quarta-feira, 18 de outubro de 2017

EXPOSIÇÃO | «Ana Hatherly e o Barroco / Num Jardim Feito de Tinta» | ATÉ 15 JAN 2018 | GULBENKIAN



«Esta exposição-ensaio tem apenas um assunto: Ana Hatherly e o Barroco. No entanto, não nos centramos apenas na influência do Barroco nas obras da artista, mas em como a investigação e experimentação de Ana Hatherly revalorizou esse denegrido período histórico e modificou a nossa conceção do passado – afinal, a tradição é um território inexplorado de aventura e de contínuo espanto. Deste modo, juntando objetos, obras e documentos de períodos históricos distintos, que Ana Hatherly analisou ou indicou nos seus ensaios, organizamos um percurso expositivo a partir de categorias essenciais do Barroco: o Mundo como Labirinto; a importância do Lúdico; a Vida como Nada diante da Morte; a Alegoria e a folia da Interpretação; o Diálogo oblíquo entre pintura e poesia; e a Metalinguagem da obra de arte que se reflete a si mesma.
São muitas as portas de entrada neste edifício, pois também foram variadas as declinações da obra de Ana Hatherly: nos ensaios e investigação académica; na poesia e na prosa; nos desenhos, nas re-colagens, nas performances, nos filmes, nos programas televisivos… Um labirinto onde tudo gira à volta da escrita, como afirmouEsse jardim feito de tinta, onde a artista reinventa o mundo caminhando por entre signos, é o lugar enigmático do jogo – e desta exposição como jogo». Saiba mais.
Curadoria: Paulo Pires do Vale




NA BIBLIOTECA ANA DE CASTRO OSÓRIO | «Leonor da Fonseca Pimental, luta e morte pela liberdade» | 26 OUT 2017 | 17:30H | LISBOA






segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Luto Nacional




«O Governo aprovou hoje por via eletrónica, em Conselho de Ministros extraordinário, o decreto que declara luto nacional nos dias de terça-feira, quarta-feira e quinta-feira como forma de pesar e solidariedade pelas vítimas dos incêndios».Leia mais. 





«SIBILA» | Uma nova editora que vai privilegiar os ensaios femininos e editar principalmente textos de mulheres | HOJE | APRESENTAÇÃO DA EDITORA E DO SEU PRIMEIRO LIVRO | 16 OUT2017 | 19:00 H | GULBENKIAN




Leia no DN, aqui

Hoje, dia 16 de outubro de 2017, às 19:00H, na Gulbenkian,  como se pode ver no Programa da Conferência «Mulheres nas Artes: Percursos de Desobediência», é apresentada a editora e o seu primeiro livro: Eu Matei Xerazade: Confissões de Uma Mulher Árabe em Fúria.  Com a presença da autora. Sobre o livro: 
«Eu Matei Xerazade: Confissões de Uma Mulher Árabe em Fúria, da escritora libanesa Joumana Haddad (n. 1970) é um livro onde a reflexão sobre a condição das mulheres árabes contemporâneas se mistura com as memórias pessoais da autora, que viveu a infância e a adolescência numa Beirute em guerra, e também com a poesia. Joumana Haddad conta de que forma a leitura clandestina de Sade, que iniciou aos 12 anos de idade, transformou a sua vida e a sua visão do mundo, e a levou a escrever poesia libertina e a fundar, aos quarenta anos, a primeira revista erótica em língua árabe.

Escreve Haddad: "Nunca fui uma grande fã de Xerazade - a qual, para piorar as coisas, é enjoativamente acarinhada pelos orientalistas - embora adorasse ler e reler As Mil E Uma Noites. Estou convencida de que a personagem dela é uma conspiração contra as mulheres árabes em particular, e as mulheres em geral. Obviamente, a pobre senhora fez o que tinha de fazer. Não estou a julgá-la por isso. De facto, eu poderia muito bem ter feito o mesmo, se estivesse na sua delicada posição. Apenas estou farta de que as pessoas (especialmente no Ocidente, mas também no mundo árabe) façam dela uma heroína, o símbolo da oposição cultural e feminina árabe e da luta contra a injustiça, a crueldade e a discriminação dos homens. Ela é apenas uma rapariguinha querida com uma grande imaginação e boas capacidades negociais. Precisamos simplesmente de pôr as coisas na perspectiva certa». Continue a ler.






«Mulheres portuguesas, deixai hoje de trabalhar»



Leia o artigo de Patricia Reis aqui


Sobre a matéria comunicado 
da CGTP:
Continue aqui

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

«Felizmente há Luar ...»




MOSTRA DOCUMENTAL

FELIZMENTE HÁ LUAR...
Nos 200 anos da execução de Gomes Freire de Andrade (18 out 1817)

16 OUT 2017 - 17 FEV 2018

TORRE DO TOMBO


«Gomes Freire de Andrade tornou-se um símbolo dos defensores do ideário liberal e da luta contra o domínio britânico em Portugal ao ser executado naquela tarde de 18 de  outubro de 1817, sob a acusação não provada de liderar uma conspiração. O movimento liberal ganhará força e vingará em 1820 abrindo caminho à abolição da Pena de Morte, em 1852 para crimes políticos e em 1867 para crimes civis.No ano em que se assinalam os 150 anos sobre esse ato pioneiro que foi o da publicação da Lei da Abolição da Pena de morte em Portugal e os 200 anos da execução do general Gomes Freire de Andrade, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo apresenta uma mostra do seu acervo documental com informação relevante sobre este personagem marcante da História de Portugal do século XIX». Mais no Texto de Apresentação.



«AURÉLIA DE SOUSA /Mulher Artista 1866-1922»




«A vida e obra de Aurélia de Sousa, uma mulher artista na vanguarda da sua época.
Aurélia de Sousa teve o seu "quarto só para si", expressão que a escritora britânica Virginia Woolf inventou nos anos 1920 para designar o espaço - físico e metafórico - de que as mulheres precisavam para criar. O resultado dessa libertação artística está em Aurélia de Sousa, Mulher Artista, livro centrado na vida e obra da pintora e fotógrafa portuense que viveu a passagem do século XIX para o século XX sem abdicar do seu direito a uma carreira artística pro­ssional. Assinalando o 150.º aniversário do nascimento da pintora, este livro-catálogo, coordenado por Filipa Lowndes Vicente, acompanha a exposição homónima patente no Porto e em Matosinhos. "Conservadora nos motivos, genial e inovadora no traço e na composição, Aurélia de Sousa deu continuidade ao naturalismo que imperava na pintura portuguesa do seu tempo, acrescentando-lhe apontamentos impressionistas, realistas e até mesmo neo-realistas"». Rui Moreira, Apresentação | Saiba mais.



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

«DISTINÇÃO MARIA ISABEL BARRENO - MULHERES CRIADORAS DE CULTURA» | Na terça-feira passada foram divulgadas as mulheres distinguidas este ano



Maria Isabel Barreno


Como se pode ver no site da CIG: «A Distinção Mulheres Criadoras de Cultura é uma iniciativa da CIG e do GEPAC no âmbito do V PNI, medida 21 na área estratégica educação, ciência e cultura. Este ano a distinção terá o nome de Maria Isabel Barreno como forma de distinguir essa figura incontornável da cultura portuguesa». Assim, comecemos por lembrar Maria Isabel Barreno, recorrendo a post anterior do Em Cada Rosto Igualdade: «Maria Isabel Barreno». Depois, as CINCO MULHERES DISTINGUIDAS este ano, conforme se pode saber através da comunicação social, por exemplo, na TSF, são: Paula Rego, Diana Andringa, Mónica Calle, Elisabete Matos, Cristina Paiva. 








De artigo do Diário de Notícias o seguinte titulo: «Criadoras portuguesas dizem que prémio de mérito é alerta para igualdade degénero» e, como lá pode conferir,  do mais  que as distinguidas disseram:
Paula Rego 
«Na cerimónia, a artista plástica transmitiu a surpresa de lhe atribuírem "uma guloseima" pela única coisa que sabe fazer - pintar e desenhar».
Diana Andringa 
«dedicou o prémio a "todos os jornalistas que consideram que fazer jornalismo é uma forma de intervir na cultura e na cidadania e não criar conteúdos nem encher chouriços"»
Mónica Calle 
«admitiu que, ao longo da carreira como atriz e encenadora, se foi confrontando com rótulos e dificuldades na criação artística por ser mulher: "O facto de ser um homem nunca é uma questão ou um ponto de vista. As mulheres continuam a ter esta ideia de serem rotuladas por serem mulheres".
Elisabete Matos
«recordou os sacrifícios da carreira na música e na cultura em Portugal, porque esta - a cultura - é "sempre o parente pobre de todas as áreas"».
 Cristina Paiva
«a atriz Cristina Paiva, fundadora do projeto Andante, disse à Lusa que o prémio serve para colocar na agenda pública a discussão sobre o papel da mulher na sociedade».


« GENDER EQUALITY INDEX 2017: Progress at a snail’s pace» | Segundo o relatório da EIGE é no Poder que «Portugal é mais desigual»





Da comunicação social: 

«Igualdade de género: é no poder que Portugal é mais desigual

«(...)
O ranking é elaborado pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, na sigla em inglês), segundo o qual a União Europeia a 28 está a conseguir fazer progressos em matéria de igualdade de género, ainda que de forma lenta.
Os dados do EIGE, relativos a 2015, mostram que a média europeia está agora nos 66,2 pontos em 100, quatro pontos acima do valor de há dez anos, com a Suécia em primeiro lugar, com 82,6 pontos, e a Grécia no fim, com 50 pontos.
Nesta tabela, Portugal aparece em 21.º lugar, com 56 pontos, o que significa que o país tem vindo a conseguir melhorar a sua posição, já que começa com 49,9 pontos em 2005, sobe para 53,7 em 2010, 54,4 em 2012 e agora 56 em 2015.
O ranking avalia os vários países em seis domínios, desde o trabalho, dinheiro, saúde, educação, tempo e poder, sendo que é nas três primeiras que Portugal se destaca e nas três últimas que obtém as piores classificações. (...)». Leia na integra na plataforma SAPO.




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

RUTH ESCOBAR



Da ONU Brasil


«A ONU Mulheres Brasil divulgou na última sexta-feira (6) uma nota de pesar pela morte da feminista Ruth Escobar, falecida em 5 de outubro. Lembrando a participação da gestora no lobby do batom — movimento para a inclusão das reivindicações das mulheres na Constituição Federal de 1988 —, a agência das Nações Unidas descreveu o legado de Ruth como exemplo para a luta pela igualdade de gênero.
“Ruth dedicou anos à construção de direitos para as mulheres”, afirma na nota a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman. “Foi a primeira presidenta do Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres (1985-1986). Exerceu por quatro anos, de 1986 a 1990, a representação do Brasil no Comitê de Monitoramento e Acompanhamento da Convenção pela Eliminação da Discriminação contra a Mulher (CEDAW), das Nações Unidas.”
O organismo citou ainda o engajamento de Ruth no movimento de resistência à ditadura. “Foi presa, por três vezes, por se opor ao regime. Foi uma das fundadoras da Frente de Mulheres Feministas do Estado de São Paulo, na década de 1970”, acrescenta Nadine. Entre 1983 e 1991, a feminista exerceu dois mandatos parlamentares na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.
“É (também) um dos nomes notáveis da dramaturgia teatral e gestão de cultura no Brasil. Coordenou o primeiro Festival Nacional de Mulheres nas Artes, em 1982, com mais de 600 espetáculos e 10 mil pessoas participantes.”
Elogiado a “obstinada trajetória política, feminista e cultural” de Ruth, o comunicado afirma que a militante “deixa um legado a ser valorizado por todas as brasileiras e brasileiros, os quais animam a união de esforços para dar passos decisivos pelo empoderamento das mulheres e pela promoção da igualdade de gênero”. Ruth faleceu em São Paulo, aos 81 anos».

 «Grandes Mulheres - Ruth Escobar»


Da comunicação social portuguesa, por exemplo, o Expresso começa assim:  «Ruth Escobar nasceu no Porto, em 1935, e tornou-se conhecida pela sua carreira no Brasil» (...). Continue a ler.

JOÃO ADELINO FARIA | «Precisamos de rugas»



Na integra aqui

O artigo foi-nos lembrado por uma leitora, e aqui está: a nosso ver, embora de 2014 continua atual.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

MIHAELA NOROC | «em busca da diversidade que existe na beleza feminina através de retratos de mulheres»




Tirada daqui.


«Neste projeto, transformado num livro, Mihaela Noroc, fotógrafa romena de 32 anos, passou os seus últimos quatro a viajar por diferentes países à volta do mundo, em busca da diversidade que existe na beleza feminina através de retratos de mulheres.
“A beleza está em todo o lado e não é uma questão de maquilhagem ou tamanhos, resume-se a seres tu própria. As marcas globais fazem ver-nos e comportar-nos da mesma maneira, mas todos somos belos bonitos porque somos diferentes. No final de contas, a beleza reside no olho do espetador. E o espectador é sempre alguém diferente", explica.
Desde o Afeganistão ao Tibete, Noroc capta a essência de mulheres de culturas diferentes. O livro “The Atlas of Beauty” foi lançado no passado dia 26 de setembro e conta com mais de 500 fotografias em mais de 50 países, sendo este o fruto de muitos anos de trabalho.
“A beleza reside no singular, na diferença de seres tu própria, natural e autêntica, e não ir na corrente de modas passageiras por questões de estatuto social”, acredita a fotógrafa». Mais na Plataforma Sapo.  E no site do projeto.




«ART AND FEMINISM»



«This volume presents the rich diversity of art informed by feminism. It exposes assumptions about gender, politicising the link between private and public, and stressing the specificity of art marked by gender, race, age and class». Saiba mais.






segunda-feira, 9 de outubro de 2017

IGUALDADE DE GÉNERO | INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO | «Técnico implementa medida de pós-licença de parentalidade»

Aqui, na pg. 8

MÁRCIA OLIVEIRA | «Arte e Feminismo em Portugal no Contexto pós-Revolução»


«SINOPSE
Arte e Feminismo em Portugal no contexto pós-Revolução apresenta-se como um estudo diacrónico da produção artística no feminino em Portugal nas décadas de 1960 e 1970. Tratando-se esta de uma época de extraordinárias revoluções em termos de paradigmas artísticos a nível global, o facto é que foi também uma altura marcante no que concerne à participação das artistas portuguesas na cena artística nacional, que protagonizaram uma notável movimentação das margens para o centro da mesma. Este trabalho pretende pôr em contacto todas estas "revoluções", ancorando-se numa discussão informada por pressupostos teóricos dos estudos feministas e da estética, procurando encontrar através de diversos cruzamentos entre prática e teoria uma linhagem de efeitos feministas na arte portuguesa».


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

RELATÓRIO DA OCDE | «Mulheres ganham em média menos 15% que os homens»




Em português, a propósito do Relatório:
«As mulheres ganham em média 15% menos do que os homens nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, "um obstáculo importante para um crescimento económico inclusivo", segundo um estudo da OCDE.

Uma trabalhadora a tempo inteiro ganha em média menos 14,3% por mês do que um trabalhador, uma diferença que quase não registou alterações nos últimos anos na zona da OCDE, indicou a organização, num relatório intitulado "Atingir a igualdade mulheres-homens: um combate difícil", elaborado com base em números de 2015». Continue a ler via plataforma Sapo.

CONFERÊNCIA | « Mulheres nas Artes: Percursos de Desobediência» | 16-17 OUT 2017 | GULBENKIAN



Saiba Mais

terça-feira, 3 de outubro de 2017

OLÁ CRIANÇAS! OLÁ JOVENS! | TALVEZ LHES INTERESSE (88) | «Acácia e os Fantasminhas»





«Ana Catarina, Luana, Zé, David e Luísa são muito travessos, mas também muito unidos. São os Fantasminhas. Andam sempre acompanhados de Bobi, o cãozinho preto e branco, à procura de novas aventuras.

Um dia, Acácia, uma menina doce, de olhos azuis e cabelos cor de avelã, diferente de todas as crianças, chega à turma.

A sua coragem e determinação vão cativá-los e levá-los a verem o mundo com outros olhos, mostrando que tudo é possível no reino da amizade». Veja aqui.
E para sabermos mais:

Aqui na TSF




«MULHERES ESCULTORAS EM PORTUGAL»






SINOPSE
«Como Rosalind Krauss observou, a Escultura foi considerada durante séculos como uma arte de espaço composta de matéria inerte e imóvel, oposta às artes de tempo, alterando-se esta visão sobretudo a partir dos anos 30 do século XX. 
As escultoras que aqui se apresentam foram-se cruzando com as particularidades, exigências e transformações do campo escultórico, contribuindo estes estudos de caso para um panorama mais completo do nosso património artístico.

Com este volume reuniram-se esforços para tornar mais visível quer o legado patrimonial das Escultoras, quer a actividade actual de modo a dar relevo e promover estudos nesta área. O primeiro ensaio aborda volumetrias quase invisíveis entre o século XVII e o início do século XX, desde Inácia da Conceição, em 1654, passando por Maria Margarida Ferreira Borges, Ada da Cunha, entre muitas outras. Os capítulos seguintes apresentam casos de estudo sobre: Maria Luísa de Sousa Holstein, Ana de Gonta Colaço, Dorita de Castel-Branco, Maria Barreira, Irene Vilar, Clara Menéres, Marina Mesquita, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Ângela Ferreira, Joana Vasconcelos. O livro termina com uma antologia bibliográfica de estudos sobre mulheres artistas em Portugal até 2015, ano em que o volume foi fechado. Menção ainda para a introdução que faz referência às ausências». Saiba mais.