segunda-feira, 29 de agosto de 2016

«WOMEN OF ABSTRACT EXPRESSIONISM»





A imagem é capa do Catálogo da Exposição organizada pelo Denver Art Museum «Women of Abstract Expressionism».  Desde  que se encontrem, mesmo não procurando, iniciativas destas, é irresistível, há que as trazer para o Em Cada Rosto Igualdade. Razão primeira,  evidenciar que organizar atividades na esfera das artes em torno de «mulheres» continua a fazer sentido. Pode saber-se mais, (abençoada internet), não indo a Denver fisicamente: aqui. De lá:
«The groundbreaking exhibition Women of Abstract Expressionism celebrates the often unknown female artists of this mid-twentieth-century art movement. More than 50 major paintings are on view by artists working on the East and West Coasts during the 1940s and '50s: Mary Abbott, Jay DeFeo, Perle Fine, Helen Frankenthaler, Sonia Gechtoff, Judith Godwin, Grace Hartigan, Elaine de Kooning, Lee Krasner, Joan Mitchell, Deborah Remington, and Ethel Schwabacher. This is the first presentation of works by these artists together at one time». 

E no NYT pode ler-se:

«Abstract Expressionism is usually treated as a boys-club affair. But it wasn’t, as an exhibition called “Women of Abstract Expressionism” at the Denver Art Museum proves. Not that entry for women was easy. Of the 12 artists in the show, only a few, like Helen Frankenthaler and, to some degree, Grace Hartigan, got to take an early turn in the mainstream spotlight before being shouldered out by men. Others, like Jay DeFeo, Lee Krasner and Joan Mitchell, had to wait years for attention, which came after they died. Many other artists — Mary Abbott, Sonia Gechtoff and Judith Godwin among them — are waiting still».




quinta-feira, 25 de agosto de 2016

NUNO JUDICE | «A Conspiração Cellamare»





«Embora "A Conspiração Cellamare" remeta para factos históricos, não é um romance histórico. É muito mais do que isso. O narrador-personagem é o próprio Nuno Júdice, que, da actualidade, evoca o seu remoto parente Antonio Giudici, embaixador de Filipe V de Espanha, em Paris, e co-responsável com a duquesa de Maine pela Conspiração Cellamare (1718), que pretendia juntar as coroas de Espanha e de França em Filipe V, derrubando o duque de Orleães, regente da coroa francesa. Investigando os mistérios que envolvem os seus antepassados, Nuno Júdice leva-nos na sua viagem literária e cultural pela Europa dos últimos três séculos. Com ele percorremos, entre outras coisas, os corredores do palácio Cellamare, em Nápoles, cruzando-nos com muitos dos hóspedes ilustres que por lá passaram – Caravaggio, Casanova, Sade e Goethe, entre outros – e com inúmeras pequenas histórias das suas vidas. Tudo intercalado com episódios da vida do autor». +.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TELMA MONTEIRO




«“Estou muito satisfeita. Ia com grandes expectativas de conseguir vencer as adversidades, trazer uma medalha e estou feliz por ter chegado a Portugal e ter conseguido”, começou por dizer a atual número oito do ‘ranking’ mundial na chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
A judoca do Benfica frisou que a coragem foi a ‘receita’ para o sucesso, lembrando a lesão sofrida no joelho meses antes da participação no Rio.
“Não há limites. Eu sempre pensei que não há limites depois da lesão e de ter sido operada. Tinha os meus receios e as minhas dúvidas, mas prevaleceu a coragem e isso deve ser um exemplo até ao fim”, reiterou». Continue a ler no Observador.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

EXPOSIÇÃO/INSTALAÇÃO DE ISABEL SABINO | «A menina (não) fica em casa» | MUSEU MILITAR | ATÉ 29 SETEMBRO 2016





«Também fui hoje, com gosto, ver a exp.-instalação Isabel Sabino no Museu Militar - sem tempo (o trânsito, o trânsito...) para dar a volta a esse museu precioso e muito pouco conhecido. 

Enfrentou a grande Pintura de História (aqui pintura histórica) de Adriano Sousa Lopes e outros numa escala compatível com o espaço disponível (duas vitrinas de pequenas pinturas instaladas e uma construção-instalação no centro de uma outra sala, barreira ou trincheira de pano sobre terra) e em especial com a condição memorialista das imagens fotográficas apropriadas pela pintura (pela pintora), numa escala que é feminina pelo intimismo e também pela cor vermelha de sangue que tudo recobre, por vezes coagulado em pastas. 
Em "Mulheres de Armas" colecciona retratos de mulheres que foram em geral feministas, Maria Lamas, Angelina Vidal, Carolina Michaelis, entre as mais conhecidas, identificadas por medalhas de chumbo (?). Noutra vitrina, o título geral "A menina (não) fica em casa" declina-se em imagens fotográficas de cenas colectivas, cenas de trabalho feminino que a ausência dos homens na guerra autorizou e/ou exigiu. Passa-se da representação-nomeação de figuras prestigiadas, honorífica, à atenção às mulheres anónimas. O trabalho, fora do espaço doméstico, era ao mesmo tempo emancipação (relativa) e opressão/exploração, e aí se encontra exposto também enquanto imagens de guerra, como o outro lado menos lembrado da guerra. Na trincheira encenada, adiante, encontram-se retratos também femininos de guerras actuais». Continue a ler e a ver no blogue de Alexandre Pomar.




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CAMILO CASTELO BRANCO | «O que fazem mulheres»









Antes já nos tínhamos referido ao livro «O QUE FAZEM MULHERES» aquando do seu lançamento pela editora Guerra & Paz: aqui.Sobre a obra uma crítica neste endereço. A divulgação neste momento é porque se trata de uma «oferta» na compra do Expresso desta semana como se pode ler na imagem acima.


domingo, 21 de agosto de 2016

«Women Artists»


«The first comprehensive anthology of art historian Linda Nochlin’s work, including her landmark essays on the position and influence of women artists. Women Artists also presents two new essays written specifically for this this book and an interview with Nochlin investigating the position of women artist today». Saiba mais.

«TUDO COMEÇA PELO RESPEITO»

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

OMRAN | «Uma criança de cinco anos é o novo símbolo da guerra na Síria»







Do jornal Público:
«(...)
Omran foi salvo juntamente com três irmãos. Os pais também saíram do edifício vivos, mas a casa ruiu logo a seguir. E a rapariga, a de 11 anos, só se deixou levar para a ambulância quando viu a mãe ser retirada do entulho onde tinha ficado presa. Depois de ser socorrido da casa em ruínas, sentado numa ambulância, coberto de pó e sangue, Omran passa a mão pela cara e tenta limpar-se. (...)». Mais aqui.

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«O drama de um olhar perdido

O olhar vago, tranquilo e distante de Omran Daqneesh, a criança síria de cinco anos que faz a capa da edição de hoje do PÚBLICO, mostra-nos com especial clareza a brutalidade da guerra e a desumanização a que está sujeita a população de Alepo — que, como Guernica, Coventry, Leninegrado ou Dresden faz parte dessa indizível lista de cidades-mártir dos bombardeamentos indiscriminados. Omran está ferido, acabou de ser retirado dos escombros da sua casa, mas nem por isso o seu olhar revela pavor, sofrimento, ou raiva. Mostra apenas a resignação de uma criança cujo quotidiano se reparte pela rotina do pêndulo que oscila entre a vida e a morte. É por isso uma imagem que, como a de Aylan, nos interpela e nos compromete. Uma Europa mais generosa e humanista devia há muito ter vindo para a rua protestar contra a tragédia da Síria. Uma cidadania mais solidária e militante há muito que teria forçado o mundo a acabar com essa guerra».

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

«Mulher d'Armas»










«Este foi o primeiríssimo tema que Os Quatro e Meia apresentaram em público. Já lá vão quase três anos e esta música continua a seguir connosco para onde quer que vamos. Composta por duas figuras incontornáveis da Música Portuguesa, Carlos Tê e Rui Veloso, tem aquele balanço que não deixa ninguém indiferente e que, para quem não conhece, leva a perguntar "De quem é esta música?". Pois, é verdade, este tema é do Pai do Rock Português!». Daqui.


Mulher D'armas


O meu amor 
Quando se foi 
Pela barra desse rio 
Disse que vinha 
Mas não veio mais 
Trocou-me por um navio


Ao meu amor 
Não lhe perdôo 
Com ele não me ter levado 
Sou mulher de armas 
Queria ver mundo 
Conquistá-lo ao seu lado
Aqui estou eu viúva e orfã 
Meu destino é carpir 
O dele é nobre 
Navega e descobre 
E eu nada tenho a descobrir
O meu amor 
Onde está ele 
Trocou-me por uma quimera 
É um mundo de homens 
A fazer a guerra 
E de mulheres sempre à espera
Ao meu amor 
Mando lembranças 
Quando sózinha me deito 
Queria amar outro 
Mas partiram todos 
Não ficou nenhum de jeito
Aqui estou eu viúva e orfã 
Meu destino é carpir 
O dele é nobre 
Navega e descobre 
E eu nada tenho a descobrir
Meu coração 
Como estás tu 
Trocado por um convés 
Vê minhas armas 
Já se calaram 
E tu perdeste outra vêz
Quando me lembro 
Como tu eras 
Mais largo do que esse mar 
O amor que tinha 
Dei-o à toa 
A quem o queria agarrar
Aqui estou eu viúva e orfã 
Meu destino é carpir 
O dele é nobre 
Navega e descobre 
E eu nada tenho a descobrir

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

NO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA | JACOB JORDAENS | «Vertumno e Pomona» | ATÉ 9 OUTUBRO 2016







«Em 1636, o Cardeal Infante Dom Fernando, irmão de Filipe IV de Espanha, encomendou a Rubens um conjunto de cerca de 60 pinturas de temas mitológicos. Destinava-se ao pavilhão de caça de Torre de La Parada, nos arredores de Madrid. Rubens acabou por fazer apenas os esbocetos das pinturas, deixando a execução de grande parte delas “aos maiores pintores de Antuérpia”. Jacob Jordaens era um deles e realizou diversas destas pinturas, entre as quaisVertumno e Pomona. Comparada com o esboço de Rubens, a tela de Jordaens é menos movimentada, parecendo fixar sobretudo o momento em que os deuses romanos se enlaçam com ternura. A pintura pertenceu à coleção dos Condes de Santar e foi comprada pela Sacor e oferecida ao Museu do Caramulo». Saiba mais.



MUSEU NACIONAL DE ARTA ANTIGA

22 Jun 2016 a 09 Out 2016

Sala 60 - Galeria de Pintura Europeia




domingo, 14 de agosto de 2016

sábado, 13 de agosto de 2016

ROBERT LOUIS STEVENSON | «Apologia do ócio»


«Estes dois ensaios-pepitas, tão brilhantes como concisos, irradiam o palpitante calor da vida e a luminosa mensagem de que o futuro pertence aos ociosos e aos bons conversadores. Revelando o ócio e os seus ditosos derivados não como inércia inútil, mas sim tónicos diários ao alcance de todos, "Apologia do Ócio" (1877) e "A Conversa e os Conversadores" (1882) são páginas para folhear com deleite, em que cintila uma arte de viver com benefícios comprovados e se desmonta um quotidiano acinzentado pelas obrigações laborais. Essenciais para converter trabalhadores inveterados, fãs de horas extraordinárias e gurus dos lucros anuais em gente com alegria crónica, estes textos demonstram que o ócio e a conversa merecem figurar como felizes vícios, a cultivar, na vida do homem».




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

NO BRASIL DOS JOGOS OLÍMPICOS | «Vestidos de noiva»



Nestes dias em que  o Brasil  está sob foco especial por tantas e variadas razões, olhemos para coisas «pequenas», por exemplo, para a exposição «Vestidos de noiva»



«Localizada no bairro da Luz, a rua São Caetano é conhecida também como Rua das Noivas. Dulce fotografou a região entre 1978 e 1979, época em que a via recebia um fluxo intenso de mulheres de diferentes classes sociais, da cidade e do interior paulista.
 Nas primeiras incursões, a fotógrafa muitas vezes foi expulsa das lojas, suspeita de estar copiando modelos ou acusada de distrair as lojistas que deveriam atrair as noivas que passavam pela rua. Com a ajuda de uma carta de apresentação escrita por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo, a artista conseguiu continuar a pesquisa e ganhar acesso aos bastidores das lojas, onde ficavam provadores e ateliês de costura. Além da câmera, Dulce levava um gravador, registrando conversas com costureiras e lojistas enquanto fotografava a confecção e as provas de vestidos.
O ensaio Vestidos de noiva foi exposto no Masp em 1981 e transformado em livro no mesmo ano. Nesta exposição, como na publicação, as fotografias aparecem ao lado de trechos dos depoimentos colhidos por Dulce e das redações que concorreram ao concurso “O que o casamento representa para mim”, organizado pelo Clube de Lojistas.
 Os retratos das noivas e das manequins, das costureiras e dos provadores desvelam um sistema de comércio baseado no fetiche. O alto investimento financeiro pretende garantir não apenas o vestido trabalhoso, mas também a realização de uma fantasia que deveria durar pela eternidade». Saiba mais.





SÉRGIO AZEVEDO | «Na Caixa,mulher não entra !»



Leia na integra aqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

OBAMA FEMINISTA



 Recorte daqui

O Presidente norte americano considera ser a obrigação de todos os homens lutarem contra o sexismo, num artigo em que acaba a falar sobre a “histórica” candidatura de Hillary Clinton à presidência.

Barack Obama destaca o papel que as mulheres tiveram e têm na sua vida num artigo publicado na revista “Glamour” onde afirma ser um “feminista”, destaca os direitos conquistados pelas mulheres num passado recente e frisa que ainda tendemos todos a ficar demasiadas vezes “fechados na caixa dos estereótipos quanto a como homens e mulheres devem comportar-se”.
“Eu fui criado por uma mãe solteira, que passou grande parte da sua carreira a dar poder às mulheres em países em desenvolvimento. Eu observei a minha avó, que me ajudou a criar, a trabalhar para subir num banco apenas para atingir um teto de vidro. Eu tenho visto como a Michelle equilibra as exigências de uma carreira preenchida com o tratar de uma família”, refere Obama a propósito das mulheres da sua família. Continue a ler.




(Montagem) - leia aqui.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

GAROTA DE IPANEMA




Leia e veja aqui


«Em um dos destaques da cerimônia de abertura das Olimpiíadas, o pública canta junto a execução de "Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e ovaciona a supermodelo brasileira Gisele Bündchen quando ela desfila no Maracanã ao som do hino da bossa nova». Bom pretexto para este video:






sexta-feira, 5 de agosto de 2016

TIAGO REBELO |«Eu e as mulheres da minha vida»





Um romance sobre a verdade das relações entre homens e mulheres e as improbabilidades do amor.

Aos trinta e cinco anos, Zé soma uma década de casamento com a namorada da juventude, um filho e um emprego seguro. Tinha tudo o que sempre desejara, mas seria suficiente? Tornou-se num homem sem ambição, um bancário desinteressado que trabalha simplesmente para pagar as contas e cujo tempo livre passa por adormecer no sofá a fazer zapping. Um homem a entrar na inevitável crise dos 40, cinco anos antes de os completar. 

Porém, um dia, tudo muda. Uma promoção inesperada no banco e o súbito interesse de Cátia por ele, uma mulher sensual e irresistível, vêm virar do avesso os dias pacatos e entediantes em que a sua vida se acomodara. Depois disto nada será como antes. Zé descobre um mundo novo, repleto de desejo e… traição. Nasce um homem novo, poderoso, sedutor, um vencedor nato. Mas conseguirá Zé lidar com esta fase vertiginosa e recuperar o equilíbrio sem consequências dramáticas para o seu casamento? Ou ver-se-á a braços com uma realidade que não consegue controlar? -mulheres-da-minha-vida. + .

CAMPANHA | «O Direito a Viver Sem Mutilação Genital Feminina».

Expresso | Caderno Principal | 30 JUL 2016

LEIA NA INTEGRA
 NA PLATAFORMA SAPO.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SER RAPARIGA EM PLENO SÉCULO XXI



Veja aqui, no Observador

«Lunch for a Landscape»



Kirsten Justesen, Lunch for a Landscape, 
1975 (printed 2009); Gift of Montana A/S



«Lunch for a Landscape encapsulates Kirsten Justesen’s interest in Body art with a feminist focus. After graduating from art school in 1975, she was a young mother whose studio was “between the kitchen and the nursery.” She began using her own body to make art, creating drawings, photographs, and plaster casts of it.
This photograph is part of a series of critical but humorous images Justesen created called Husmor Billeder, or Housewife Pictures. She posed for this image, noting, “A housewife is on her way in the vehicle of her life.” The Housewife Pictures were printed as posters and appeared in women’s magazines and art literature.
Justesen described the context for this work: “I made this when I was raising two small boys, breastfeeding the baby, and also living as a spouse in a foreign country [Canada]. I describe my life then as a daily ‘housewife ballet.’ I was planning for my first large solo exhibition in Copenhagen in spring 1975.” Lunch for a Landscapebecame the publicity poster for the exhibition». Saiba mais.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

WILLIAM FAULKNER | «Luz em Agosto»



«"Luz em Agosto" é um romance sobre a perseverança do ser humano face à sua mortalidade, onde se encontram algumas das personagens mais memoráveis de William Faulkner: a cândida e intrépida Lena Grove, em busca do pai do filho que carrega no ventre; o reverendo Gail Hightower, atormentado por visões de soldados da cavalaria confederada; e Joe Natal, um vagabundo desesperado e enigmático, consumido pela sua ascendência mestiça. Joe Natal não sabe se é negro ou branco, e Faulkner faz da tragédia desta personagem uma poderosa denúncia do racismo. Ao mesmo tempo, a vida de Joe é um estudo do Eu dividido, e tornou-se um símbolo do homem do século XX. Entrelaçando com mestria as histórias destas personagens, "Luz em Agosto" dá vida ao Sul imaginário de Faulkner, uma das maiores invenções da literatura, em toda a sua glória e fascínio. Esta edição reproduz o texto corrigido de Luz em Agosto, conforme estabelecido em 1985 pelo especialista em Faulkner, Noel Polk, tendo como base o texto original, datilografado pelo autor».


COMEÇOU NA SEGUNDA-FEIRA | «Código do Crime»



Tirado do Expresso




«Uma série de sete episódios escrita por Guy Burt, que nos conta a história de um grupo de mulheres que, durante a guerra, trabalhava para o governo britânico a decifrar códigos.
Esta série tem início em 1943, um período de guerra. Susan é especialista em matemática, Millie domina 14 idiomas,  Lucy tem uma memória extraordinária no que se refere a números e datas, e Jean é metódica e tem acesso a documentos importantes. Todas elas são funcionárias selecionadas pelo governo para uma função muito importante num momento de guerra: decifrar os códigos alemães.
Nove anos mais tarde, elas vivem a rotina normal das mulheres da sua época. Certo dia, Susan, agora esposa e mãe, descobre que existe um padrão por detrás dos assassinatos de quatro mulheres. A polícia, que ignora o seu passado, não leva a sua teoria a sério e por isso ela volta a procurar as suas ex-colegas para tentar resolver o caso».  Saiba mais.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

UNICEF | «Annual Report 2015»






«Every child has the right to a fair chance in life. Leaving no child behind is both a moral imperative and a strategic priority for the development of inclusive, sustainable and stable societies everywhere». Pg. 6





«O leite materno é a primeira vacina do bebê, a primeira e melhor proteção que recebe contra as doenças»




«Cerca de 77 milhões de recém-nascidos — ou um a cada dois — não são amamentados em sua primeira hora de vida, sendo privados de nutrientes e anticorpos e do contato corporal com suas mães que são essenciais para protegê-los de doenças e da morte, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“Fazer o bebê esperar muito tempo pelo primeiro contato crucial com sua mãe fora do útero diminui a chance de sobrevivência do recém-nascido, limita a produção de leite e reduz a probabilidade da amamentação exclusiva”, disse France Bégin, assessora sênior de nutrição do UNICEF. “Se todos os bebês fossem alimentados com nada além de leite materno desde o momento do seu nascimento até os seis meses de idade, mais de 800 mil vidas seriam salvas a cada ano”». Continue a ler.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

MARIA GABRIELA LLANSOL | «Na Casa de Julho e Agosto»



«Daqui, da casa de Julho e Agosto, quem parte para conhecer o mundo e o medo não é o homem (o herói do conto popular, da epopeia e do romance), é a mulher, desdobrada em várias figuras de beguina, e com a qual tu próprio te confundirás, Luís. Agora, é a mulher que conduz o movimento do Texto, chame-se ela Ana ou Hadewijch, Infausta ou Temia, Emily ou simplesmente a Mulher. Ela é princípio activo e transformador, singularizada por uma "pulsão da escrita" (que não a esgota) e por uma capacidade de ver que a colocam fora do jardim francês da geometria dos sexos (...).».Do Posfácio de João Barrento.



EM MODO AGOSTO | Comecemos com «A Alegria nas Pinturas de Sofia Areal»


Veja no Umbigo Magazine 
no site da artista
 no Museu do Oriente 
 Exposição até 28 agosto | Entrada gratuita




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Agosto está à porta e
no Em Cada Rosto Igualdade 
o ritmo vai ser de Verão, mas continuamos
em atividade. De vez em quando visite-nos, nós gostamos.





























quinta-feira, 28 de julho de 2016

«AMÉRICA THE beautiful»




AMÉRICA, THE BEAUTIFUL

Relatos de Escritores Portugueses

Carla Baptista (org.)

«UM LONGO PASSEIO PORTUGUÊS POR UMA DAS MAIORES POTÊNCIAS DO MUNDO.


A América era longe e linda. Oferecia uma paisagem imensa e uma energia surpreendente aos viajantes portugueses que a conheceram entre finais do século XIX e a década de 1970.

Pelo olhar de Eça de Queirós, Jorge de Sena, Natália Correia, Joaquim Paço d’Arcos, José Rodrigues Miguéis e outros, percorremos clubes de jazz, a floresta de sequóias, universidades e jornais, drugstores e drive-ins, a fábrica de sonhos de Hollywood e os arranha-céus de Nova Iorque.

Este livro é o encontro de dois imaginários: o europeu e o norte-americano. Fala de pessoas, cidades, natureza e instituições, mas também discute valores éticos e políticos, a liberdade de costumes e de pensamento, os alicerces de uma sociedade materialista. Não faltam, claro, os grandes paradoxos: qual é a fonte da felicidade dos americanos? Como conciliam as noções de individualismo e de comunidade? Como se vive com a discriminação racial e a de... Leia mais.

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«No percurso de Natália Correia sucedem‑se os clichês das peregrinações aos Estados Unidos, que vemos repetidos em vários dos textos desta colectânea: os automóveis, adereços em per‑ pétuo movimento; as auto‑estradas e os arranha‑céus como símbolos da destruição sistemática da natureza; os night‑clubs, lugares de descoberta, mistura e excitação; as cafetarias e as dru‑ gstores, onde comer é uma festa visual e um tormento para o paladar e consumir se torna um gesto banal e democratizado; o néon dos anúncios publicitários que invade a noite com uma luz falsa; as mulheres que, apesar da beleza e da independência, não se libertaram da condição de oprimidas; as universidades onde se preparam as futuras gerações de empreendedores e a palavra circula livremente; o metropolitano, palco despudorado do melting‑pot norte‑americano ou, nas suas palavras, «aquela humanidade semi‑ nua, arquejante e mole como uma besta vencida pela própria força». 
Simone de Beauvoir percorreu em 1947 uma parte dos Estados Unidos, tendo escrito sobre essa viagem de quatro meses num «diário escrupulosamente exacto, reconstituído com a ajuda de algumas notas, de cartas e de recordações ainda frescas».6 Entre a «história do que lhe aconteceu» (a Simone de Beauvoir) e o «livro que sou eu» (de Natália Correia), que Mário Mesquita definiu como “anti‑ ‑reportagem”, por se tratar de um texto deliberadamente marcado pela subjectivação, existem traços comuns. Talvez a poesia «especificamente americana», ao mesmo tempo primitiva e moderna, tocasse mais fundo na alma da escritora francesa. Ela própria diz que na América tudo é festa, o coração bate mais depressa e os dias são curtíssimos. Mas o veredicto é idêntico: na hora da despedida, quando lhe perguntam se gostou, Simone de Beauvoir fica dividida: 
«não se passou um dia em que não me sentisse deslumbrada; nem um dia em que não me sentisse decepcionada». Segundo a escritora francesa, na América ninguém fica «sere‑ namente em casa à espera da morte, os homens julgam‑se pelos seus actos: para ser, é preciso fazer». O foco no resultado bruto e não no movimento do espírito, a pretensão de isolar a parte do todo, visível na especialização técnica e científica, a recusa em olhar o instante como um espelho do eterno, mergulha os ame‑ ricanos na abstracção dos objectos erigidos em ídolos e trans‑ forma a sua história num cemitério. Simone de Beauvoir conclui: «Os desportos, os cinemas, os comics oferecem à vida derivativos. Mas, para terminar, cai‑se no que precisamente se queria evitar: o árido fundo da vida americana é o tédio». Natália Correia formulou um juízo semelhante, talvez eivado de uma arrogância que Simone de Beauvoir procurou evitar»:  Na Apresentação - aqui.


«mais uma barreira ultrapassada, neste caso para as mulheres»


Montagem a partir daqui




Alguns excertos do artigo a que se refere a imagem (os destaques são nossos):

«E ao segundo dia tudo correu de acordo com o guião, que o mesmo é dizer tudo correu sobre rodas, que o mesmo é dizer tudo correu na perfeição. Depois de um primeiro dia atribulado, a convenção democrática encontrou na terça-feira o tom que pretendia para consagrar Hillary Clinton como a primeira mulher candidata a presidente dos Estados Unidos.
Um acontecimento histórico que fica a marcar o Partido Democrático e ficará a marcar o país se ela vencer em Novembro. Depois de ter colocado na Casa Branca o primeiro presidente negro, poderá agora eleger a primeira mulher para o cargo mais poderoso do mundo».

«(...)o trabalho na Casa Branca como primeira-dama a lutar pela aprovação de um sistema de saúde, a batalha pelos direitos das mulheres e das crianças, o empenho como senadora de Nova Iorque no pós 11 de Setembro, a política externa enquanto secretária de Estado, nomeadamente na paz em Gaza, nas questões climáticas e nos direitos das mulheres na China e noutras partes do mundo».

«A apoteose provocada pelo talento oratório de Bill Clinton teve sequência numa pequena apresentação de Meryl Streep, que, num vestido com as cores da bandeira americana, sublinhou o carácter histórico da nomeação de Hillary, na linha de inúmeras mulheres pioneiras em vários domínios cujos nomes citou».

«Mas o momento mais emotivo da noite foi talvez a vinda ao palco de um grupo de mães que perderam os filhos vitimados por violência policial ou por gangs ligados ao tráfico de droga. Todas negras, estas mulheres contaram da sua dor imensa com grande dignidade, sem exprimir qualquer ódio ou culpabilizar alguém em particular. Uma delas disse mesmo que “a esmagadora maioria dos agentes policiais são boas pessoas e desempenham bem o seu ofício”, mas não é obviamente um acaso todos os casos serem de jovens negros que perderam a vida.
No pavilhão explodiu a palavra-de-ordem “Black lives matter” (as vidas dos negros contam) que tem dado voz aos protestos contra a violência policial, enquanto as mães no palco reclamavam mais justiça e elogiavam Hillary Clinton por ter sido a única responsável política que as tinha escutado e se tinha preocupado com a situação delas. A única que tem um plano para pôr a polícia a interagir com as comunidades que serve, para reformar o sistema judicial e para controlar o porte de armas. Na plateia havia lágrimas nos olhos de alguns delegados».





Tirada daqui

 JULY 26, 2016 | 08:29PM PT


quarta-feira, 27 de julho de 2016

«A VEZ E A VOZ DA MULHER»


Sinopse

«O que dizem as Vozes de Mulheres, de ontem e de hoje, falando da experiência da migração e da sociedade portuguesa, das suas vidas e relações, dos direitos dos animais e das manifestações da natureza dos Açores? Qual é a presença da mulher na correspondência trocada entre e/imigrantes portugueses no Brasil, entre 1890 e 1950. E na atualidade, qual a presença feminina no mundo cybernáutico da Internet e no uso das novas tecnologias pelas crianças? Qual é o papel da mulher em duas tradições açorianas – as romarias quaresmais de São Miguel e as Festas do Espírito Santo – e quais são as artes e saberes de mulheres migrantes a viver hoje no Canadá? Quais são os Retratos de Mulheres transmitidos pela música popular brasileira da atualidade, pela imprensa regional dos Açores e pelas chamadas revistas “cor-de-rosa” em Portugal? Quais são as características da violência doméstica no século XIX e na literatura feminina do século XX, as perspetivas sobre o futuro em mulheres vitimadas, e as experiências de mulheres reclusas e suas respetivas famílias? O que leva mulheres qualificadas a emigrar e qual o impacto nas famílias e na maternidade? Quais são as histórias de vida de mulheres migrantes e de mulheres artesãs no Brasil, ao longo do tempo? Respostas a estas e outras questões podem ser encontradas nas páginas deste livro». Veja o índice.