sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

IGUALDADE DE GÉNERO EM PORTUGAL | Lembremos os indicadores-chave 2017

ONU | Retrospectiva 2017 | E ESPERANÇA PARA UM MUNDO TURBULENTO




Legendado em português


«2017: um novo secretário-geral chega às Nações Unidas. Em todo o mundo, a lista de desafios continua crescendo. Crises em Mianmar, Iêmen, Sudão do Sul, Síria, Somália, Nigéria, Líbia e outros lugares. Migrantes e refugiados continuam pagando um alto preço em meio aos conflitos e o extremismo em curso – inclusive com suas próprias vidas.O fim da exploração sexual e o compromisso com a igualdade de gênero continuam no topo da agenda global, com 130 milhões de meninas ainda fora da escola. O bem-sucedido processo de paz na Colômbia e a justiça funcionando no tribunal da ONU para a ex-Iugoslávia trazem esperança para um turbulento mundo. A defesa dos oceanos e os esforços contra as mudanças climáticas também marcaram 2017, em meio à destruição provocada no Caribe por desastres naturais». Tirado da ONU Brasil.


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

SAGE | «planos de intervenção para a igualdade de género nas instituições de ensino superior»


Veja aqui



































A colega Elisa da BNP chamou-nos a atenção para o facto de ISCTE-IUL ir ter um plano para a igualdade de géneroA partir daí chegámos ao SAGE -  a cujo modelo de intervenção se refere a imagem de início: «O projeto SAGE, financiado pela Comissão Europeia, reúne um conjunto de universidades com o objetivo de implementar planos de intervenção para a igualdade de género nas instituições de ensino superior. O ISCTE-IUL faz parte deste consórcio através de Lígia Amâncio, investigadora no CIS-IUL.». Mas saiba mais no site do Projeto: neste endereço.



«Em poucos dias vou perder dois títulos mundiais, um a um. Apenas porque decidi não ir à Arábia Saudita. Por não jogar com as regras de outros, por não usar abaya, por não ter de ir acompanhada à rua, e finalmente por não me sentir uma criatura secundária»




«A ucraniana Anna Muzychuk, de 27 anos, é dupla campeã mundial de xadrez. A sua irmã, Mariya Muzychuk, dois anos mais nova, seguiu-lhe os passos. E não apenas no desporto, mas também nas convicções. Entre 26 e 30 de dezembro realiza-se o campeonato mundial de xadrez na Arábia Saudita e as irmãs não vão estar presentes: recusam-se a usar uma veste feminina saudita, a abaya [túnica larga].
Num post no Facebook, partilhado a 23 de dezembro, a campeã explicou o motivo da decisão. “Em poucos dias vou perder dois títulos mundiais, um a um. Apenas porque decidi não ir à Arábia Saudita. Por não jogar com as regras de outros, por não usar abaya, por não ter de ir acompanhada à rua, e finalmente por não me sentir uma criatura secundária”»  (...). Leia na integra.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

«Arte é um meio formidável»




Leia aqui

NA REVISTA BROTÉRIA | Desigualdade. Exclusão.Pobreza. Governação Integrada. Alimentação. Desenvolvimento.Opção Preferencial.Mudanças Climáticas.Migrações

«Desigualdade, exclusão, opção preferencial: Dia Mundial dos Pobres em foco na “Brotéria”


 Desigualdade, exclusão, pobreza, governação integrada, alimentação, desenvolvimento, opção preferencial, mudanças climáticas e migrações são alguns dos temas relacionados com o Dia Mundial dos Pobres tratados pela edição mais recente da revista “Brotéria”». Leia mais. Um excerto:
«Não amemos com palavras, mas com obras
Manuela Silva 
Os pobres têm rostos, são pessoas concretas: mulheres e homens; crianças, jovens, adultos ou anciãos; pessoas que, por alguma razão, assim são consideradas por si próprias ou designadas como tal pelo olhar de outros ou pelos critérios adotados nas estatísticas. Para o olhar do outro, ser pobre é alguém com um ou mais destes atributos: baixo rendimento, desempregado ou com trabalho precário e baixo salário, reduzido nível de literacia, ser doente crónico ou portador de deficiência física ou mental, residir em habitats degradados, não ter família ou viver em situação de marginalidade, pertencer a uma dada etnia, ser oriundo de famílias com cultura de pobreza geracional, viver de esmolas ou de magros subsídios». 



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

BOAS FESTAS !




No Em Cada rosto Igualdade, pegamos no  sugestivo Postal de Boas Festas  que recebemos do MNTD para, uma vez mais,  desejarmos BOM NATAL e  também um BOM ANO DE 2018.





OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (92) | Neste Natal Lembremos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) | NA ESCOLA E FORA DELA | Participa na maior aula do mundo ! | E BOAS FESTAS!


Sugere aos teus professores e não só: 
«Jazz up your classroom by printing out the templates for your students and follow the instructions provided! Ask students to add their goal for the Goals in 2018,  take a photo of your finished result and share with us on our social media channels»


E saibamos mais sobre a World Largest Lesson e sobre o Project Everyone. Desde já:  
«Project Everyone seeks to put the power of great communications behind The Sustainable Development Goals (also known as the Global Goals), accelerating the creation of a fairer world by 2030, where extreme poverty has been eradicated, climate change is properly addressed and injustice and inequality are unacceptable. Our mission is to ensure that everyone on the planet knows what the Global Goals are, so that they stand the greatest chance of being achieved».

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

«Cinema português no feminino em destaque na Coreia do Sul»







Conforme se pode ler no Observador (os destaques são nossos):
«O cinema de cinco realizadoras portuguesas estará, até ao final do ano, em exibição na Cinemateca de Seul, num programa destinado a mostrar "a profundidade e a variedade do cinema português"
O cinema de cinco realizadoras portuguesas estará, até ao final do ano, em exibição na Cinemateca de Seul, num programa destinado a mostrar “a profundidade e a variedade do cinema português”, revelou o Instituto do Cinema e Audiovisual.A iniciativa sul-coreana, apresentada como Festival de Cinema Português 2017, incluirá os filmes “Em segunda mão”, de Catarina Ruivo, “Ivone Kane”, de Margarida Cardoso, "O medo à espreita”, de Marta Pessoa, e “Correspondências”, de Rita Azevedo Gomes. Será dado maior destaque à realizadora Teresa Villaverde, de quem será mostrado o mais recente filme, “Colo”, ainda inédito em sala comercial em Portugal. A ele juntam-se os filmes “A idade maior”, “Três irmãos”, “Os mutantes”, “Água e sal” e “Transe”. O programa, que decorrerá na Cinemateca de Seul até ao dia 31, é organizado pela Associação Coreana de Cinematecas, com a Embaixada Portuguesa em Seul, o Instituto do Cinema e Audiovisual, a Cinemateca Portuguesa e o Instituto Camões».



Ainda: entrevista da realizadora ao Estadão - «Em 'Colo', cineasta portuguesa encara a crise econômica e mostra como ela corrói o afeto».


CINE-TEATRO | «Noite Viva» | TEATRO ABERTO | LISBOA





ESPECTÁCULOS
QUARTA A SÁBADO 21H30 | DOMINGO 16H00
NOS DIAS 24 e 31 DE DEZEMBRO NÃO HAVERÁ ESPECTÁCULO


Sem grandes perspectivas de futuro, Tomás vai sobrevivendo com esquemas e trabalhos ocasionais. Numa noite, Ana cruza-se no seu caminho. Traz consigo a violência e desperta sentimentos e sonhos que Tomás julgava perdidos. Quem é esta jovem mulher e qual é a sua história? Entre a solidão e o vazio, vislumbram-se a possibilidade do amor e a esperança de uma vida diferente.

Noite viva, apresenta-se como um projecto inovador de cine-teatro. Combinando as linguagens do teatro e do cinema, este espectáculo sai do espaço do teatro para seguir com a câmara as personagens e mostrar no grande ecrã outras histórias que se juntam àquela que se está a contar ao vivo no palco.  Tudo se desenrola de noite. É uma noite viva onde irrompem acções e emoções inesperadas e perturbadoras. E noite após noite procura-se a estrela que vai guiar o caminho. Saiba Mais.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

«Dezoito atletas a nu em calendário social para ajudar jovens desportistas»




«A autora do projeto é a Dominika Cuda, diretora criativa e fotografa desportiva, que para além de combinar duas das suas paixões — fotografia e desporto —, quis ajudar os outros. Nas fotografias, segundo a própria, podemos encontrar as "histórias acerca da jornada dos heróis que viajaram no momento em que as fotos foram criadas. Estas mostram cicatrizes, traços, marcas de fraturas e partes não queimadas de fragmentos de corpo que resultam de muitas horas de treino".
Vários atletas do mundo inteiro despiram-se para a lente desta antiga atleta de biatlo, perto de Varsóvia, na Polónia. Os seus esculpidos corpos fazem parte de uma missão de caridade que se traduz numa agenda 2018 com mais de 300 páginas. Esta é a terceira edição do calendário.
Um grupo de 18 atletas que vão desde profissionais de basquetebol a boxers, de olímpicos a atletas de crossfit. A remadora Anna Wierzbowska, o tenista Dominik Kruzel, o guru do fitness britânico Jamie Alderton, o pugilista polaco Maciej Sulecki ou ex-olímpica Karina Lipiarska-Palka (arco) são alguns dos desportivas que se associaram à causa». Continue a ler.

CALENDÁRIO SOLIDÁRIO: UM PULSAR DE CAMPEÕES | «uma excelente forma de ajudar outros estudantes universitários»




«A solidariedade não tem barreiras, e é feita de pessoas, intenções. É acima de tudo uma força inquebrável: UM Pulsar. Este pulsar, esta força, está bem patente na edição de 2018 do Calendário Solidário da AAUMinho, que este ano conta com uma campeã do mundo espanhola, dois campeões da europa e diversos campeões nacionais que já representaram as seleções de Portugal em diversas ocasiões! Na sua quarta edição (e com a quinta já garantida), o Calendário Solidário da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) traz este ano pela primeira vez uma atleta campeã do mundo do outro lado da fronteira, de Espanha! Rocío Sánchez Estepa, campeã mundial universitária de Karaté em 2016 (Braga) e medalha de bronze no mundial sénior de 2014, não hesitou um segundo quando lhe foi endereçado o convite, visto ser “uma excelente forma de ajudar outros estudantes universitários”». Continue a ler.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

MARIA JOÃO FIALHO GOUVEIA | «Maria da Fonte/A Rainha do Povo»




«Até quando pode uma mulher aguentar a injustiça sem erguer a voz?
 Após as Guerras Liberais que assolaram Portugal durante o século XIX, as decisões do governo de Costa Cabral não são bem recebidas. Os impostos aumentam, as liberdades do povo são atacadas e a Igreja é o próximo alvo. Atenta aos gritos de revolta do seu povo, que também são os seus, e às ideias miguelistas dos seus senhores, está a jovem Maria Angelina.
Despedida por se ter deixado apaixonar, Maria regressa à sua aldeia da freguesia de Fontarcada, na Póvoa de Lanhoso, jurando viver por si, sem ninguém a cortar-lhe as asas. Os ideais, no entanto, não desaparecem, e, quando o governo proíbe o povo de enterrar os mortos nas igrejas, Maria decide tomar medidas.
Lideradas por ela e munidas das armas possíveis, como as ferramentas de trabalhar a terra, as mulheres do Minho fazem justiça pelas próprias mãos. Maria de Fontarcada torna-se Maria da Fonte e ganha os contornos de uma líder popular. Conforme a revolta vai grassando pelo país, forçando o governo a ser demitido e o exército a entrar em cena, Maria da Fonte transforma-se num mito, surpreendendo até aqueles que com ela privavam». Saiba mais.




PRÉMIO REGIONAL MARIA VELEDA | Este ano atribuído a José Mendes Bota




Leia aqui


«(...) Na reunião de avaliação do conjunto das candidaturas recebidas o Júri deliberou distinguir com o Prémio Regional "Maria Veleda" 2017, José Mendes Bota, por reconhecer no seu percurso de vida, "o excecional trabalho, nacional e internacional, desenvolvido no âmbito da cidadania, da ética, da igualdade de género, na dignificação das mulheres, na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, na defesa dos direitos humanos e na prevenção e criminalização da violência contra as mulheres".  (...)».



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

EXPOSIÇÃO NA CASA DA ACHADA | «um grande comicio sem palavras»






CARLOS FARINHA RODRIGUES | «Indicadores de desigualdade e de pobreza em Portugal: um pequeno passo na direcção certa»


Leia aqui

O artigo termina assim: 
«(...)Por último, a taxa de pobreza da população empregada permanece praticamente inalterada nos últimos anos (10,8% em 2016). A existência de uma taxa tão elevada de working poor tem de constituir um forte factor de preocupação social. Deve igualmente questionar-nos sobre as fragilidades do nosso mercado de trabalho e sobre as políticas laborais e salariais vigentes.
Estes resultados globalmente positivos sobre a evolução recente dos indicadores de pobreza, de exclusão social e de desigualdade económica não nos podem fazer esquecer que Portugal continua a ser um país com elevados níveis de pobreza, de precariedade social e de assimetrias sociais. Neste contexto, continua a ser necessário um papel mais actuante das políticas públicas no combate às situações de maior vulnerabilidade social.
Mas a redução sustentada da pobreza e da exclusão social não pode ser alcançada exclusivamente através de medidas dirigidas à população pobre. Pressupõe alterações profundas nas prioridades que presidem à noção de desenvolvimento do país, a implementação de políticas que promovam o emprego e o crescimento económico, conjuntamente com um sistema de protecção social mais eficiente no apoio aos indivíduos e famílias que dele efectivamente carecem. Pressupõe, ainda, uma política efectiva de combate às desigualdades sociais».


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

NO DIA INTERNACIONAL DOS MIGRANTES | «X Jornadas do Observatório das Migrações» | 18 DEZ 2017 | GULBENKIAN | LISBOA



18-12-2017 - X Jornadas do Observatório das Migrações: Inscrições abertas

18 Dez 2017
O Observatório das Migrações promove no próximo dia 18 de dezembro de 2017, Dia Internacional dos Migrantes, em Lisboa no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, a décima edição das Jornadas do Observatório das Migrações (ver programa aqui). Nesta edição, entre outras novidades, será lançado o mais recente Relatório Estatístico Anual 2017 Indicadores de Integração de Imigrantes (de Catarina Reis Oliveira e Natália Gomes) da Coleção Imigração em Números do OM (brevemente disponível neste endereço), estando, também, previsto o lançamento de três novos estudos OM: o Estudo 58, Estudo 59 e Estudo 60, da Coleção de Estudos OM.
Estas Jornadas OM serão inauguradas pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Professora Doutora Rosa Monteiro, desenvolvendo-se depois em três sessões plenárias: a primeira sobre indicadores de governação das migrações e indicadores de integração de imigrantes, com a intervenção de Jill Helke da Organização Internacional das Migrações (OIM) de Genebra e Catarina Reis Oliveira e Natália Gomes do OM; a segunda sessão sobre os impactos da crise na inserção laboral dos imigrantes nos últimos anos com intervenções, entre outros, de Alina Esteves (IGOT), Ana Cláudia Valente (CESOP), Cátia Batista (NSBE, Economia e NOVAFRICA), Carlos Trindade (CGTP), José Cordeiro (UGT) e António Correia de Campos, Presidente do Conselho Económico e Social; e, finalmente, a terceira sessão sobre artistas imigrantes em Portugal com intervenções de Lígia Ferro e Otávio Raposo (ISCTE), José Lino Neves (Coordenador do Gabinete de Apoio Técnico às Associações de Imigrantes - ACM) e Rui Telmo Gomes (CIES-IUL).
As inscrições para as Décimas Jornadas OM decorrem até ao dia 14 de dezembro de 2017. Inscreva-se através do email seminarios@acm.gov.pt ou aqui (inscrição gratuita). SAIBA MAIS.



ESPECTÁCULO | «Nathan, o Sábio» | NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | ALMADA




A propósito do Espectáculo o artigo seguinte de Rodrigo Francisco,  Encenador de «NATHAN, O SÁBIO» e Diretor da Companhia Teatro de Almada:

AINDA:

Leia aqui

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DEBATE | «Mulheres e Europa» | HOJE | 13 DEZ 2017 | 17:00H | FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS | LISBOA


«O DIREITO DE APRENDER»







Entre 20-24 de novembro de 2017 decorreu a semana «Aprender ao Longo da Vida». Do que se passou o Jornal de Letras de 6 a 19 de dezembro publicou trabalho e de que se pode saber no site da Associação «O Direito de Aprender». Em particular: Literacia Digital e Emprego  e Construindo a autonomia na idade adulta… 
Deste último: «(...)  Superando antinomias, a jornada de construção da autonomia, que torna viável a vida em comum, passa, antes, por ser tributária dos seguintes princípios: é um processo ontogenético que se estende por toda a vida; que se requer apoiado e refletido em permanência; que é multidimensional e multidirecional; que está inserido em diferentes contextos (biográfico, histórico, sociocultural, etário, de género, etc.); que requer uma abordagem interdisciplinar para uma compreensão adequada e uma ação valiosa.
O desenvolvimento da autonomia não chega nunca a ser terminado, dado implicar o desenvolvimento de capacidades, perspetivas e insights de complexidade, profundidade e consciência crescentes. Do ponto de vista neurobiológico, o lobo pré-frontal - estrutura cerebral responsável pelo controlo de numerosas funções, entre as quais o controlo executivo e a autorregulação da pessoa - é o de mais tardio desenvolvimento, maturando apenas entre os 25-30 anos. E as investigações mais recentes apontam no sentido de poder continuar a desenvolver-se ao longo de toda a adultez, sendo um dos ‘nichos’ cerebrais onde mais ocorrem os processos de sinaptogénese e neurogénese, particularmente com práticas meditativas e de mindfulness. Atendendo à dimensão cognitiva, é de sublinhar a trajetória que podemos percorrer, perante ambientes e oportunidades adequadas, e que implica uma reorganização qualitativa das estruturas de pensamento e de atribuição de significado: um movimento de etapas pré-reflexivas, típicas das idades mais precoces, que nos imergem no mundo das dualidades (e.g., certo ou errado, forte ou fraco), passando pelas estruturas quase-reflexivas (a descoberta da incerteza, da subjetividade, e a crença de que todas as opiniões são importantes), até às estruturas reflexivas (ligadas à emergência da reflexividade crítica), em que se toma consciência clara de que nem tudo é igualmente valioso, que é necessário um pensamento interssistémico, assim como aliar à razão o insight e o coração. A ação genuinamente proveniente destas últimas estruturas requer empatia, confiança, solidariedade, segurança, honestidade e integridade, remetendo para a importância da dimensão afetiva e relacional. (...)». Continue a ler.
E do primeiro. «(...)Em Portugal, em 2017, 52 % da população não tem as competências digitais básicas necessárias para aceder eficazmente à Internet, e 30 % não tem quaisquer competências digitais, isto em comparação com uma média da UE de 44 % e 19 %, respetivamente. Pior, 22 % dos adultos da mão de obra ativa não tem competências digitais, o dobro da média da EU.
Estes dados refletem-se no IDES, onde temos as áreas da conetividade, da integração das tecnologias digitais na sociedade e (sobretudo aqui) na componente dos serviços públicos digitais, uma posição do país superior à média europeia, estando, em alguns casos, como o dos serviços públicos digitais, no top europeu. Contudo, quando analisamos a utilização da internet, e, sobretudo, o capital humano, os indicadores descem substancialmente, colocando Portugal no final da tabela.
Em suma, temos uma administração pública digital muito desenvolvida, uma cobertura de rede quase total e uma integração do digital acentuada. Contudo, os nossos cidadãos têm um nível de literacia, digital incluída, muito abaixo do desejável, e em tudo desajustada ao necessário. Um desacerto, portanto.
Recorda-se a origem do problema: as baixas qualificações da população portuguesa. Das cerca de 400.000 pessoas em situação de desemprego, inscritas nos serviços públicos de emprego em final de setembro, cerca de 291.000 têm habilitação escolar até ao 9º ano de escolaridade e baixíssimas qualificações profissionais. (...)». Leia na integra.

ATORES SENIORES |«bolsas no valor de 90 mil euros para ajudar a financiar os salários dos atores portugueses com mais de 65 anos e poucos rendimentos em 2018, procurando promover a contratação destes profissionais para as áreas do cinema e televisão» | PELA GDA E GEDIPE

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (91) | “Histórias da Ajudaris – Da minha janela, vejo…» | É UM CONCURSO DE LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA PORTUGUESA





«A Ajudaris em parceria com o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, (Camões, I.P.) promovem a 1ª edição do concurso de leitura e escrita em Língua Portuguesa “Histórias da Ajudaris – Da minha janela, vejo….”, em Portugal, território nacional, continente e ilhas e na rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) do Camões, I.P. O concurso pretende estimular a escrita de textos coletivos originais de pequenos grandes autores e dar visibilidade à produção escrita, através da publicação em livro de textos selecionados. Os textos a concurso podem ser elaborados em diferentes contextos de promoção da leitura e da escrita, na sala de aula, em atividades da biblioteca escolar, em workshop ou em atividades extracurriculares». Saiba mais.
E veja o site da Ajudaris.


«SHIFT»


Shift is the leading center of expertise on the UN Guiding Principles on Business and Human Rights.

Our team facilitates dialogue, builds capacity and develops new approaches with companies, government, civil society organizations and international institutions to enable them to implement the Guiding Principles. We are a non-profit, mission-driven organization.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

NATHANIEL HAWTHORNE | «A Letra Encarnada»



«SINOPSE
Depois de ter sido sentenciada como culpada por adultério, Hester Prynne é obrigada a usar a letra vermelha bordada "A" como castigo pelo seu crime. A tradução é de Fernando Pessoa». +.
_____________________________
Ainda sobre o livro, daqui:
«Embora eu prefira os seus inumeráveis rascunhos, apontamentos, esboços e pequenos textos de toda a ordem, A Letra Encarnada é um livro admirável daquele que foi, a par de Melville, o grande escritor americano do século dezanove. Aliás amigos íntimos (alguns insinuam que mais do que isso) professavam admiração recíproca. Hawthorne era um homem estranho. De beleza física invulgar foi um puritano toda a vida, sujeito a crises de desânimo e insegurança constantes. Valia-lhe o apoio da mulher, muito mais forte psicologicamente do que ele e que se manteve a seu lado numa dedicação inalterável. Este romance dramático e intenso é uma obra- -prima, como praticamente tudo o que o autor deixou. Curioso o facto de uma novela tão americana na sua trama essencial tocar o leitor de cultura muito diferente pelo jogo de emoções e temas. Apesar de, no fundo da alma, Hawthorne ser um moralista severo, é capaz de flagelar com arrebatamento a severidade essa parte de si mesmo, na autocrítica arrepiante a que procedeu toda a sua vida».
António Lobo Antunes


KATRIN JAKOBSDÓTTIR | Aos 41 anos acaba de se tornar chefe do Governo da Islândia



Leia aqui

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

«#MeToo. Elas quebraram o silêncio, e por isso são a personalidade do ano para a TIME»


«A revista norte-americana TIME elegeu como Pessoa do Ano 2017 o movimento que desvendou dezenas de casos de assédio sexual e violação». Leia mais.
 A propósito veja «Todas as 91 figuras do ano da Time», e ... constate quantas foram de mulheres ou sobre mulheres.


MARIA ANTÓNIA PALLA | «Só Acontece aos Outros /Histórias de Violência»


«SINOPSE
Este livro reúne um notável conjunto de reportagens com tratamento literário, casos reais publicados no jornal O Século nos anos 70, antes e depois do 25 de Abril. A impressionante actualidade dos temas e casos abordados faz-nos reflectir sobre a lentidão das mudanças sociais, para lá do voluntarismo da acção política.

Uma menina desaparece da sua aldeia e aparece morta. Lobos, dizem. 
Uma anciã é violada por um jovem, depois de ter alertado a polícia de que o rapaz andava a rondá-la, sem que ninguém a acreditasse. 
Um actor e um futebolista, amantes sucessivos da mesma jovem, actriz do teatro de revista, tornam-se amigos e organizam-se para a espancar e torturar selvaticamente. 
Um rapaz português aparece morto numa cadeia de Espanha. 
Uma menina de três anos é morta a pontapé pelo companheiro da mãe. 
Uma mulher mata o filho recém-nascido. 
Um pensionato onde se amontoam e maltratam crianças e jovens. 
O suicídio de um rapaz de dezoito anos, escravizado pela família. 
Um juiz do Tribunal de Família que reconhece a um homem o direito de gastar em vinho o dinheiro que devia entregar aos filhos. 
Uma mulher que, cansada de maus-tratos, envenena o marido. 
A união e a luta das juvenilíssimas operárias de uma fábrica têxtil por melhores condições de vida, em plena revolução de Abril. 
O julgamento de uma jovem, por crime de aborto, em 1979. 
A condenação súbita de uma mulher à solidão de um lar de idosos, quando deixa de fazer falta à família que criou. 
A vitória sobre a violação e a fome de uma cabo-verdiana emigrada em Portugal. 
Maria Antónia Palla mergulhou em cada um dos universos destas histórias, ouviu intervenientes e testemunhas, e oferece-nos o retrato profundo de uma sociedade ancorada em medos, fragilidades e violências que persistem para lá das mudanças legais e das modernizações aparentes. Oferece-nos também, acima de tudo, a força, os sonhos, a dignidade e a voz desses que nunca são verdadeiramente ouvidos». +.
E um excerto do Prefácio de Helena Matos:



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A 3 DE DEZEMBRO FOI O DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA | Assinalamos a data divulgando a «Plural & Singular»




«São mais de 80 páginas sobre a deficiência e a inclusão, nas quais também falamos dos vários projetos do Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media que gere a marca Plural&Singular. Não deixe de espreitar, por exemplo, o texto sobre a experiência de Cláudia Pires, portuguesa em Bruxelas que “testou” o que tanto se almeja em Portugal, já que é assistente pessoal da inglesa Rebecca Farren... O balanço da Normédica Ajutec 2017, entrevista com Nuno Vitorino Surf Adaptado, a antevisão do 5.º Aniversário da Plural&Singular que hoje decorre no Centro Português de Fotografia (CPF) e muito mais | Leia, partilhe, divulgue... | ».


A DECORRER | «Seminário Final do Programa PT07: Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada»

Saiba mais

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

«ASSIM PERCEBEMOS MELHOR»


«O poema "Menina dos Olhos Tristes" de Reinaldo Ferreira, musicado por José Afonso, abriu o discurso do ministro da Defesa na cerimónia do 1.º de Dezembro. Azeredo Lopes recordou os soldados portugueses que garantem a defesa do país.
"Menina dos olhos tristes / porque estás a chorar / o soldadinho não volta / do outro lado do mar. Assim percebemos melhor aqueles que enfrentam o perigo em Bangiui ou em Bocaranga, na República Centro Africana. Estão a garantir a nossa defesa. Ou no Mali, a bordo de um C-130. Ou perto de Bamako, onde perdeu a vida, já em junho deste ano, o sargento-chefe Benido. Ou, antes, na Bósnia, no Líbano ou no Mediterrâneo, ou na Lituânia. Ou, dentro em breve no Afeganistão. Ou, em Bensmayah, no Iraque", lembrou.(...)». Leia na integra,




É a força da Cultura e das artes !

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

«Um dia quero ser fixe como tu»






Também nós queremos dizer presente neste luto coletivo porque o Zé Pedro morreu, e vamos fazê-lo com palavras de outros. Na circunstância, de outras:

Adeus aos meus amores que me vou p'ra outro mundo de Joana Ribeiro Santos; Não Sou a Única a Olhar o Céu de Helena Margarida; A homenagem de Helena Reis, irmã de Zé Pedro.





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

RAQUEL GASPAR SILVA | «Fábrica de Melancolias Suportáveis»





O critico José Mário Silva na Revista do Expresso sobre o livro começa assim: «Poderosa estreia de Raquel Gaspar Silva na ficção, este romance é um notável exercício narrativo sobre os poderes e limites da memória». E termina deste modo: «Sobre o seu talento e a força da sua voz, porém. não restam dúvidas (basta ler a frase em que uma mulher, após uma tentativa de suicídio , vem "à tona como um lenço de seda amarrotado")».

Ainda sobre o livro como se pode ler aqui:
«Sentada no banco da igreja, na nave central, mesmo no epicentro da cova da fábrica, trabalhando na forja da sua história, ouvindo as outras vozes que ascendiam do entulho dos mortos por baixo de si.» A narradora esperou pela morte dos seus para começar a transformá-los em personagens. Mas Carlota, irmã dedicada, mãe de uma prole a que nunca deu à luz, não morreu. Vive na história, numa cúpula de eternidade indestrutível. Esta história é dela e (talvez) para ela. Foram poucas as vezes em que Carlota contou alguma coisa sem omissões — era assim que se libertava dos outros. Contou que eram seis irmãos e que nunca passaram fome. Dos pais, lembrou a coragem, e à memória que deles tinha acrescentava elogios — mas quando o fazia, recuava ou inclinava o corpo para trás. Quando todas as personagens começaram a morrer, o rebuliço incómodo da escrita surgiu. A ferida. E como saber tudo? Onde está a verdade? Não importa. Na fábrica de memórias suportáveis em que todos nos vemos, em que nos encontramos, nestas páginas sobre o que é ser uma família e o que é recordar, somos todos uma história. Um romance cuja ação decorre no Alentejo, marcado por um registo muito português. Uma estreia literária de maturidade incomum, o romance afirma uma nova voz na literatura portuguesa».




OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (90) | «Cachecóis para aquecer o coração»





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