutodeSilêncio.»












sexta-feira, 24 de novembro de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (89) | Festival «Aproxima-te» | 23-26 NOV 2017 | CENTRO CULTURAL DE BELÉM






Sobre o Festival no Diário de Notícias:
«Quatro dias de atividades em Lisboa para aproximar crianças do património cultura
O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai receber durante quatro dias uma iniciativa que pretende aproximar crianças e famílias do património cultural, através do contacto com áreas tão diversas como dança, música, arte rupestre, pintura ou fotografia». Continue a ler.




CONGRESSO INTERNACIONAL |«Cidadania e Educação Fiscal na Lusofonia»| 28 NOV 2017 | MAPUTO






quinta-feira, 23 de novembro de 2017

«Permission to Stare. Arts and Disability»







«This new Fresh Perspectives issue explores the different approaches to disability in the performing arts, with a particular focus on contemporary dance. The publication includes a collection of personal letters written by artists and a more theoretical essay locating disability in the arts. Highlighting a variety of questions, and refusing to provide easy answers, the publication hopes to trigger the interest of readers new to the topic and to enrich the views of those already informed».



«PADRÃO ALIMENTAR MEDITERRÂNICO:PROMOTOR DE SAÚDE»


terça-feira, 21 de novembro de 2017

MULHERES EM DESTAQUE | Maria de Sousa | PRÉMIO UNIVERSIDADE DE LISBOA 2017



     (Créditos da foto: Egídio Santos / U.Porto)


A semana passada, a 13 de novembro, a cientista Maria de Sousa, Professora Catedrática Jubilada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e Professora Emérita da U.Porto, foi agraciada  com o Prémio Universidade de Lisboa 2017O prémio Universidade de Lisboa 2017 foi atribuído a 26 de maio e por essa ocasião do que se escreveu:  à  « (...) imunologista Maria de Sousa – uma das primeiras mulheres portuguesas a serem reconhecidas internacionalmente pelas suas descobertas científicas.
Maria de Sousa formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.  Entre 1964 e 1966, esteve nos Laboratórios de Biologia Experimental em Mill Hill, em Londres, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.
Profundamente estimada e muito respeitada na comunidade científica, Maria de Sousa é também uma humanista que cultiva o gosto pelas artes, pela história e pela poesia.
A Universidade de Lisboa premeia uma mulher que contribuiu de forma notável para o progresso da Ciência e para a projeção de Portugal no Mundo». Tirado daqui. E pode saber mais neste endereço.




Mas continuemos, recuperando esta entrevista de 2011,  onde entre outros assuntos fala do livro da imagem (que, a nosso ver, quem leu certamente não esquece). De lá:

«(...)
Porque é que decidiu fazer investigação?
Isso é uma pergunta importante. Não sei se é importante para vocês, eu acho Que é importante para a história da medicina. Eu fiz medicina, nos anos 50. Uma pessoa se estava atenta percebia que tinha muito pouca coisa para oferecer. A pessoa era simpática, falava com os doentes, tratava-os bem, mas a gente tinha poucos antibióticos e cortisona. Eu sentia muito que era preciso fazer investigação para saber mais.
Reparou que havia diferença internacionalmente?
Não havia diferença no que havia para oferecer, o que havia diferença era na atitude para aprender, isso é que era fundamentalmente diferente. Na Faculdade de Medicina da Lisboa os professores sabiam. Sabiam mesmo. Depois só tinham que ir à Biblioteca para perceber que não sabiam tanto como julgavam, ou nos faziam crer. Eu fui para Londres, fui para um laboratório em Mill Hill. Tinha oportunidade de conhecer as pessoas, os maiores nomes nas várias áreas. E lá as pessoas não sabiam… e eram os grandes nomes das áreas. Isso foi a experiência mais importante. Depois ainda vim para Portugal. Não correu muito bem porque as pessoas não estavam muito interessadas no que eu tinha feito. Havia pessoas, por outro lado, na Europa, que estavam interessadas e fui convidada para ir para Glasgow.
(...)
Um mundo imaginado, mas muito real
Em 1988, vivi de forma intensa e maravilhado “um mundo imaginado”. Uma experiência real de investigação científica através de um livro, com aquele título, então publicado na língua portuguesa pela Gradiva, editora que me ensinou a caminhar na ciência.
Linha após linha, página após página, eu, então jovem estudante de Bioquímica na Universidade de Coimbra, vivi 5 anos de uma história real e intensa de descoberta científica, num só fôlego, numa noite que se fez dia inúmeras vezes.
Vivi, através do relato rigoroso e apaixonado de June Goodfield, autora do livro, os dias e as noites sem horário, a entrega persistente e lúcida, os avanços e retrocessos, os obstáculos e os recuos, a alegria e o desespero silencioso do processo científico efectuado sob a linha do desconhecido por uma promissora cientista portuguesa a trabalhar nos Estados Unidos. (...)». Leia na integra.


Ainda, outra entrevista, a Anabela Mota Ribeiro, que também pode ler aqui  que como pode ver, no Público, começa com o destaque:
«MARIA DE SOUSA | esse espanto».  

EXPOSIÇÃO | «Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich» | ATÉ 22 JAN 2018 | CCB | LISBOA







«A 17 de novembro será inaugurada a primeira exposição que aborda o tema dos portugueses de todas as origens e condições que foram sujeitos a trabalhos forçados no âmbito do sistema concentracionário do III Reich, nomeadamente durante a II Guerra Mundial. A exposição Os Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich é resultado de um projeto de investigação do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apoiado pela fundação alemã EVZ – Erinnerung, Verantwortung, Zukunft (Memória, Responsabilidade, Futuro), pelo Goethe-Institut e pela Associação CIVICA (França).O projeto é dirigido pelo historiador Fernando Rosas que coordena uma equipa de investigadores de vários países europeus».



Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1

De segunda a sexta das 08:00 às 20:00

Sábados, domingos e feriados das 10:00 às 18:00
Saiba Mais.

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Sobre a Exposição no DN :
«Émile Henry, sobrevivente do campo de concentração nazi de Buchenwald, quis contar a sua história a Portugal, país onde escolheu viver, no livro "A Morte Lenta", que integra a exposição "Os trabalhadores forçados portugueses do III Reich", inaugurada hoje.
"O que mais me custava era não dormir. A fome também não faltava, sobretudo do meio-dia às três horas, em que tinha a impressão de que uma tenaz me torcia até à tortura. Mas o não dormir era o pior. Mesmo contra a vontade, os olhos fechavam-se-me e tinha que fazer um esforço violento para não cair", relatou Émile Levy, falecido há dez anos em Loulé, no seu livro, que teve duas edições de 100 exemplares, em 1946.
"O meu marido fez um testemunho para os portugueses. Dizia que as pessoas do país onde vivia tinham de saber o que se passou", recordou hoje à Lusa a mulher, Thérèse Henry, que assistiu, juntamente com as duas filhas e netos, à sessão que antecedeu a inauguração da exposição, no Centro Cultural de Belém. (...)». Leia mais.




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

COMPANHIA MAIOR | «Humor Maligno» |ATÉ AMANHÃ NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM






E lembremos a origem da Companhia Maior:
«(...)
O grupo, criado em 2010 por iniciativa do Centro Cultural de Belém, tem como particularidade o facto de só ter elementos com mais de 60 anos. Todos os anos, um encenador é convidado a trabalhar com eles ao longo de várias vezes, orientando workshops e criando um novo espetáculo. Penim, de 42 anos, gostou do desafio. E a primeira coisa que fez foi ouvir os seus atores e perceber o que eles queriam e não queriam fazer: "E o engraçado é que eles me disseram algo que eu já intuía e que ia ao encontro daquilo que me apetecia fazer. Há uma tendência para usar estes atores, devido à sua idade, como uma espécie de património da memória, da doçura, da passagem do tempo. E eles já estão fartos de contar as suas histórias e de servirem para esse escape de nos querermos ou emocionar ou saber aquilo que não vivemos. Então, decidimos fazer algo completamente diferente."(,,,). Leia mais sobre a Companhia e o Espectáculo no DN.







«Papa aplaude alargamento do Prémio Ratzinger, "Nobel da Teologia", à «beleza» das artes»




Após o discurso do papa foi 
executado o "Pater Noster", de Arvo Pärt.

«O papa regozijou-se hoje, no Vaticano, por o Prémio Ratzinger, tradicionalmente atribuído a teólogos, ter passado a incluir as artes, numa referência à distinção recebida pelo compositor estónio Arvo Pärt.
«Acolhi com alegria a ideia de alargar o horizonte do prémio para nele incluir também as artes, além da Teologia e das ciências a ela naturalmente ligadas», afirmou Francisco após entregar a distinção ao músico e a Theodor Dieter, teólogo alemão luterano, e Karl-Heinz Menke, teólogo e sacerdote católico igualmente germânico.
«É um alargamento que corresponde bem à visão de Bento XVI, que muitas vezes nos falou de modo tocante da beleza como via privilegiada para nos abrir à transcendência e encontrar Deus. Em particular, admirámos a sua sensibilidade musical e o seu exercício pessoal de tal arte como via para a serenidade e para a elevação do espírito», sublinhou».Leia aqui.